quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

mas quem consegue ficar bravo com você, Lua?

vários momentos da vida em que a gente simplesmente se atrai pelo que nos faz mal, principalmente na adolescência, esse tipo de coisa era comum em mim e nas pessoas ao meu redor, ir atrás daquilo que te desprezava por questões de estratégia. Relacionamentos (de todos os tipos), com padrões definidos, nada fluido, esquematizado.
"tem que ser assim, porque assim é a regra", aí nega, nega até a última, mas no final transforma o jogo baseado naquilo que sai apenas da própria mente, então mente, fala que a questão é presente, e o arranjado no passado só foi aceito pois foi enganado, te acusa daquilo que fez.
Estamos todos aprendendo, cada dia um pouco mais, e nada fica pra trás, a gente aprende, demora mais entende. Me arrependo de muito, mesmo sabendo que não teria como fazer diferente, era meu limite, é verdade, e eu sou conforme posso (o resto é vaidade), mas dói. Dói em mim e em quem marquei, todo mal que já causei na inocência de não pensar. Se meu luxo próprio é o egoismo do conforto, não o sinto.
Eu só queria entender, se todos pecadores conseguem deitar a cabecinha no travesseiro e ter um sono bom, por que eu não? Por que eu não? Ao mesmo tempo a voz conhecida me responde -> foi você quem escolheu <- argumentos="" car="" e="" eu="" meta="" meu="" minha="" nbsp="" os="" p="" perco="" ponho.="" quem="" sou="" ter="" tormento="">um dia me apaixonei por uma frase e ignorei todo o resto, inclusive à mim mas, por fim, prevaleci. Eu sempre tô aqui.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Passou (?)

Os olhos dela fitaram os meus, incrédula, meio tímida, tão ou mais do que eu mesma. Se apegar era difícil e doloroso, e não definir parecia a melhor opção, mas ah, definição, vontade de tomá-la nos braços e conquistar a segurança. Relacionamento é roleta-russa, melhor tomar distância. "Tome tento, menina", frase eventualmente ouvida na infância, criou medo, barreira, esfriou por rejeição a si.
Nunca mais nos vimos, embora ainda, de vez em nunca, sua presença aparece, nem que seja no meio virtual, para me lembrar daquilo que o medo não me permitiu viver.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Padrões

As vezes o mais difícil é o início, começar a ideia e perceber que existe tooodo um caminho pela frente, dividido em mais de mil fatores, entre estudos e métodos, práticas e reflexões, desconstrução, seguir em frente.
Então o meio chega, as cartas já estão na mesma, difícil calcular o quanto se foi e o quanto falta ainda, e cansa, a insegurança avança, resta achar forças para seguir em frente
                           ou a simples desistência
se o fim enfim chega, tarefa fácil também não é. O ponto final é calculado, é a cereja no bolo, vale ouro, resultado de todo trabalho, ou talvez queimar o bolo.

sábado, 18 de novembro de 2017

Roleta-russa

Relacionar-se é arriscar, pagar pra ver no que vai dar, e até existe defesa em se fechar, mas deve? O tempo dirá que tudo muda e tudo passa, e se o risco some de graça, por que tentar evitar?
Não existe controle sobre felicidade e sofrimento, paro um momento e reflito, é das graças de estar viva, sem saber o que virá. Talvez vá te trocar, talvez trair, talvez mentir, talvez nem vá, mas o risco sempre existe e teremos que aceitar, deixar de arriscar? Nunca. Se corre lava pelas veias e o coração ainda palpita, não me boto em redôma pra evitar ser ferida, pulo do trampolim, sempre o melhor ato, vôo longo e queda no asfalto, a dor ensina também, mais sobre você do que de outros. Ficar parada ensina nada. 
Existe o risco porque existe a troca, mas se conectar é sem palavras e o medo não vai embora, deixa-te nua, sem máscaras, assumindo a fala: amor é bom quando é próprio, se não for não adianta nada. Então me lembro que o abrir é um risco, isso é inegável, mas quando ama a si mesma mesmo o errado não dá errado.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Sou atentada

Me atento aos pensamentos, me atento ao momento, as vezes lamento, as vezes tormento, mas tento, sempre tento, porque a vida é como vento, quando sente passou.
Sincera comigo, sempre, destino perto, o que é certo é o certo, mas eu gosto é do caos -digo do caos interno-, aquele que impulsiona, bota pra frente, chute frontal. Tapa na cara também ensina, mas eu prefiro dançar, e aí danço, fazer o quê? Sou assim, vim pra aprender, nada de novo acontece se eu não pagar pra ver, falo e repito: não sou moinho, não giro no mesmo lugar.
Me atento ao movimento, respiro, me tento, as vezes lamento, as vezes tormento, mas eu tento, sempre tento, sou atentada, não paro por nada, aprendo mesmo sendo errada, nesse mundo eu tô grudada. E calha, eu gosto, me deixa humana (eu posso), sou de carne, osso e fogo, mesmo que de palha, e meu ego nem sofre por ser cheia de falhas. Me enxergo, aceito, transformo em verdade, porque eu sou conforme posso e o resto é vaidade.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

turbilhão para sempre

Sinto, remexo, me vejo, só me vejo, e no ensejo de entender me perco, descontruo, mil e um milhão, pedaços no chão. Ilusão é achar que basta só ter o pão, o chão, meu cão, mas não, complica, paga-se com tempo o tempo nessa vida, então me explica: quer que eu faça o quê? já não me iludo se descubro o que é cruel e... aplausos. No fim do Ato - bem ou mal - o ato final, sem surpresa, sem espaço pra beleza, apenas a justiça e uma carreirinha de pó em cima da mesa. Juntos os pedaços de pensamentos do chão, boto no texto, quem sabe assim eu (me) vejo, remexo, sinto.

escorpião, carai

 não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério

domingo, 8 de outubro de 2017

Da vida o melhor é o percurso

Nostalgia. Disso eu entendo, assunto conhecido, desde sempre vivido, sempre pela metade. Bate aquela saudade - não de nada específico - de momentos mais líricos, num tempo de nunca-mais. É infância lembrada, adolescência emburrada, sempre sempre travada, tava sempre na metade. Num tempo de vai-e-vem, o pra frente vem de encontro como furacão interminável, trazendo o novo e limpando a casa, o pra frente sempre vem. E, no olho da tempestade, percebe-se (será verdade?) o amor é tão confuso, deixa e traz, é difuso, ou isso é pura vaidade?
Do macro pro micro. Um tempo aonde a ingenuidade ao menos permitia caminhar, esperança pra lutar, antes de entender sobre impunidade e achar que podia mudar; disso tudo, um resgate: "é melhor fazer o bom em harmonia do que o ótimo em desarmonia". O momento pede em focar no que une, não no que separa, lição aprendida a duras penas, repare, nem eu mesma sei por quê. Essa ainda vou aprender, tá tudo bem nisso também.
Gosto de pagar pra ver, gosto do estrago. Pular do trampolim, queda bruta, cara no asfalto. Minhas maiores batalhas acontecem na mente, e de repente passa, o vento levou. Pessoas também, esse vento sempre me tira de lugar, e em cada abraço de despedida, saudade.
O amor é tão confuso, deixa e traz, é difuso, tá por tudo, tá por tudo, e se até no ódio está (eu presumo),
                      se ame também
você ainda está aqui
também tô



terça-feira, 26 de setembro de 2017

degradê

Sou filha da escrita, não tem jeito. Se não entendo, escrevo, mesmo sem saber o quê. Sem perguntas, as crio, apenas para não deixar essa chama morrer, curiosidade me aguça, ativa a mente. Sigo como um redemoinho saindo da testa, correndo pro alto, quebrando o asfalto, em frente, em frente! E foi-se, tão rápido quando chegou, lampejo de pensamento, onda quebrou. 
Tem aquela força conhecida, trovão, o choque das bolinhas de malabares, catarse, erupção. Turbilhão. Intuição?
O calafrio, o frio na espinha, sensação de estar vivo, captado e entendido, até quando o sopro se for pela última vez e outra realidade se abrir
, tão simples e complexa quanto essa, 
o que é mais real: a luz ou o reflexo?

vida de gato

ver a vida como gato
dormir, comer, ronronar
caixinha de areia pra desinchar
e de vez em quando comer uma libélula

pontinhos, três

sou gente de verdade
não nasci construida
e nem desconstruida
não sei fórmulas secretas
nem números de medidas
tô como gente
vim pra aprender
em acertos e erros
experiências
pagar pra ver

não nasci sabendo amar
o ódio também não veio comigo
mas já nasci contemplando o mar
e tendo o Sol como um amigo

passei por tapas e beijos
e por intermináveis mudanças
tô viva porque tô aqui
e ainda lembro de como dança

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Lembretes pra vida OU ego, esse danadinho

Nada como infladas de ego para nos tirar do caminho certo e levar pro errado. Certo e errado, por si só, já são expressões perigosas, mas sigo no texto para entender a ideia. Não é difícil (mas pode se tornar porque sou confusa).
Após a identificação do que se gosta ou desgosta, agimos, buscando aquilo que nos falta. No meu caso, escrevo, outros pintam, outros fotografam, outros gravam, outros cantam, enfim, mil possibilidades. Ao agir, não temos a experiência de saber o que agrada ou não o 'público', e é possivelmente nosso último momento de espontaneidade facilitada. Por não saber o que o público deseja, agradamos a nós mesmas, partimos apenas dos nossos próprios princípios.
Com a fama, os "muito bom!", os "continue assim", e os "esse é o caminho!", vamos nos fixando naquilo que agradou. Agradou quem? Agradou você ou agradou você pelo agrado alheio? Relutamos em sair da zona de conforto, por medo de perder seguidores/amores/aplausos. Passamos a trabalhar em prol daqueles que nos consomem. Passamos a esquecer até aquilo que gostamos, para adequar àquilo que nos traz fama. 
Aaah, a fama. Os doce 15 minutos que nos trazem alguma sensação de sermos amados, de estarmos no caminho certo (olhaí o "certo" de novo). Com o tempo, não precisamos nem mesmo refletir sobre o que produzimos e a influência do que produzimos, pois já temos os aplausos, e o que é melhor que os aplausos? 
O senso-comum não alimenta, mas dá um gostinho que engana.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

De A à Z

Entre encontros e desencontros, me recomponho, lidando comigo e com o mundo - esse sempre tão confuso -, buscando sobreviver. Nesse mês, novamente a sina, convencer os que caminham junto a continuar aqui, vivos, amados, não seria a primeira vez que me buscam para lembrar que a vida vale a pena, não será a última vez também. Faz parte do meu caminho, recordar o esquecido, intensidade em estar vivo, ouvir desabafos, ser o desabafo-humano. Não me orgulho, função é função, não preciso de medalha se dou contribuição. Eu só quero ajudar, nem sempre sei como, as vezes só abraço, as vezes olho-no-olho "você importa, eu me importo, não sou muito, mas só sou". Não é muito mas é o que posso dar, já me disseram uma vez "o que te salva é o tamanho do seu amor", e é mesmo, porque nada mais tenho pra oferecer.
O inverno se vai, aos poucos, e a noite fica mais curta. Ainda bem, venha sol.

roda que gira esmagando o próximo

meritocracia espiritual
porque o problema é seu por pensar demais
hierarquia frequencial
porque minha vibração não pode se contaminar

a roda gira, gira
esmagando quem não se adaptar
espiritualidade elitista
apenas pra quem pode pagar

me expresso, confesso
agressiva por saber meu lugar
de ter que gritar pra ser ouvida
e não ter tempo pra paz buscar

se me julga por isso, me invisibiliza
e ignora todo meu pesar
de não ver um mundo perfeito
independente do quanto mentalizar

perco o ar e o chão
mas não esqueço o fato
espiritualidade não é estudo
é vivência, e lado a lado






quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Mel

Vejo plantas, vejo contas, seguro as pontas, quem sabe se encanta. Todo dia uma nova reflexão, reinventar-se, subjulgar-se, a culpa é minha amiga, convivo com ela todo dia, querendo ou não. Geralmente quero. Deve ser algo dentro do meu ego, dizendo que trazê-la pode me abstêr das atitudes. Até ilude, mas já sei não ser assim. Faz parte.
Gosto das palavras confusas, das escritas difusas, é o turbilhão, tá sempre na cabeça, quando sái causa estrago, mas eu gosto. Gosto do estrago.Ele move, até comove, não sou moinho pra girar sempre no mesmo lugar.
A zona de conforto tem esse nome não é a toa, mas confortável não me sinto, nem aqui e nem lá, pois aonde eu for tenho uma sombra pra acompanhar, sombra do passado-presente-futuro, a sombra do "vai dar errado, tudo", sem esquecer da sombra do "pensar no mundo". Vale a pensa pensar tanto até ficar sem ação? Penso que não, mas as sombras não se vão, gostam de mim, são assim, e somos o que somos, sementes. Planta-se a ideia e cobre toda a mente, igual erva de passarinho, sufocando, existindo, buscando permanecer ali. 
Mas sigo aprendendo, nunca parada, afogando a vaidade de estar certa ou errada. Verdades absolutas me incomodam, mas cada uma com sua jornada.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Clack


Quando olhar ao passado a observar, com os olhos de quem já viu as consequências, o tamanho da influência de seus atos tão impensados, engolistes suas palavras sobre ego e quebra dele, engolistes a diferença entre eu e você; somente quando puderes ver, aí então perceberás, e verás todas as conexões, todos os chaveamentos, padrões mentais, socializações, verás tudo com olhos de meio, verás tudo à verdadeira você.
Ser. Vivo. Viva. Vida. Quebra barreira e desconstrói mentalização. Muda padrão, muda patrão. Mudanças vem de geração pra gestação, sobre isso, qual sua ligação?
Deslinchando palavras grotescas em um pedaço de tela -nunca o mesmo que o papel-, revirando metáforas antigas em uma cabeça conturbada, nunca descansada, pensando estarem todos os olhos arregalados virados para mim, com que fim e por quê? Se meu descanso vem à custa de muitas lágrimas e nunca, nunca, o sentimento de culpa me abandona. Com que fim e por quê? Como saber? Falo tanto do pecado original, grudado à mim, dentro de mim, mas com que fim? Se o fim não existe e é tudo apenas mudança interminável, se o físico é apenas a materialização das nossas percepções e crenças, se nada disso precisava ser assim mas assim é porque precisa ser.
O entendimento tá além de palavras e comunicações verbais em geral, porque o entedimento é um frio na espinha. É a sensação do não-ilógico que faz todo o sentido, e a percepção de sentir um quentinho bem na altura do chackra cardíaco, bomba, bomba! Se ao buscar na racionalidade só vai encontrar dor e castrações de ideais.
O que é mais real? A luz ou o reflexo? O lampejo ou a lampejoula?
Conhecer-te é ser. Lucidez, todo dia, dia-à-dia, guerra interminável. Manter a cabeça no lugar, que é em pé, erguida.



P.s.: Talvez eu já tenha postado, talvez até recentemente, não ligo muito

domingo, 27 de agosto de 2017

centelhas

gosto do gosto da descoberta
ao chegar em um novo lugar
aquela pausa pra observar
em silêncio se encontrar
refleti, sou daqui
e ainda tenho um lugar


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

cuspido

A vida vai bem. Eu estou aonde quero, mais próxima com fauna e flora, e consequentemente mais perto de mim. Desde sempre, sinto como se o céu daqui fosse mais perto da Terra, repare, agora tenho certeza. Dias vieram e dias se foram, fechou uma lua, bateu com o eclipse. É lógico. Tinha que ser, e foi, e vim, foi assim. Meio impensado, em partes improvisado, e eu ainda não entendi. Mas chegamos e, sabe-se lá quem pedia, com certeza há de sorrir. Tá sendo assim, de passito, como sempre, observando pra agir. Não sei quanto tempo resta, mas agora entrei na festa e não quero mais sair pois (refleti) tô tão viva, sou assim, e se da descoberta viro festa não caibo dentro de mim, nem preciso.
Resumindo: vou e vivo, e na beira do precipício faço de cordas asas e me lanço em outra jornada, de graça

Curta

Tem sido dificil escrever
escrevo e apago, de praxe
organizando pensamentos
aonde?
muda, mudei.
no berro, externalizei
ninguém entendeu
mas eu sei


domingo, 11 de junho de 2017

Que saudade disso aqui

quantos choros pra mostrar o que tantas vezes aconteceu que nem tem o porquê notar

Mudou

Roda moinho
Ó inferno
repetição, de novo não
já tão comum
nunca sincero
meus pés no chão
descontrução

nos olhos ternos, olhar inteligente
racional, não sente
bem ou mal, me entrego
melhor assim, sem pé atrás
vou embora, só busco paz

quinta-feira, 2 de março de 2017

contatos imediatos de graus negativos

minha meta é a evolução consciêncial
aproveitar meu potencial
de ser um universo inteiro
e não dever nada pra ninguém

sentido é para os fracos

escreve e apaga, escreve e apaga
acende a baga e trava
quantos corações cabem em um só?
se da vida não levo nada
além das experiências passadas

fruto aleatório de uma mente agitada
que em baldes de café mostra que não aprendeu nada
escreve e apaga, escreve e apaga
quantos passos ainda virão para serem trilhados?
na falta de otimismo reflete o cansaço

e passa

porque de funções terrenas já tirei a minha
como em uma carta de tarot que se leva para a vida
aprendi o que tive que aprender e sigo
sabendo estar sozinha na jornada, da morte à vida
quantos corações cabem em um só?

fui feita para amar, fora disso tá errado
já tentei ser diferente e fodi o meu passado
minha raiva me impulsa, mas sou feita de amor
não importa o que dizem, já conheço meu valor
 cabe mil mais um, e crescendo

aviso importante (não)

ei vocês! não sei quem vocês são mas cada post meu tá tendo visualizações (não são as minhas próprias) e eu quero que -caso vocês realmente existam- saibam que estão no blog errado.

vocês deveriam estar nesse: Da Igreja Ao Cortiço

obrigada pela atenção, voltem sempre (no outro blog!!!!!)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A vida como está

- Escrevi meu livro como uma condenada, e aí parei, fazem três dias. Meta: voltar antes que as férias acabem.
- Minhas férias foram fazer trabalhos, resolver obstáculos, escrever e trabalhar.
- Meu companheiro cuidou da arrumação da casa inteira e me alimentou quando estive empenhadíssima escrevendo (mesmo que o momento tenha durado semanas), e agradeço, porque não precisei interromper minha escrita pra lavar uma louça.
- A faculdade como instituição tem sido uma decepção constante em minha vida, falhando miseravelmente em seu papel social.
- Fui ontem na Caixa d'água (riozinho gostosinho agradável quinze minutinhos de casa) e foi muito delicinha.
- Comecei a perceber a relação entre meu sentimento de vontade de voltar pra minha terrinha e a minha menstruação, e tem gerado reflexões interessantes.
- Tô sofrendo com o fim das férias.
- Tenho ganhado muitos presentes (não necessariamente físicos, as vezes simbólicos) das pessoas à minha volta, e tem sido bem gostoso.

Reflexão-mor dos últimos tempos:
Não rola viver fugindo do perigo, porque ele continua aí. O esquema é escolher quais perigos você quer correr e vai que vai!

Onde sou?

Em todo lugar que eu vou me procuro, não acho, não me curo
em todo lugar que eu vou não me encontro, eu caio em apuros
não me vejo refletida em seu olhar, não me vejo na mesa do bar
não me vejo na festa da escola e nem em qualquer lugar
não me vejo na praça com os velhos que jogam milho pro pombo comer
não me vejo na praia com aqueles cachorros que só sabem correr
Pensei em talvez me achar por aí, caminhei pelo calçadão
não me vi nas ruas, não me vi na praça e nem na liquidação
não pude me achar dentro da igreja com o pastor a berrar
procurei no céu e também no inferno pra tentar me encontrar
não me vi no jornal e nem na tv, cinema nem pensar!
em bairro de rico, em bairro de pobre, eu nunca tava lá
já perdi as contas de em quantas vezes no espelho eu quis me ver
e ao mesmo tempo era o lado de lá que tentava me reconhecer

Em todo lugar que eu vou me procuro, não acho, mas me curo
em todo lugar que eu vou não me encontro e não caio em apuros
não me vejo refletida em seu olhar mas eu nem preciso estar lá
e se nos lugares onde vou não estou, me ponho a caminhar
e então eu percebo que já não preciso olhar pra fora assim
no fundo eu sabia que estava escondida aqui, dentro de mim

(2015)

sábado, 18 de fevereiro de 2017

A força tá no sangue

Ser mulher
Senciente
Completa
Presente

Sou mulher
Enquanto me querem costela
Minha existência traz a vida
A sua, a minha

Ser mulher
De todas as cores
Em todas suas formas
Múltiplos valores

Sou mulher
Desconfiada sempre
Acusada constantemente
daquilo que nunca fiz

Ser mulher
Amordaçada
Machucada
Enganada

Sou mulher
Desafiada sempre
Contestada constantemente
Provar para você, para mim

Ser mulher
No jorrar do sangue vermelho
Do útero ou da maldade humana
Escolher ser puta ou dama

Sou mulher
Inabalável
Resistente
Passado, futuro, presente





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O país



Na atual conjuntura política, sinto medo de postar qualquer coisa sobre o país onde moro. Percebo tranquilamente que meu blog não representa perigo nenhum para que eu sofra qualquer consequência, mas não posso ignorar que qualquer forma de liberdade de expressão pode se tornar problem em um modelo repressivo. Sei lá, persperctivas desanimadoras somada com paranoia absurda, meus amigos, e vivo em um país onde se torna fácil surgir esse tipo de pensamento.

Abriram a caixa de Pandora

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Continuação do Post Passado (ou Continuando o Passado em um post)

Vou escrever enquanto eu leio porque sinto que fica mais fácil fazer a análise. 
Aqui estou eu, em minha casa, tratores passando pela rua para enfim começar o processo de saneamento básico em algumas áreas da cidade, na realidade do tempo AGORA. Estou lendo sobre a minha vida pela perspectiva da "Lua-Postadora-de-Desabafos", buscando lembrar das coisas que minha memória me forçou apagar, e aprendendo um tanto TANTO sobre mim.
Vou escrever esse post como sempre escrevi os outros: para meus leitores imaginários, que hoje se mostram como a Lua-Do-Possível-Futuro, e deve ser lido assim: algo parcial, de alguém que analisa algo que já viveu, mas sem a cabeã de quem já viveu tudo que pode viver. Um ponto de vista, enfim, como sempre foi (mesmo quando eu achava dar a verdade absoluta). Não é para ofender ninguém, e pontos de vista não são imutáveis.
Quando parei de ler ontem, estive no término do meu primeiro namoro (o qual morei junto por um tempinho que me parecia muito mais), e foi algo muito barra-pesada pra mim, ainda mais entendendo hoje o quanto me deixei "virar" ele. Quando ele me deixou, fiquei sem chão, porque eu não sabia quem eu era, o que eu gostava, o que almejava para minha vida, além de odiar tudo que representava ser eu [mulher/ nordestina/ pessoa-que-tem-emoções/ não necessariamente heterossexual (essa é uma das análises mais fortes que virão esse ano, explico mais depois, em outro post, no futuro)/ milhões de coisas que hoje em dia amo em mim etc]. Estava difícil conviver comigo mesma, e eu fui forçada a aprender.
Só que, antes de aprender, eu decidi em algum lugar da minha cabecinha estranha que sair da zona de conforto não era a opção mais divertida, e preferi me enganar. Em vez de lidar comigo mesma, empurrei minha carência goela abaixo de outro, forçando um namoro que ambas as partes não queriam e ambas as partes tentaram se enganar de que poderia dar certo.
Não vou tratar aqui de heróis ou vilões. Sei que nessa época aprendi um pouco mais sobre o feminismo (embora fosse um "meu namorado me deixou ser feminista", ao menos no início), e aos poucos (bem aos poucos, e ainda tem sido, e será para sempre) aquilo foi fazendo algum sentido na minha cabeça. Anos depois, está sendo difícil encarar o quanto eu perdi por não ter conhecido o feminismo antes, mas ok, voltemos.
Hoje entendo que cometi um grande erro com meu segundo namoro, que foi exatamente esse de usá-lo como substituição para uma carência que mais tinha a ver com aprender a lidar comigo mesma do que com ter alguém do meu lado. Entendo que isso não foi certo, nem justo, e causou uma série de problemas para nós dois. Não que eu ache que sou a grande culpada do relacionamento e bláblá, até porque, como eu disse, não estamos atrás de heróis e vilões, mas eu acabei por enganar até a mim mesma. Eu queria amar, eu queria criar algo, e eu me dispus, em meio à minha baixa alto-estima, a fazer isso com qualquer um que estivesse minimamente disposto. Isso é tão errado com tudo que eu acredito, mas eu só acho isso porque precisei passar por tudo, e é isso aí. Vivendo e aprendendo.
Meu segundo relacionamento não durou muito, ou pelo menos de forma oficial, e quando terminamos pela primeira vez ele teve grande facilidade de lidar com o fato e seguir a vida, eu não tanto quanto gostaria. E ao mesmo tempo sim, porque, relendo, foi a época em que produzi textos até que bons, e gerei coisas que trago até hoje com muita força. E ter passado pelo primeiro término me ajudou com o segundo, eu já entendia que não era o fim do mundo e sim o início de milhões e milhões de possibilidades.
Só que eu desperdicei, e a zona de conforto parecia maior, então seguimos nos predendo em diversos termina-volta, que só geravam mais dor e insegurança.
Em meio à toda essa tristeza, foi nessa época (tarde, mas nunca tarde demais) que comecei a entender (e ainda tenho muito a aprender) que posicionamentos e falas nossas podem magoar outras pessoas por coisas que a gente nem registra porque muitas vezes nem vivemos. Passei a entender a política mais como micro e menos como macro e ver como eu e meu comportamento também éramos (somos) política. 
Ao ficar definitivamente solteira, a minha vida mudou. Em vez de ficar chorando porque eu não poderia mais "ser" meus relacionamentos anteriores, decidi descobrir o que eu poderia ser. O ano em que isso aconteceu foi muito complicado, porque estava morando com minha mãe, trabalhando formalmente pouco, depois de duas faculdades não-concluídas, e o peso disso era complicado de lidar, mas também foi aí que super-desenvolvi malabares, tirinhas, Os Reinos e todas as coisas que eu verdadeiramente quero fazer na minha vida. O medo de ir em direção ao novo foi complicado, mas vendo o que construi (ainda pouco) desde então, percebo que foi uma das melhores escolhas que carreguei até então.
E é CLARO que eu não poderia aprender de primeira. Até aí estava tudo bem, eu estava tendo uma vida social animada, eu estava produzindo, eu estava melhorando dos meus sentimentos freiadores. E aí eu entrei em um relacionamento aberto com aquele namorado cujas coisas não davam bem no fechado. É claro que isso também não durou muito, mas tem o valor de ser citado porque também gerou coisas que carrego até hoje (e tenho trabalhado, eu ouvi um amém?). 
No fim do ano de 2014, eu já sabia que viria para cá.
Não precisou me demorar muito sobre como minha vida mudou ao sair de Curitiba. Como sempre, eu sou outra Lua hoje, e os últimos dois anos parecem uns seis, ao menos. Ainda assim, vejo em mim diversas coisas mal resolvidas, várias oriundas de minha vida curitibana, várias que me perseguiram nesse ano que passou.
E me sinto bem pronta, na verdade. Considero confiança demais um perigo, mas não quero ser freiada pelo meu medo constante. Tenho guias fortes, se não confio em mim posso ao menos confiar neles, que isso já é confiar em mim também.
Não sei como concluir esse texto, porque estou cheia de informação da minha última década fervilhando na minha cabeça, mas posso dizer que, se minha ideia de vida é olhar para o passado e me sentir boba (porque isso significa que não estou parada, e sim avançando), eu fiz direitinho, e vou continuar fazendo.
 Acho que foi legal ler tudo isso pra ver que, por mais que eu goste de pensar que sou uma inútil que sempre erra e erra e erra, eu aprendi bastante. Minha vida tem estado em uma dimensão que me atrai: eu, produzindo e com a cabecinha no lugar, com uma casa cheia de bichos e um companheiro que não é perfeito, mas tem o que eu sempre pedi em alguém que fosse ficar ao meu lado: cumplicidade, disposição para evoluirmos mentalmente e, por fim, não grila com a minha liberdade individual. E mais do que isso, tô rodeada de amigos, entre os novos e os velhos (Rodolfo mesmo tá aqui em casa hah), e tô disposta a continuar passando por quantos perrengues e problemas e obstáculos forem necessários para que eu me torne uma pessoa cada vez mais e mais próxima da pessoa que eu quero ser.

É bonzaço estar viva, encarnada ou não, legal é existir.
eu ainda estou aqui
vocês também, gente



A gente cresce e nem vê (ou Espiral)

Hoje comecei uma trajetória que nunca tinha experimentado: li o meu blog desde sua criação até o final de 2012 (o resto ficou para amanhã).
É assustador ver o quanto a gente muda. O quanto a gente acha que sabe sobre o mundo, sobre a vida e sobre nós mesmos, e do nada mudamos, e então nem notamos.
Hoje li sobre o começo da minha formação de caráter, a saída da infância para a adolescência, e então a entrada para a fase novo-jovem. Ao ler uma parte do que pensava enquanto vivia a época, passei por grandes grandes reflexões, notei várias coisas sobre mim que nunca tinha percebido. Várias lições aprendidas e inúmeros obstáculos a serem superados ainda.
Das mudanças que fui acompanhando com mais facilidade, uma das mais fáceis de notar é que eu sentia muita necessidade de falar palavrão, xingar, usar palavras ofensivas, ser agressiva. Não sei se foram os hormônios, o social próximo ou uma raiva contida, mas eu adorava reclamar, e minhas críticas eram mais parecidas com uma porradaria de xingamentos do que com argumentos. 
Falando em reclamar, céus, como meus pais me aturaram. Eu ando tranquila em relação meus pais, mas ainda tenho muitas dúvidas e análides sobre minha criação e nossa relação, mas uma coisa não posso negar: haja paciência. Nos meus primeiros posts sobre a minha mãe, aqueles de quando eu era bem mais nova e extremamente mimada, não teve UM que não achei minha raiva e crítica infundada. Ela geralmente estava certíssima, o problema sempre era a comunicação, e era mais um problema meu também. Depois nossos problemas de relação foram evoluindo e ficando mais complexos, não trazendo "culpadas" e "vítimas", mas deixaram de ser "minha mãe ficou brava porque não lavei a louça ODEIO ELES VOU FUGIR DE CASA ARRRRRGH!". Ah, e todo semestre o boletim rendia um castigo!
Dentre as coisas que percebi, a que mais me assustou foi minha relação com mulheres. Na primeira parte da minha vida, eu praticamente odiava tudo que tivesse relação (uma relação criada) com o feminino: saltos, maquiagem, batom, amigas mulheres, 'parecer mulher'. Era uma necessidade de ser "a amiga-moleque", "quase um homem" e todos esses blá blá blás. É assustador, porque eu sei que não refletia sobre isso, só aceitava o que o social me arremessava, e engolia direitinho. E isso me causou mas tanto TAAAANTO problema que, céus, tem coisa que perdura até hoje. Ainda. E, falando em social, eram pouquííííííssimas as reflexões que eu tinha sobre, e eu falava tanta bosta.
Percebo também a existência de algumas "Luas" (isso analisando apenas até 2012), alguns momentos que mudaram a minha vida, com seus altos e baixos, e que se não tivessem acontecido tudo seria tão diferente que nem imagino.
Namorar só não foi uma experiência melhor do que ser largada (falo sério, porque por mais personalidade que eu tenha e blábláblá, eu virei meu primeiro namorado. Precisei que ele me largasse para descobrir quem eu era mesmo e do que gostava); sair de casa foi algo que mudou a minha vida, passei a entender muito mais minha mãe, o mundo, passei perrengue demais, nunca que meu blog mostraria o tanto de coisa que aconteceu, mas foi muito importante pra mim.
Minha vontade é escrever por dias, porque minha cabeça está fervilhando com o tanto de coisas que descobri de mim, isso porque fui lembrando de várias coisas na época, coisas que eu nem postava (e nem lembrava exatamente), e UAU. Vou me contêr, amanhã lerei o resto e volto com o que mais me der vontade de escrever.


É bom estar viva, 
é bom ter 23 (quase 24),
e saber que talvez, só talvez
venham vários anos por aí
e aí eu vou ler sobre a época de agora
e pensar
"MEUS DEUSES
como eu era tola."


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

pra gramática, caguei


Quando olhar ao passado a observar, com os olhos de quem já viu as consequências, o tamanho da influência de seus atos tão impensados, engolistes suas palavras sobre ego e quebra dele, engolistes a diferença entre eu e você; somente quando puderes ver, aí então perceberás, e verás todas as conexões, todos os chaveamentos, padrões mentais, socializações, verás tudo com olhos de meio, verás tudo à verdadeira você.
Ser. Vivo. Viva. Vida. Quebra barreira e desconstrói mentalização. Muda padrão, muda patrão. Mudanças vem de geração pra geração, sobre isso, qual sua ligação?
Deslinchando palavras grotescas em um pedaço de tela -nunca o mesmo que o papel-, revirando metáforas antigas em uma cabeça conturbada, nunca descansada, pensando estarem todos os olhos arregalados virados para mim, com que fim e por quê? Se meu descanso vem à custa de muitas lágrimas e nunca, nunca, o sentimento de culpa me abandona. Com que fim e por quê? Como saber? Falo tanto do pecado original, grudado à mim, dentro de mim, mas com que fim? Se o fim não existe e é tudo apenas mudança interminável, se o físico é apenas a materialização das nossas percepções e crenças, se nada disso precisava ser assim mas assim é porque precisa ser.
O entendimento tá além de palavras e comunicações verbais em geral, porque o entedimento é um frio na espinha. É a sensação do não-ilógico que faz todo o sentido, e a percepção de sentir um quentinho bem na altura do chackra cardíaco, bomba, bomba! Buscar na racionalidade só vai encontrar dor e castrações de ideais.
O que é mais real? A luz ou o reflexo? O lampejo ou a lampejoula?
Conhecer-te é ser. Lucidez, todo dia, dia-à-dia, guerra interminável. Manter a cabeça no lugar, que é em pé, erguida.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Olá, doismiledezesete!

Pé quente, cabeça fria, dou-lhe uma
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe duas
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe três
Saia despreocupado
Você pode conquistar o mundo dessa vez
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe uma
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe duas
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe três
Saia despreocupado
Faça tudo que você queria e nunca fez
Pé quente, cabeça fria, numa boa
Pé quente, cabeça fria, na maior
Pé quente, cabeça fria, na total
Saia despreocupado
Mas cuidado porque existe o bem e o mal
Pé quente, cabeça fria, numa boa
Pé quente, cabeça fria, na maior
Pé quente, cabeça fria, na total
Saia despreocupado
Mas se alguém se fizer de engraçado, meta o pau.