quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: seguuuuura!

Que ano! Minha vida mudou totalmente, eu mudei,  lapidei meus posicionamentos e minha forma de pensar e ver o mundo. Aliás, agora eu consigo entender um pouco mais o mundo, o que me deixou -em geral- muito menos frustrada.
Como todos que acompanham (ou seja, eu mesma) sabem, esse ano foi o fim da minha vida em Curitiba. Depois de 10 anos, a despedida que eu tanto falei aconteceu e, mesmo que eu ainda esteja perto, meu dia a dia é outro, minha vida é outra, minha construção mental, sentimental, tudo mudou tanto!
Não vou  contar muito agora,  com a permissão de Ogum e Iemanjá, segue esse doismilequinze de batalhas e muita água.

Aquele mês que passa rapidão (JAN):
Lembro até hoje do dia da  virada. A festa  foi aqui em casa, e foi bem fora do comum, e tinha uma galera que gosto muito. Eu tava com medo de 2015, porque 2014 foi um ano de certa forma traumático e eu  temia acabar me tornando alguém muito impessoal. Não aconteceu, tive gente muito legal ao meu lado, e reconheço até hoje a importância de quem me ajudou  a me reencontrar.

Aquele mês com dias a menos (FEV):
Em meio à organização do Sarau de despedida, da matrícula do vestibular em outra cidade, de procurar casa e etc, resolvi que o melhor de tudo era deixar rolar e aceitei um convite relâmpago para ir para o Uruguai. Foi incrível, aprendi muito muito, não tenho nem palavras pra dizer como esse país me conquistou, mesmo vendo o inevitável monte de defeitos que qualquer lugar tem. Não fiz muitas postagens em fevereiro porque num dia voltei do Uruguai, no outro tive o Sarau de despedida, no outro fui pra Matinhos, no outro começaram as aulas. Movimento, será?

O mês que o ano começa (MAR):
 Eu não moro mais em Curitiba! Era tão difícil dizer isso e acreditar, mesmo depois de ter morado em três casas no litoral (sala do ap da Lola, quarto em república que fiquei dois dias, fui pro sobrado com o Mateus e o Pinduca). Morar na praia me (re)tornou muito feliz, mas eu ainda tinha que aprender algo muito importante, e quando uma das bombas da vida estourou, vi que eu precisava aprender mais uma vez como era ficar sozinha. Deve ter sido um dos momentos mais difíceis do ano, e ao mesmo tempo foi muito bom, porque hoje -vendo pelo futuro- eu aprendi muito, não gostaria que tivesse sido diferente, foi como tinha que ser.

Aquele mês em que tudo dá errado porque é Abril (ABR):
Aah, garota de Abril, como passar por esse mês sem problemas, né? Não sei qual a raiva desse mês comigo, mas ele nunca consegue ser fácil. Mas, de certa forma, não é como se eu não soubesse... E, como tudo nesse ano, consegui tirar aprendizados da solidão que eu mesma escolhi (e as vezes só explodia). 

O mês que me envelhece (MAI):
Abril foi embora e a energia pesada dele também, e então eu me mudo novamente. Com o tempo as coisas vão melhorando, melhorando, melhorando, minha solidão me ensinou as lições mais importantes possíveis e... tandããããm, olá Sol, olá praia, oláá menino bonito que tô flagrando os olhares, quem é você? Eu me sentia tentada a descobrir, mas não queria uma vida cíclica, acho que buscava algo mais próximo de uma espiral, então esperei. Eu precisava garantir que eu estava bem comigo, que eu não estava agindo por carência ou impulso,  eu não queria cometer erros, não queria deixar meu ego escolher por mim. Um dia antes do meu aniversário, dei adeus a parte simbolicamente mais importante do meu ego para mim e fiquei careca.  Que processo difícil, expor a cara, raspar fora a cortina, receber olhares indignados na rua! Minha auto-estima foi pro lixo (que era mais ou menos o que eu procurava,  nem tentem entender como minha mente funciona), e eu busquei isso, eu aceitei que eu não era um cabelo, ou estilo, ou sei lá o que que um cabelo representa tanto pro mundo. E, no final de tudo, não me vi sozinha, não mesmo. Perdi o Lancelote, meu gatinho tão amado, mas não precisei passar por isso sozinha, damos graças.
AH, e acho que foi nesse mês que a gente (galera) pedalou até a Cachoeira da Quintilha pela estrada.

Já é férias? (JUN):
A temporada de cachorros aparecendo em nossas  vidas começa aqui! Aliás, acho que aqui começa meeeesmo minha vida matinhense, com casa mais fixa, amigos mais estabelecidos, cachorros pra tudo que é canto, já tava surgindo até a vontade de explodir a faculdade, hih. Não houveram muitas postagens nesse mês, em meio à tanta correria e pouco acesso à internet.

Agora sim férias! (JUL):
Esqueça  toda a rotina do meu ano, saímos de Matinhos e fomos para Curitiba, com intenção de aproveitar as férias para chegar de carona até o ENCA (Encontro Nacional de Comunidades Alternativas), em Goiás.   Não terão postagens desse mês, porque postar no meio da estrada é meio inviável, mas posso dizer que nossos planos acabaram mudando. Nossa rota, sem contar os locais que ficamos pouco tempo: Matos> Curitiba > São Thomé das Letras (Sobradinho) >>>>>> opa! Aracaju! > Ponta dos Mangues > Aracaju > São Paulo > Curitiba > Matos. Não estou contando aqui as paisagens daoríssimas que a gente viu, só um resumão geral mesmo porque pretendo começar a transformar essas viagens em livro hih.

Volte para a realidade (AGO):
Não é que a viagem deixou minha mente mais aberta sobre o mundo? Se antes eu o considerava um monstro fixo de sete-cabeças, em Agosto (graças à Julho) conseguia entender que o mundo é mais ou menos o que a gente faz dele mesmo... Agosto foi um mês tranquilo, a faculdade entrou em greve e  tudo que tínhamos de fazer era se readaptar à cidade (o que não tava fácil, porque começou aos poucos a ficar mais caótica do que tinha estado).

Faculdade voltou, junto com os problemas (SET):
Não tenho posts sobre Setembro, mas tenho anotações no meu caderninho, então rola lembrar cronológicamente os eventos. A faculdade saiu de greve, em um momento péssimo para os  alunos (bolsas atrasadas etc), e voltou como se estivesse tudo bem, o que não era o caso. Minha sala de aulas era (é, mas estamos caminhando para resoluções) um antro de problemas, com os alunos se odiando, os professores cobrando todo o atraso que a greve gerou, a faculdade tratando nossa turma por a pior da vida e do universo e blá blá blá... e ninguém nem dava espaço pra resolvermos o que estava acontecendo. Hoje, com o período letivo acabado, me sinto mais animada pro próximo ano, sinto que nós estamos melhorando bastante. Graças a gente, e só a gente, esse mês hoje está superado.

Outubro molhado (OUT):
 Choveu pra cacete. Choveu demais demais demais. Na  verdade,  já tava chovendo a um tempo, porque ficou 56 dias chovendo seguidos, e eu lembro disso porque foi a primeira vez na minha vida que eu via  chuva por tantos dias, e olha que morei 10 anos em Curitiba! Mas  foi bom, a gente foi obrigado a se acostumar (e hoje temos guelras e usamos canoas em vez de bicicletas), e muito dessa época foi ficar assistindo filminho abraçadinho ihu então tá tudo certo. Foi também um mês potente na auto-reflexão, acho que foi à partir daí que fui começando a analisar o ano e as lições que eu já tinha aprendido dele. 

  Casa nova de novo (NOV):
Pois deixem eu contar algo sobre o litoral paranaense para quem não sabe: se fixar em uma casa é o grande desafio. Mesmo aqueles que tão conversados com seus proprietários, vai chegando Outubro, Novembro, e muitos já vão mudando o papo para ver se não conseguem fazer fortunas na temporada. Eu  tive e não tive esse problema, a casa que eu morava com o Mateus e o Pinduca desde o começo já tava definido que sairíamos em dezembro, já  entramos lá sabendo disso. Muitos dos meus amigos foram pegos de surpresa.
Outro fato sobre:  tendo que sair da própria casa, quanto mais próximo  do mês de Dezembro, mais você corre o risco de ficar sem casa. É tipo a cidade te expulsando pra receber os veranistas (que são muitos de vocês,  cuidem das casas, seus maluco). Muito lindo, muito poético, motivo de grande alegria para nós, estudantes universitários. 
Devido a isso, não queria deixar pra encontrar casa de última hora, em alguns dias todos meus amigos estariam sem casa e, bom, seria melhor correr pra achar algo. Os meninos não iam passar as férias na cidade, então eu precisava de um canto. Como o canto mais confortável que eu conheço é o Iago, no dia 11 do 11 nós nos mudamos para uma casinha lindinha com um  quintalzinho cheio de vida que estava esperando por nós. Na primeira semana  eu vi vagalumes em casa.

Despedida (DEZ):
O sol voltou a aparecer. Ainda chove, mas já virou chuva de verão, raramente a garoa interminável. No nosso quintal já plantamos várias comestíveis, e plantaremos muito mais quando descobrirmos até quando ficaremos na casa. Os passarinhos nos visitam direto, a água que tomamos vem do morro, nossos cãopanheiros foram, no começo do mês, meu grande amigo Ramela,  a mãe-indecisa-terrorista-Gaia e a Bolota de cocô. Bolotinha doada, agora estamos passando o mês com a Pitu, uma gracinha que já morou conosco um tempo e voltou para passar as férias. Ainda aparecerão muitos cachorros precisando de cuidados e amor antes de serem repassados para bons tutores, e  vou ser bem feliz se pudermos estar lá pra eles. 
 O Iago me faz feliz. Juntos nós estamos construindo algo que vai além de algum relacionamento. Buscamos juntos uma evolução, em todos os sentidos possíveis. Quando um cai, o outro está lá, e não por obrigação, estaríamos por qualquer outro se pudéssemos, não sei explicar. Sou feliz pela presença dele na minha vida, só isso (o resto ele já sabe).
A faculdade vai bem, tô de férias por tempo suficiente para enjoar das férias, tudo certo. Com Natal e Ano-novo, sei que só vou poder descansar em 2016, mas tudo bem,  vida = movimento.


Foi um bom ano. Difícil o suficiente pra me mostrar que eu não preciso ter medo, seguro a barra. Bom o suficiente pra me mostrar o quão boa é a vida  que eu levo, e   que minha vida pode ser tão boa quanto eu quiser.  Enquanto eu estiver buscando ser o melhor  que posso ser, tô feliz. Quero mais é ajudar os outros, trazer sorrisos,  lembrar aos outros o que é vida, porque muita gente esqueceu. 
Que mundo a gente  quer? O quanto dele a gente faz? Esse ano me obrigou a prática, e isso sempre foi tudo que eu pedi. Ainda vou mudar muito e aprender muito, e é o que mais quero, 
OLHO VIVO
FARO FINO
e tudo bem.

Obrigada todo mundo que esteve aí, todo mundo que foi me visitar no litoral (obrigada mesmo, foi muito bom não me sentir abandonada hahah), todos mundo que compartilhou risadas e reclamações, todas as mil reflexões  que tivemos, obrigada por quem somou.

Prometo (de novo, foi mal galera, voltei ao vício) parar de roer unhas
 
2016 tá quase aí, SIMBORA!








sábado, 7 de novembro de 2015

há de dar tudo certo

Cíclica é a vida, a anos que já reparei. As estações do ano influenciam diretamente minhas fases e seus graus de dificuldade. É isso aí, é a vida, e ela é movimento.

Sei que não escrevo aqui faz tempo. As coisas tem acontecido rápido, meu acesso a internet é raro e só terei casa fixa até o começo de Dezembro, então estou na correria. Mas eu não esqueci.

eu continuo aqui

vocês?

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

círculo confuso e turbulento

o que estiver ao lado
deve verdadeiramente querer
se a cabeça estiver longe
prefiro também assim me mantêr

sou nuvem, sempre fui
e tenho a época de ir embora
dou a sombra enquanto precisa
e vou em busca de outra aurora

largo pra não ser largada
já virou vício, padrão
o medo me trava as pernas
mas eu vôo para a imensidão

padrão
padrão
cíclico
levemente enjoativo
mas com um toque de melado


"Aleatório" ainda é a minha palavra preferida

Como sempre, justificável, muita coisa aconteceu desde o meu último contato.
Foram muitos estudos e muitas preparações, coisas que eu já sabia e estavam adormecidas na minha mente, e coisas que fui aprendendo no decorrer da minha história atual (pois já foram muitas).
Se antes havia o medo de enlouquecer, agora vem a certeza de que a insanidade se encontra em aceitar esse mundo visivelmente cheio de injustiças como o natural, ignorando que o estado em que a vida se encontra hoje está longe de ser o natural, tendo por 'natural' padrões encontrados na nossa base mais confiável: a natureza.
Como eu já desconfiava, tudo que tenho é o que sinto, e sinto o que escolho sentir. Não é tão simples, pois estamos co-existindo com seres diferentes de nós mesmos, e em situações assim não existe neutralidade, mas a empatia - também sempre soube disso - é a chave de tudo.
Ainda sinto medo da decepção, daquele meu carma maldito de que as pessoas passam por mim e vão embora sem que eu tenha passado por elas. Ainda me sinto facilmente trocável, e isso ainda me incomoda, mesmo que muito menos do que um dia foi. Outra coisa que aprendi a tempos foi ficar sozinha, o difícil mesmo é aprender a estar completa quando acompanhada. Meu ego ainda sente necessidade de lembrar a todos à minha volta que consigo ficar muito bem sozinha, obrigada, e é exatamente esse tipo de atitude minha que costuma estragar as coisas: insegurança, ainda existe muita insegurança. 
Sei que estou em um processo e que as coisas vão melhorar, como verdadeiramente tem melhorado, mas amar o mundo sempre será mais fácil do que amar à mim. Amar quem me odeia é simples, é FÁCIL de verdade, mas o amor-próprio ainda vem de colherada. Tudo bem.
A questão é que, ao menos, me sinto mais tranquila. O silêncio astral que acometeu meus últimos três, quatro anos foi embora, e me sinto novamente protegida e guiada, obrigada deuses!

Á todos seres imaginários que leem meu blog: muita paz, muito amor, muita luz. Eu posso nem conhecê-los (possivelmente), mas saibam que amo suas existências, seja lá em qual estágio elas se encontrem. NÃO DESISTAM, somos amor.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Lua e Sol em um mesmo céu

É tanta coisa acontecendo, é tanta coisa pra contar. São céus estrelados com infinitas cores e uma lua grande de dar falta de ar; são as ondas do mar que estouram de um jeito muito engraçado, se movimentando sem sair do lugar;
Meu cabelo está crescendo. Aos poucos, bem cheio. Já me acostumei (mais ou menos) com a minha cara, meu rosto, eu, eu. Foi uma luta difícil, mas curta como todas as outras que já vieram -não posso falar pelas que virão- e tão, tão reveladora.
É bom estar viva. É bom ser amiga de um cachorro, é bom poder lembrar do meu gatinho sem sentir tanta dor, é bom todo meu aprendizado, tudo que tenho vivido, o abraço de manhã, as risadas pós-almoço, aaaaaah, é tudo tão bom, é tudo tão bom.

O sol tocou meu rosto pela primeira vez, por quanto tempo eu dormi?

sexta-feira, 29 de maio de 2015

próximos

Sagacidade
rodando rodando rodando
pausa estratégica
observação
reflexão
próximo passo
decisões
decisões perigosas
um pouco de medo
adrenalina
guerra
GUERRA

vitória?

catapláu

Ciclos abertos, desconexos
e tudo que pedi enfim chegou
mas ainda tem muita guerra pra lutar
e isso eu pedi também
porque essa 'paz' é o caminho mais fácil
e minha ética é diferente da de vocês
e isso eu pedi também
ainda bem

no final, consegui
mesmo que estejamos longe do fim
o medo foi embora, quem diria?
eu nunca acreditaria se tivessem me contado
que um dia eu poderia olhar para a lua lá no alto
e poder sentir algo a mais do que vergonha

sou flor, ainda tenho espinhos
sou bicho ruim, sempre serei
mas não mais medo
nunca mais medo
e me sinto tremer diante da possibilidade
e nunca precisar mais procurar a fuga
de nunca mais precisar dos textos confusos
mas essa é uma outra história
e não pra agora

quinta-feira, 21 de maio de 2015

As bolhas sempre vem

A gente tenta, tenta se fechar
a gente tenta, tenta se proteger
mas felizmente a vida nos ensina que não somos nós quem mandamos, e mesmo quando queremos estar longe de tudo, escondidos do mundo:
as músicas voltam a ser compostas
e as tardes se enchem de risada
e o sol aparece
e dá pra entrar no mar
e o sorriso fica gravado
e aquela sensação volta
QUEM DIRIA, MARIANA LUA
você está viva de novo
mesmo tendo escolhido se fechar e apenas conseguir ficar aqui
o mundo girou de novo e a nuvem de abril foi embora
nem cabe em mim
nem caberia em ninguém
eu estou feliz como nunca estive, ainda sozinha, porém nunca sem ninguém

domingo, 17 de maio de 2015

Conta gotas

Chegou a tempestade, veio sem anunciar
com gotas coloridas embaçou o meu olhar
em meio à calmaria que um dia pensei ter
foi dentro do furacão que pude me conhecer

Pulei de um trampolim em rumo à imensidão
no vácuo silencioso que era meu coração
Eu parei, eu pensei, eu saí do chão
encontrei em seus braços alguma proteção
encontrei em você a conhecida solidão

(ô menino, me dá a mão)

rodopiaremos no infinito dessa situação
eu conheço os seus medos e conheço o perdão
e os próprios sentimentos que escapam sem noção

(ô menino, me dá a mão)

Você sofreu no dia cinza, eu sofri também
mas é claro que sabemos: há males que vem pro bem
descobrindo o abismo pulamos do trampolim
e na noite estrelada sabíamos já ser assim

E chegou a tempestade, veio sem anunciar
e eu só a percebi porque a vi em seu olhar
quando ela foi embora deixou tudo devastado
obrigou o desapego, reviveu o meu passado

(ô menino, me dá a mão)

Correndo em meio as cinzas daquilo que restou
das nuvens de abril um raio despontou
iluminando a noite eu pude recordar
escuridão é passageira e pode confortar

Mas no meio dos destroços nasceu uma flor
encolhida dentre o cinza ainda mantinha sua cor
e é claro que sabemos: há males que vem pro bem
e se ela conseguiu sei que posso também
e se ela conseguiu sei que posso também!

sábado, 2 de maio de 2015

enchendo de vazio, no bom sentido

o vazio me alcançou
e ele já veio antes
não é de todo ruim
expulsa um pouco a chuva
e dá tempo pra pensar

esqueci de deixar de ser espectadora do meu próprio viver
esqueci de lembrar que nasci sozinha e assim vou morrer
lembro agora de uma época que pensei ter acabado
mas cíclica é a vida, como sempre, com tudo errado

mas o vazio me alcançou
e agora posso enxergar
a clareza das gavetas da mente analítica
o futuro disfarçado de passado, de um futuro
sem rumo vejo um rumo maior do que imaginei
na estrada seguindo, de vazio me encherei
sabendo estar correndo em frente, acelerado
pra cada obstáculo vem dois aprendizados
e se a solidão as vezes bate em minha porta
hoje me ensina que só sozinha existe uma rota

faço a mala, conto moedas
me mudo novamente, o novo em mente
me perco no não-saber, sem ego pra me dizer o que fazer
viver é bom, é só se rever

quarta-feira, 29 de abril de 2015

brava e ruim

Me sinto cansada como uma velha guerreira que lutou a vida inteira e quando acha que tudo acabou outra guerra começa.
Quando pensei que estava tudo bem, as coisas fluem para mais e mais batalhas. Tudo bem, eu já sabia que esse ano seria o primeiro após os anos de calmaria mas, sinceramente, parece que nem vale a pena lutar as vezes.
Claro que entendo que boa parte dos meus problemas começam em mim, mas eu não sei se é só a minha paranóia ou parece que as pessoas com que mais me importo estão tentando me boicotar. Sinto que não estão sendo sinceros comigo, e me desagrada saber que a minha sinceridade, difícil pra cacete, não é ao menos retribuida. 
Eu estou cansada de cobranças, estou cansada de ter que fazer coisas por pessoas que nem se importam tanto assim, estou cansada de joguinhos.
Eu tô cansada da minha faculdade, de chuva e de ter que pagar conta.
E eu tô cansada de um monte de problemas me mostrando que a vida agora é assim: mis e mais problemas, e quando você supera alguns, vem mais e mais problemas.

É tudo uma bosta, não sei porque perco meu tempo nesse planeta inútil, sendo mais uma inútil nisso tudo.
Por favor, aliens, venham e acabem com tudo (comecem por mim)

sábado, 25 de abril de 2015

Vencendo (?) por cinismo

Chegamos no limite
se eu quero chorar
visto a máscara da boba e finjo um sorriso
alheia aos problemas, confiante, pobrezinha
enquanto desejo o fim rápido, preciso
da coragem que nunca vem, deixo o tempo decidir
o tempo que me resta, e o quanto vou mantêr
essa bosta de ilusão que nem eu mais vou vencer
vou escrevendo sem métrica o grito contido
já que não posso demonstrar sufoco todos em sorrisos
e continuam me vendo como caramujo, sem coração
e eu continuo sofrendo, e escondendo, tudo em vão
vitória, vitória, menina bem sucedida
felicidade vista de fora, também está dentro
mas tenho tentado manter CONTIDA.
nem eu quero mais que eu deixe de desistir

terça-feira, 21 de abril de 2015

Métrica eu não te quero

Eu ia rasgar suas cartas
queimar os seus poemas
te arrancar de mim

eu ia regar a mágoa
deixar forte a lembrança
só pensar no fim

ia tatuar seu ódio
ia eternizar suas palavras
e reabrir a cicatriz

você tem seu mundo de problemas
e na história que criou
me tornou sua vilã

então aceito meu papel
vendo nisso seu amor
vou explodir essa cidade
vou sequestrar o presidente
vou me afundar em dor
eu vou roubar doce de criança
e causar tropeço na velhinha
vou consumir e não pagar
juro, vou perder a linha!

nessa meta insistente
talvez você vá notar
que a injustiça alimenta
mas o sonho libertará

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Aprendizado

Dia bem revelador, sinto que de onde estou morando posso ter uma grande abertura mental, ainda bem.
Ogum, Ogum, seu Abril é difícil mas a minha meta é ser guerreira. Fico feliz das batalhas estarem realmente sendo rápidas, e os resultados estão visíveis. Fica mais fácil lutar quando vê os frutos.
Sempre odiei Abril, porque Abril sou eu na pior fase, mas de uns anos pra cá um grande entendimento pipocou em minha mente, e eu sempre funcionei na base do tapa na cara mesmo.

Manter o que soma, excluir o que diminui.


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Roda do ano

Abril é cíclico
e diz adeus
abril machuca
e sempre vem
abril te culpa
abril te esculacha
abril te fecha
é um tapa na cara
pode ser real
abril é culpa sua
e não é só culpa sua
mas abril passa
sempre passa
e eu passo com ele
e eu passo dele
e eu me vejo nele
garota de abril

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Desabafoderson

Fico chateada, devido a experiências anteriores, quando me chamam de folgada. Não perco meu tempo sofrendo por brincadeiras alheias, mas realmente me entristece quando sinto alguma gota de verdade no que a pessoa fala.
Eu tenho mesmo um pé na folga, eu sei disso. Mas também sei que não é o caso. Eu estou pagando minhas contas, estou ajudando na arrumação da casa, tô me esforçando pra fazer tudo dar certo. Não faz sentido ser chamada de folgada por não ter feito uma coisa, quando tô me matando pra fazer outras. Não faz sentido ficar de comparação sobre o quanto eu faço e o quanto os outros fazem.
Não sei se eu estou sensível, mas parece que todas as coisas que estão falando pra mim ultimamente estão com tom agressivo, de cobrança. Eu não tô entendendo o por quê, exatamente porque eu consigo ver que eu não estou parada esperando as coisas acontecerem.
Essas coisas estão realmente me chateando, e eu não quero que as coisas sejam assim, primeiro porque não precisam e segundo porque é injustiça. É injustiça esquecer as coisas que eu tenho feito para focar em uma coisa que eu não fiz. É injustiça ter dedos apontados pra mim quando me esforço para não apontar os dedos para ninguém.
Eu aceito brincadeiras, e não indiretas feitas em forma de brincadeiras.
Eu sei que muito pode ser coisa da minha cabeça, mas também sei que as paranoias não vieram do nada, a toa. Sei o que justificou elas, e sei que não foram justificáveis. 
Minha auto-estima já não tá lá essas coisas devido ao meu jejum de relacionamentos (me afastei de geral, quero mudar algumas coisas na minha vida que só posso fazer sozinha), também sinto como se aquilo que falo não fosse levado em consideração, fosse bobo. Sinto como se as pessoas tivessem decidido, do nada, não respeitar mais minhas ideias, e simplesmente do nada.
Eu sei que rola paranoia, mas, caramba, precisa acontecer tudo junto mesmo?

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Eu por eu, nós por nós

Num dia lágrimas e saudade e vontade de algo novo
no outro perceber que o novo está aí, só preciso desgarrar
desgarrar nunca é tão difícil assim

caramujo mesmo

garota de abril

confusa, simbólica, utópica e levemente ingênua
mas a malícia também tá aqui

sexta-feira, 27 de março de 2015

Caramujos

Me sinto uma constante turista. Como se já não tivesse um lugar meu, me percebo olhando as coisas como se fosse a primeira vez. A estranheza é grande, acho que parei de estar aqui e deixei alguém em meu lugar.
Eu tenho um coração. Caramujos também o tem, e podem soprar bolhas de felicidade, e essas bolhas podem subir até o céu, e quando o sol toca o meu rosto elas estouram e tudo flui, flui.
É bom estar viva. Ainda valorizo a chance de ser diferente todo dia. Ainda quero estar com as pessoas que estou, e também quero estar comigo. Porque caramujos também tem coração.
Fiz promessas, e hoje já não as faço com tanta frequência. Transformaram-me em uma rainha de gelo, mas meu coração continuou quente e pulsante. Eu gostaria de poder mostrar. Eu gostaria que entendessem. Eu gostaria que ao notarem meu olhar não enxergassem apenas a frieza que eu sei que as vezes sai dele. Não é indiferença, é defesa. Eu preciso de uma defesa. Porque caramujos também tem coração, eu prometo pra vocês, mesmo sabendo que vocês não vão acreditar. Sempre penso no sofrimento de vocês, sempre estou disposta a ir embora para deixá-los ir também. E eu sempre sofro junto, e o não-contar não anula isso, e eu só queria poder ser diferente, fazer diferente. Eu não posso. E sabendo disso nem me atrevo a tentar, já cansei de falhas, cansei de tentar me adequar a algo que não tem nem definição.
Me sinto bem, mas não me sinto leve. Sinto como se minha felicidade fosse inversamente proporcional aos que gostariam que eu fosse feliz, mesmo que isso não faça o menor sentido.
Eu não uso as pessoas, eu não engano as pessoas. Eu tento ser o melhor que posso ser.
Me chateia ser caramujo, mas tem algo embaixo da minha casca. Eu sorrio. E também choro.


terça-feira, 24 de março de 2015

O dia do coringa

Era domingo, e a loucura bateu nove e meia em minha porta. Não estava sol, mas a primeira coisa que notei foi em como eram belos os tons de verde da floresta no cinza do céu.
Á partir daí, as sombras vieram e dançaram na minha frente, e o êxtase me abraçou enquanto eu me dava conta que aquele não seria um dia comum.
Explosão.
Sentia a insanidade correr pelos meus neurônios e travarem meu maxilar, e a intensidade da vida me esmagou, deixando a lucidez correr por outras galáxias e perguntar-se se tudo aquilo era ou não real.
Tempestades não vieram, mesmo tendo sido anunciadas, e todos pudemos desfrutar ao menos um momentinho de paz.
O silêncio se tornou confortável, e tudo parecia fazer sentido. Se o caos era o que estava em volta, ele passou a ser bonito. Reflito, com a certeza de já saber a resposta: Vale caminhar pela verdade ou ter a incerteza da aposta?
Ainda prefiro caminhar pelo amor. E por mim. 

domingo, 22 de março de 2015

a não-fuga do coringa

e como um Mabon pode transparecer tanto

sábado, 21 de março de 2015

afundou

Senti seu amor fluir até as estrelas
aonde eu já não podia alcançar com o seu olhar
eu senti a sua vida escorrer pelos meus dedos
e quando olhei pra trás eu já não estava lá

quando fui no mar cantei uma canção pra Iemanjá
pedi pra ela proteção, pra já não me apaixonar
rezei pra Iemanjá com medo de afundar
ser tragada pela água do teu amor a transbordar

mas a corrente me levou, levou, levou
e eu não pude escapar, não deu
o teu amor me pegou, me pegou, pegou
e eu parei no fundo do mar

ô menina boba, ô menina ingênua
ô menina que esquece que não sabe nadar
ô menina boba, ô menina ingênua
ô menina que esquece, não pode se apaixonar

terça-feira, 17 de março de 2015

Paix

Folie
Préparation
PEUR
PEUR
PEUR
rien

de nouveau

segunda-feira, 9 de março de 2015

quinta-feira, 5 de março de 2015

Não é a vida como está e sim as coisas como são

Esse ano tá incrível. Eu não moro mais em Curitiba, e é muito gostoso voltar a morar numa cidade litorânea.
Estou aqui a poucas semanas e me mudei três vezes, mas acredito que agora me estabilizei um pouco e sexta-feira já trago o primeiro gato (Lancelote, vou trazer a Caligine apenas quando tiver quintal, ela merece isso).
Estou amando minha faculdade. Aqui só tem aluno doido, professor doido, gente utópica, me sinto meio que em casa (embora acho que não consigo mais sentir que tenha alguma 'casa'. De verdade. Turista eternamente, e nunca mais).
Meus amigos de Curitiba também continuam no meu peito (e no meu celular) o tempo todo. Não consigo escrever muito bem tudo que tem acontecido, mas fico feliz em ver que os laços que criei não eram apenas proximidade. Eu amo pessoas na sinceridade, e sou amada na sinceridade. É tão bom. 
Não penso sobre o futuro mais. Estou me esquematizand, estudando e sendo o mais responsável que o meu dente do siso permite, e as coisas tem dado certo. Na luta,sempre, mas acho que essa é a melhor parte.
Sem delongas, não vou estender esse texto, eu estou muito muito muito feliz, e aprendendo muito, obrigada por me acompanharem até então.

Prevejo muitas novidades agora.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Relâmpago

Ontem recebi um convite para dar uma mochilada de oito dias pela América Latina. Sairemos daqui a mais ou menos uma hora, e tenho um tempinho pra externalizar aqui antes de sumir um pouco.
Esse ano está em ritmo de cucaracha satânica, frenético pra burro. Eu acho que não tenho sentido tanto medo (meu maior obstáculo) apenas por não ter tempo pra ficar parada sentindo medo.
Junto a isso, também tenho tido (pra variar) pessoas muito legais ao meu lado. Meus amigos estão na maior função pra minha festa de despedida dar certo, meus pais estão me soltando pro mundo de forma absurda (eles sempre foram liberais, mas agora minha mãe tá passando por cima do próprio medo e deixando eu ser o que nasci pra ser: louca) e meu lobo, aaaaaah, vai ser tenso viajar e deixar ele aqui. :(  Vou explodir de saudades, principalmente porque não consegui falar direito com ele e acho que não conseguirei até ir. E ele nem sabe que eu vou viajar! D:
Mas se eu ficar nesse desespero esse texto vai virar um drama, e dias felizes estão pra vir! 2015 vai ser o melhor ano da minha vida (até o próximo).

Un nómada sin rumbo la energía negativa yo la derrumbo
Con mis pezuñas de cordero me propuse recorrer el continente entero
Sin brújula, sin tiempo, sin agenda...
inspirado por las leyendas
Con historias empaquetadas en lata, con los cuentos que
la luna relata aprendí a caminar sin mapa.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Coisa pra cabeça

Me sinto em guerra. Mesmo com tanto amor e felicidade ao redor (e dentro de mim), ainda sinto aquela pressão, como se eu precisasse segurar alguma barra que ainda nem se definiu.
Como sempre, sei bem de onde estão vindo minhas paranoias, e isso me ajuda a nem levar tanto elas em consideração. 
Me sinto preocupada com a mudança, e ao mesmo tempo sei que as coisas estão se encaminhando e, ah, na real que vai dar tudo certo.
Também acho que vou ter que tomar providências mais pesadas em relação a uma pessoa me incomodando, porque já tive muita muita paciência e a melhor defesa é sempre o ataque. Mas qual ataque seria funcional e não tão agressivo quanto minha vontade? Sinto medo de estar correndo algum risco e achar que não, e realmente penso que eu deveria dar um basta nessa história. Mas qual basta, que atitude é a certa?

O quão cruel eu posso ser ainda estando no meu direito de defesa?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Passarei, passarinho

Acordei rainha e cortei as cordas
me descobri balão e alcancei o céu
abri minhas asas como um passarinho
e descobri uma vida doce como mel

um dia me mentiram sem dúvida no ar
de que um passarinho nunca iriam amar
porque pessoas gostam de um amor por perto
e o meu futuro é complexo e incerto

Passarei, sou passarinho
e sempre voo por aí
beijando flores devagarzinho
espalhando amor por onde seguir

 




GOT

"O Príncipe Quentyn estava ouvindo atentamente, pelo menos. Baixo e atarracado, rosto liso, parecia ser um rapaz decente, sóbrio, sensível, obediente... mas não o tipo que fazia o coração de uma jovem garota bater mais rápido. E Daenerys Targaryen, o que mais ela pudesse ser, ainda era uma jovem garota, como ela mesma afirmava quando pretendia bancar a inocente. Como todas as boas rainhas, colocava seu povo antes de qualquer coisa - caso contrário, jamais teria se casado com Hizdahr zo Loraz -, mas a garota nela ainda ansiava por poesia, paixão e risos. "Ela quer fogo, e Dorne lhe manda lama"
Era possível fazer um cataplasma de lama para baixar a febre. Era possível plantar sementes na lama e conseguir uma colheita para alimentar os filhos. Lama podia nutrir, enquanto fogo apenas consumia, mas tolos, crianças e jovens garotas sempre escolheriam o fogo."
~A dança dos dragões

Bolhinhas de sabão

- O aniversário do Gutinho veio e passou, assim como o Dia da Verdade
- Estive essa semana em Matinhos procurando casa, voltei hoje
- Conheci um universo hoje, e como eu amo isso!
- Me sinto interligada com toda pessoa com que já tive algum tipo de relacionamento (qualquer tipo), e forma positiva
- Contrariando todas as expectativas, amo e me sinto amada
- Sinto menos medo do que antes. Na verdade, faz muito tempo que não me sentia confiante assim
- Lua solteira tudinho Lua namorando nadinha

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Doses homeoáticas

Caminhando pela noite, minhas brilhantes amigas silenciosas ao meu lado. 
Ouço o uivo e brilho mais forte em resposta. Mesmo distante, sei que ele está lá. Em algum lugar ele está e por isso uiva. Ele quer que eu saiba.
Não sinto a brisa, mas posso ver as árvores se moldarem de acordo com ela. Ele uiva de novo, e sei que me vê. Não consigo controlar a saudade, a ansiedade. Brilho como nunca, cheia de graça, cheia de amor. 
Ainda não o vejo, mas sei onde ele irá aparecer. É sempre assim quando brilho forte, ele chama a minha atenção no meio da mata apenas para surgir, como um rei selvagem, acima do penhasco. E quando me vê em meu melhor ângulo dá o mais longo uivo, a mais bela jura de amor.
E juntos passamos a noite inteira.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Você é minha droga

Quero fazer um corre por você, te bolar uma ideia, enrolá-lo em minhas mãos, te acender.
Quero tragá-lo para todo meu corpo, sentir o seu conforto fechar meus olhos, por ti virar minha cabeça.
Sofro abstinência de ti, meu coração com batidas aceleradas; se te vejo e não te tenho ao menos posso ficar chapada.

adiós

Todos que pensaram em ficar
todos que pensaram em partir
os que me queriam ao lado
os que só me querem ver sumir
homens, mulheres, novos, velhos
negros, brancos, ainda estou aqui
mas agora é a contagem regressiva
eu vou embora, eu vou fugir

Gritei, chorei, sangrei, pensei
por um mundo desvairado onde tive que me encontrar
por uma estrada com sol sem a insolação me buscar

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

costura

Eu pinto, bordo, colo, reconstruo
vivendo presente correndo ao certo
me esperto, comunicação é o que eu espero
a vida segue no perigo
movimento, caos constante
guerra diária, buscar um abrigo
seguir em frente, vibrante, pulsante

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Y la música del año és...

Una pierna que respiran
Veneno de serpiente
Por el camino del viento
Voy soplando agua ardiente
"El día a día había comenzado entusiasmado y alegre"
- Dice (jajaja) Pasaporte
- Para donde vas caminando en esta noche tan fea
- ud no se anima
- Mire como esta el camino, Anegaito
- El camino es lo de menos
- Lo importante es llegar


Tengo tu antídoto...
Pal' que no tiene identidad
Somos idénticos...
Pal' que llegó sin avisar
Vengo tranquilito...
Para los que ya no están, para los que están y los que vienen (x2)
Un nómada sin rumbo
La energía negativa yo la derrumbo
Con mis pezuñas de cordero
Me propuse recorrer el continente entero
Sin brújula, sin tiempo, sin agenda
Inspirao por las leyendas
Con historias empaquetadas en lata,
Con los cuentos que la luna relata
Aprendí a caminar sin mapa...
A irme de caminata sin comodidades, sin lujo
Protegido por los santos y los brujos
Aprendí a escribir carbonerías en mi libreta
Y con un mismo idioma sacudir todo el planeta
Aprendí que mi pueblo todavía reza
Porque las "fucking" autoridades y la puta realeza
Todavía se mueven por debajo de la mesa
Aprendí a tragarme la depresión con cerveza
Mis patronos yo lo escupo desde las montañas
Y con mi propia saliva enveneno su champaña
Enveneno su champaña...

Sigo tomando ron...

Tengo tu antídoto...
Pal' que no tiene identidad
Somos idénticos...
Pal' que llegó sin avisar
Vengo tranquilito...
Para los que ya no están, para los que están y los que vienen (x2)
En tu sonrisa yo veo una guerrilla,
Una aventura un movimiento
Tu lenguaje, tu acento,
Yo quiero descubrir lo que ya estaba descubierto
Ser un emigrante ese es mi deporte
Hoy me voy pal' norte sin pasaporte, sin transporte
A pie, con las patas
Pero no importa este hombre se hidrata
Con lo que retratan mis pupilas
Cargo con un par de paisajes en mi mochila,
Cargo con vitamina de clorofila,
Cargo con un rosario que me vigila
Sueño con cruzar el meridiano,
Resbalando por las cuerdas del cuatro de Aureliano
Y llegarle tempranito temprano a la orilla
Por el desierto con los pies a la parrilla
Vamo' por debajo de la tierra como las ardillas,
Yo vo'a cruzar la muralla
Yo soy un intruso con identidad de recluso
Y por eso me convierto en buzo
Y buceo por debajo de la tierra
Pa' que no me vean los guardias
Y los perros no me huelan...
Abuela no se preocupe
Que en mi cuello cuelga la virgen de la Guadalupe

Oye para todos los emigrantes del mundo entero... alla va eso... Calle 13
Tengo tu antídoto...
Pal' que no tiene identidad
Somos idénticos...
Pal' que llegó sin avisar
Vengo tranquilito...
Para los que ya no están, para los que están y los que vienen (x3)



Seja bem-vindo, 2015, vou te arregaçar :*