terça-feira, 22 de janeiro de 2019

pontinhos de frieza saudável

Ás vezes a gente cobra o que não dá. Queremos alguém pra estar do nosso lado mas não estamos ao lado de ninguém. Tudo bem, somos humanos, mas temos que entender que ninguém veio ao mundo para nos servir, entender isso é bom, traz a lembrança de que também não estamos aqui para servir ninguém. 
A vida é solitária e só temos uma casa, nossa obrigação é limpar nossa própria sujeira, e só. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Um lado meu quer ser vista, o outro quer se esconder

Um lado meu quer ser vista, o outro quer se esconder, eles se odeiam e não sabem conviver, mas convivem, pois estão presos à mesma máquina. E seguem, criando estratégias e observando um ao outro, tentando buscar um equilíbrio quando os dois querem a preferência, rindo e debochando quando o outro lado se posiciona. Destroem a máquina só para que o oposto não usufrua. A máquina é um terceiro lado, criança paciente, vai se deixando usar descuidadamente, segue o fluxo, releva; quando sofre, dá os sinais, vários, minúsculos, sutis ou não, mas igualmente ignorados, crescendo silenciosamente como uma bola de neve.
Nisso tudo, um fio de cabelo eterno, uma essência energética e atemporal. E única. Diferente de cada outro pedacinho de universo que encontra por aí, observando tudo num fluxo interminável e pensa, num fluxo de pessimismo que faz parte de si: como diabos eu vim parar aqui?  

Eclipse

Muitas histórias em um quarto de século, eu andei muito, meu pé é bússola, estou viva, sangue quente das veias. Não tenho sangue de barata. Eu sinto, como sempre senti e, embora a maturidade chegue para várias questões, o medo segue. Tudo bem, porque ele sempre esteve aqui, é quase confortável, e se falta o sal e o tempero, caminho e encontro, demora mas encontro.
Eu sou uma criança. Eu assisto desenhos e acredito e sonhos e ainda não desisti, eu sou uma criança de olhos velhos e bem abertos, meus pés tem calos, minhas mãos tem calos, e se, por um breve momento de existência humana, se nesse momento eu esqueci daquilo que fui (sou), fiz (faço) e busco, sempre tenho tempo para relembrar.
Minha inteligência não cabe em notas, meus conhecimentos não estão num diploma, minha força não é medida no tanto de dinheiro que eu gero. Me importo excessivamente com bobagens e não me importo absolutamente com diversas coisas, gosto de escrever sobre mim, gosto do narcisismo de saber que eu só posso estudar à mim, e que só eu posso estudar à mim, gosto de pensar em mim, só que o foco agora é outro, não é pensar em tudo de errado que já fiz e causei, é pensar nas possibilidades, naquilo que eu posso ser, no percurso.
Eu estou sozinha, sempre estive. E também sou bem acompanhada, tenho sorte. A vida não é boa, mas ela também não é ruim.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Me Vieron Cruzar (ou mensagens de última hora)

Perdonen que me agrande
Pero soy un barrilete cósmico
Lo mas grande
Navego contra el viento
Haciendo lo imposible me divierto
Hasta que su objetivo complete
Este jinete no se baja del cohete
Por un campo minado
De terrenos peligrosos
Me esquive todas las trampas de osos
Diariamente el sol fue mi testigo
Y la luna, la que me regalo el camino
Me cai pero me levante de la primera
Como se levantan las flores en primavera
Sin rasguños, se hace pequeño
El universo cuando levanto mis puños
Le dije a mi coraje
Antes que te de calambre
Cocíname las ganas que
Mis sueños tienen hambre
Y los deseos me vieron nacer
Los árboles me vieron crecer
El océano me vio navegar
Las estrellas me vieron cruzar
Las estrellas me vieron llegar
Las estrellas me vieron perder
Las estrellas me vieron ganar
Las estrellas me vieron correr
Las estrellas me vieron volar
Las estrellas me vieron perder
Las estrellas me vieron ganar
Si se desmayan mis rodillas
Si se me cae el cielo
Si se desfigura el día y
Se convierte en hielo
Si mi sangre se torna
Color cobarde frio
Si mi valor tiene el
Estomago vacío
Si mis sueños se pelean
Con la suerte
Puede que el fracaso abra
Los ojos y despierte
Pero estoy preparado para
Los días salados
Cualquiera que camine
Se tiene que haber resbalado
Caí con todo el peso
Pero si es fuerte la caída mas
Impresionante será mi regreso
Ya no corro, le salieron
Alas a mis botas
Mi cuerpo navega por el aire
Flota.!
Voy contra todo
Hago sudar al viento
Cada paso que doy va
Narrando un cuento
Hasta mis hazañas se asombran
La historia me persigue
Por que la convertí en sombra
Y los deseos me vieron nacer
Los árboles me vieron crecer
El océano me vio navegar
Las estrellas me vieron cruzar
Las estrellas me vieron llegar
Las estrellas me vieron perder
Las estrellas me vieron ganar
Las estrellas me vieron correr
Las estrellas me vieron volar
Las estrellas me vieron perder
Las estrellas me vieron ganar