domingo, 11 de junho de 2017

Que saudade disso aqui

quantos choros pra mostrar o que tantas vezes aconteceu que nem tem o porquê notar

Mudou

Roda moinho
Ó inferno
repetição, de novo não
já tão comum
nunca sincero
meus pés no chão
descontrução

nos olhos ternos, olhar inteligente
racional, não sente
bem ou mal, me entrego
melhor assim, sem pé atrás
vou embora, só busco paz

quinta-feira, 2 de março de 2017

contatos imediatos de graus negativos

minha meta é a evolução consciêncial
aproveitar meu potencial
de ser um universo inteiro
e não dever nada pra ninguém

sentido é para os fracos

escreve e apaga, escreve e apaga
acende a baga e trava
quantos corações cabem em um só?
se da vida não levo nada
além das experiências passadas

fruto aleatório de uma mente agitada
que em baldes de café mostra que não aprendeu nada
escreve e apaga, escreve e apaga
quantos passos ainda virão para serem trilhados?
na falta de otimismo reflete o cansaço

e passa

porque de funções terrenas já tirei a minha
como em uma carta de tarot que se leva para a vida
aprendi o que tive que aprender e sigo
sabendo estar sozinha na jornada, da morte à vida
quantos corações cabem em um só?

fui feita para amar, fora disso tá errado
já tentei ser diferente e fodi o meu passado
minha raiva me impulsa, mas sou feita de amor
não importa o que dizem, já conheço meu valor
 cabe mil mais um, e crescendo

aviso importante (não)

ei vocês! não sei quem vocês são mas cada post meu tá tendo visualizações (não são as minhas próprias) e eu quero que -caso vocês realmente existam- saibam que estão no blog errado.

vocês deveriam estar nesse: Da Igreja Ao Cortiço

obrigada pela atenção, voltem sempre (no outro blog!!!!!)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A vida como está

- Escrevi meu livro como uma condenada, e aí parei, fazem três dias. Meta: voltar antes que as férias acabem.
- Minhas férias foram fazer trabalhos, resolver obstáculos, escrever e trabalhar.
- Meu companheiro cuidou da arrumação da casa inteira e me alimentou quando estive empenhadíssima escrevendo (mesmo que o momento tenha durado semanas), e agradeço, porque não precisei interromper minha escrita pra lavar uma louça.
- A faculdade como instituição tem sido uma decepção constante em minha vida, falhando miseravelmente em seu papel social.
- Fui ontem na Caixa d'água (riozinho gostosinho agradável quinze minutinhos de casa) e foi muito delicinha.
- Comecei a perceber a relação entre meu sentimento de vontade de voltar pra minha terrinha e a minha menstruação, e tem gerado reflexões interessantes.
- Tô sofrendo com o fim das férias.
- Tenho ganhado muitos presentes (não necessariamente físicos, as vezes simbólicos) das pessoas à minha volta, e tem sido bem gostoso.

Reflexão-mor dos últimos tempos:
Não rola viver fugindo do perigo, porque ele continua aí. O esquema é escolher quais perigos você quer correr e vai que vai!

Onde sou?

Em todo lugar que eu vou me procuro, não acho, não me curo
em todo lugar que eu vou não me encontro, eu caio em apuros
não me vejo refletida em seu olhar, não me vejo na mesa do bar
não me vejo na festa da escola e nem em qualquer lugar
não me vejo na praça com os velhos que jogam milho pro pombo comer
não me vejo na praia com aqueles cachorros que só sabem correr
Pensei em talvez me achar por aí, caminhei pelo calçadão
não me vi nas ruas, não me vi na praça e nem na liquidação
não pude me achar dentro da igreja com o pastor a berrar
procurei no céu e também no inferno pra tentar me encontrar
não me vi no jornal e nem na tv, cinema nem pensar!
em bairro de rico, em bairro de pobre, eu nunca tava lá
já perdi as contas de em quantas vezes no espelho eu quis me ver
e ao mesmo tempo era o lado de lá que tentava me reconhecer

Em todo lugar que eu vou me procuro, não acho, mas me curo
em todo lugar que eu vou não me encontro e não caio em apuros
não me vejo refletida em seu olhar mas eu nem preciso estar lá
e se nos lugares onde vou não estou, me ponho a caminhar
e então eu percebo que já não preciso olhar pra fora assim
no fundo eu sabia que estava escondida aqui, dentro de mim

(2015)