segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Padrões

As vezes o mais difícil é o início, começar a ideia e perceber que existe tooodo um caminho pela frente, dividido em mais de mil fatores, entre estudos e métodos, práticas e reflexões, desconstrução, seguir em frente.
Então o meio chega, as cartas já estão na mesma, difícil calcular o quanto se foi e o quanto falta ainda, e cansa, a insegurança avança, resta achar forças para seguir em frente
                           ou a simples desistência
se o fim enfim chega, tarefa fácil também não é. O ponto final é calculado, é a cereja no bolo, vale ouro, resultado de todo trabalho, ou talvez queimar o bolo.

sábado, 18 de novembro de 2017

Roleta-russa

Relacionar-se é arriscar, pagar pra ver no que vai dar, e até existe defesa em se fechar, mas deve? O tempo dirá que tudo muda e tudo passa, e se o risco some de graça, por que tentar evitar?
Não existe controle sobre felicidade e sofrimento, paro um momento e reflito, é das graças de estar viva, sem saber o que virá. Talvez vá te trocar, talvez trair, talvez mentir, talvez nem vá, mas o risco sempre existe e teremos que aceitar, deixar de arriscar? Nunca. Se corre lava pelas veias e o coração ainda palpita, não me boto em redôma pra evitar ser ferida, pulo do trampolim, sempre o melhor ato, vôo longo e queda no asfalto, a dor ensina também, mais sobre você do que de outros. Ficar parada ensina nada. 
Existe o risco porque existe a troca, mas se conectar é sem palavras e o medo não vai embora, deixa-te nua, sem máscaras, assumindo a fala: amor é bom quando é próprio, se não for não adianta nada. Então me lembro que o abrir é um risco, isso é inegável, mas quando ama a si mesma mesmo o errado não dá errado.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Sou atentada

Me atento aos pensamentos, me atento ao momento, as vezes lamento, as vezes tormento, mas tento, sempre tento, porque a vida é como vento, quando sente passou.
Sincera comigo, sempre, destino perto, o que é certo é o certo, mas eu gosto é do caos -digo do caos interno-, aquele que impulsiona, bota pra frente, chute frontal. Tapa na cara também ensina, mas eu prefiro dançar, e aí danço, fazer o quê? Sou assim, vim pra aprender, nada de novo acontece se eu não pagar pra ver, falo e repito: não sou moinho, não giro no mesmo lugar.
Me atento ao movimento, respiro, me tento, as vezes lamento, as vezes tormento, mas eu tento, sempre tento, sou atentada, não paro por nada, aprendo mesmo sendo errada, nesse mundo eu tô grudada. E calha, eu gosto, me deixa humana (eu posso), sou de carne, osso e fogo, mesmo que de palha, e meu ego nem sofre por ser cheia de falhas. Me enxergo, aceito, transformo em verdade, porque eu sou conforme posso e o resto é vaidade.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

turbilhão para sempre

Sinto, remexo, me vejo, só me vejo, e no ensejo de entender me perco, descontruo, mil e um milhão, pedaços no chão. Ilusão é achar que basta só ter o pão, o chão, meu cão, mas não, complica, paga-se com tempo o tempo nessa vida, então me explica: quer que eu faça o quê? já não me iludo se descubro o que é cruel e... aplausos. No fim do Ato - bem ou mal - o ato final, sem surpresa, sem espaço pra beleza, apenas a justiça e uma carreirinha de pó em cima da mesa. Juntos os pedaços de pensamentos do chão, boto no texto, quem sabe assim eu (me) vejo, remexo, sinto.

escorpião, carai

 não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério

domingo, 8 de outubro de 2017

Da vida o melhor é o percurso

Nostalgia. Disso eu entendo, assunto conhecido, desde sempre vivido, sempre pela metade. Bate aquela saudade - não de nada específico - de momentos mais líricos, num tempo de nunca-mais. É infância lembrada, adolescência emburrada, sempre sempre travada, tava sempre na metade. Num tempo de vai-e-vem, o pra frente vem de encontro como furacão interminável, trazendo o novo e limpando a casa, o pra frente sempre vem. E, no olho da tempestade, percebe-se (será verdade?) o amor é tão confuso, deixa e traz, é difuso, ou isso é pura vaidade?
Do macro pro micro. Um tempo aonde a ingenuidade ao menos permitia caminhar, esperança pra lutar, antes de entender sobre impunidade e achar que podia mudar; disso tudo, um resgate: "é melhor fazer o bom em harmonia do que o ótimo em desarmonia". O momento pede em focar no que une, não no que separa, lição aprendida a duras penas, repare, nem eu mesma sei por quê. Essa ainda vou aprender, tá tudo bem nisso também.
Gosto de pagar pra ver, gosto do estrago. Pular do trampolim, queda bruta, cara no asfalto. Minhas maiores batalhas acontecem na mente, e de repente passa, o vento levou. Pessoas também, esse vento sempre me tira de lugar, e em cada abraço de despedida, saudade.
O amor é tão confuso, deixa e traz, é difuso, tá por tudo, tá por tudo, e se até no ódio está (eu presumo),
                      se ame também
você ainda está aqui
também tô



terça-feira, 26 de setembro de 2017

degradê

Sou filha da escrita, não tem jeito. Se não entendo, escrevo, mesmo sem saber o quê. Sem perguntas, as crio, apenas para não deixar essa chama morrer, curiosidade me aguça, ativa a mente. Sigo como um redemoinho saindo da testa, correndo pro alto, quebrando o asfalto, em frente, em frente! E foi-se, tão rápido quando chegou, lampejo de pensamento, onda quebrou. 
Tem aquela força conhecida, trovão, o choque das bolinhas de malabares, catarse, erupção. Turbilhão. Intuição?
O calafrio, o frio na espinha, sensação de estar vivo, captado e entendido, até quando o sopro se for pela última vez e outra realidade se abrir
, tão simples e complexa quanto essa, 
o que é mais real: a luz ou o reflexo?