segunda-feira, 26 de junho de 2023

Pontinhos

 Joguei umas runas agora e elas basicamente falaram (não estou nem romantizando) : É inverno, nada vai melhorar agora (mas a primavera vem).

Vinhaaaaaado.

Enfim, já aceitei, estou carregando todas as minhas dores para analisar e me livrar, enfim, delas. São 30 anos de drama, então não vai ser rapidinho, mas quando eu conseguir esperar virar tipo quando o rock lee tira os pesos dos tornozelos.

Pelo menos tenho me culpado menos (mesmo que em primeiro momento tenha tendido a jogar a culpa nos outros, o que não é necessariamente verdade também). Sei lá, acho que vou bem, atolada em um container de merda, mas já não tá na cintura, talvez... talvez nos joelhos. 

Enfim, meus pais chegam amanhã e seja o que os deuses quiserem (para eles, porque eu tô focada na minha vida).


Ia escrever mais mas tem um Naruto babando minha mão e vou focar em encher ele de chamego.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Yule

 É sempre assim, fico em crise existencial e aí vejo que é Yule e passa a fazer mais sentido. A chegada do inverno veio com muita confusão, interna, como sempre, e felizmente o sol deu as caras, mesmo que já já pareça que vai chover de novo.

Olha, eu sou religiosa, a verdade é essa. Religião me ensina, pode não funcionar para mais ninguém, não ligo, acho conversão uma coisa ridícula e potencialmente brega, mas quero poder falar do que eu acredito, porque eu vivo de metáforas, no fim.

A noite mais longa do ano também significa que o frio chegou no seu auge e, a partir daí, mesmo que em seu próprio tempo, começa a ficar para trás. Na antiga religião é referente a quando a deusa pari o deus sol, que morreu junto com o planeta no inverno, e ele pode voltar a crescer. E eu tenho me sentido assim, olhando mais para a criança que fui, o que me fez chegar até onde estou (e eu ainda estou aqui) e o que eu quero daqui para a frente. Ainda tô no meio dessa confusão, não tenho essa resposta, mas acho que tô aprendendo a conseguir um olhar mais honesto sobre tudo isso.

Eu vou bem. Eu tô mal, tendo que lidar com tudo aquilo que tenho medo, mas vou bem, porque tô lidando e, dentro das minhas vulnerabilidades, tô encarando de frente. Passei anos escrevendo nesse blog sobre medo, acho que tenho perdido ele. Sei que o medo é natural e justificável, mas perdoar minha ansiedade e depressão não significa se afundar nela, só aceitar e lidar. Devo dizer, fazer isso sozinha tem sido bem melhor, eu sei que sempre tapei meus buracos usando (no sentindo de "viver por") pessoas. O medo de ficar sozinha sabendo que sempre estive, o medo de admitir que alguém não é bom para mim, mesmo que isso não transforme a pessoa em ruim, o medo de admitir que eu não estava bem o suficiente para estar ao lado de ninguém, enfim, muitos medos, ainda vou escrever sobre eles, preciso lembrar, é assim que funciono.

Esse blog me ajuda muito. Eu sou sozinha, mas ter algo onde eu possa organizar meus pensamentos, nem que seja para discordar deles momentos depois, sei lá, me ajuda muito. Isso e minha terapia (e os poucos e bons amigos que tenho mantido).

Seja bem vindo ao mundo, deus, eu estava com saudade, e obrigada, mãe, pelo esforço em trazer ele novamente. 



(já aviso que deve ter muito erro de ortografia e concordância e etc, não reviso meus textos aqui, não sou paga para isso e felizmente ninguém nem lê, tô falando isso para minha eu do futuro que vai me xingar por ter deixado passar algo mto grotesco ou sl)

terça-feira, 13 de junho de 2023

Chardonnay

 Eu sempre fico nervosa no fim de projeto, tenho certa dificuldade em finalizar coisas (pobre do meu livro), mas já passei por outros trabalhos longos e sei que, de passito, chego lá. Mas dá um nervoso, principalmente agora que meu trabalho é menos de reprodução (como na transcrição) e mais criativo. E não tem tempo para bloqueio criativo, tenho prazo e, além de tudo, me conheço, não vou parar até terminar ou não terminarei, e essa possibilidade não existe. 

Enfim, rola certa apreensão mas é algo legal a se esperar. Estou tendo a disciplina de sentar todo dia e escrever, tô ganhando dinheiro para isso, se eu chegasse para minha versão de dezesseis anos e contasse isso ela estaria 100% satisfeito (eu preciso de mais dinheiro, tenho mais responsabilidades,as o tempo vai resolver isso). 

Andei pensando na minha música do ano, acho que peguei. Tô ansiosa para o segundo semestre. Tô me acostumando com ansiedade saudável, uma espectativa gostosa, sei lá, mesmo quando as coisas dão errado é legal ter o que esperar. Tenho me sentido mais viva. 

Bem vindo oficialmente à família, Narutinho Vallenadas

 Resolvi as coisas com meu ex e, tandaaaaam, meu gato agora é oficialmente meu gato. Hora de poder me apegar 100% (e comprar o negócio que vi para adaptar mais rápido ele com os irmãos para dormirmos logo todos na mesma cama, como já acontece, mas sem briga em cima de mim).

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Lembro de tu, Gutinho.

Satisfeitinha

 Terapia organiza o meu passado e me mostra que ele tem (lógico) reflexos óbvios.

Para engraçado precisar de um tempo para organizar tudo isso, mas não é exatamente tempo que falta para todo mundo?

Enfim, tô feliz comigo e com conseguir olhar para a Lua do passado pensando, hoje, "bichinha, tu foi forte viu?", porque nós ainda estamos aqui.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Abubleble

 Tô aqui vivendo, redescobrindo a cada dia como me fazer feliz. 

Enfim, o Fluminense hoje não cooperou, mas conheço meu time desde criancinha, não dá ara vencer todas e, sinceramente, o que eu quero ainda tá em jogo.

O tempo tá passando e estou tentando (e falhando miseravelmente) em não criar expectativas para sábado. E o massa é que sábado na verdade é o início de mais um desses momentos que eu chamo de bolinhas de sabão. Junho, tô na torcida, vai ser cheio deles.

Vamos, né, eu ainda estou aqui