quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

De última hora, uma mensagem, o ano começou!

Por Quem Os Sinos Dobram
Raul Seixas


Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida e que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017 - 10 anos de resuminhos de vida

Eu estava com muita preguiça de fazer a retrospectiva desse ano, mas como essa é a 10a retrospectiva que faço nesse blog não vou deixar a tradição de lado, ainda mais um hábito que já me ensinou tanto (sobre mim). 
Dois mil e dezessete. 2017. Eita aninho maluco. 2016 já tinha sido um ano complicado, tinha deixado algumas pontas soltas mas, bom,nada que a flecha de Oxóssi não direcionasse novamente.
Só que eu tô me antecipando, vamos pelo começo:



RETROSPECTIVA 2017 



Janeiro : Um mês de insights, a começar pela música do ano que, com olhos de futuro consigo ver, bateu demais. Eu estava morando no litoral paranaense e, sei lá, eu não estava legal. Não estava mais sentindo que aproveitava meu tempo lá e nem sabia explicar o por quê.

Fevereiro : Voltei a escrever meu livro no final das férias, o que foi um passo muito bem dado levando em consideração que eu escrevi bastante nele esse ano (na medida do possível), mas me deixou meio maluca deixar o livro de lado para voltar para a faculdade.. Também foi em fevereiro que eu fiz o exercício (que eu nunca tinha feito) de reler tudo que eu já tinha postado nesse blog. Devo dizer que é no mínimo vergonhoso ler as coisas que a gente escreve no decorrer de dez anos (acho que nunca vou fazer isso com meu twitter), mas a vergonha faz parte em ver o quanto eu tô diferente. 

Março : Ainda nas vibes de análises, foi um mês bem doloroso, de certa forma. O local onde eu morava me trazia um sentimento de estar sendo constantemente observada, julgada e, sendo ou não fruto da minha cabeça, me fazia mal até começar aos poucos a não fazer mais. Segura esse merchan!

Abril e Maio : Não tenho posts desses meses porque foi o tempo que eu surtei. Larguei a faculdade, larguei pessoas, fui obrigada a largar o café, levei um bolo do psicólogo da faculdade quando finalmente tinha perdido o medo de marcar uma sessão, enfim, chutei a porra do pau da barraca. Cheguei um dia no entreblocos da faculdade e não consegui entrar na sala, fiquei lá remoendo se eu ia subir e me formar ou se eu ia na secretária trancar e sair da cidade. Deu o intervalo, minhas amigas de sala desceram "fui assinar seu nome na chamada e não deixaram, falaram que 'se a Lua quisesse ela estava aqui'", peguei minha mochila, fui na secretaria, tranquei a faculdade e comecei a esquematizar o que eu faria da vida. No começo do ano eu não fazia ideia de que nada disso aconteceria, mas até a chegada do meu aniversário eu já tinha certo na cabeça que eu me daria o presente que me nego a 12 anos: voltar pra minha terra.

Junho : Decididamente o pior mês do ano, cheio de provações para testar minhas atitudes, se eu tava certa naquilo que eu queria, enfim, foi uma guerra sem fim, junho foi FODA, e vocês sabem, quando um aspecto da vida fica ruim todos os outros ficam com ciumes e resolvem cair por água abaixo. Vi minha jornada ser adiada, as runas me mandaram mil mensagens, meus sonhos pareciam documentários explicando coisas que eu não conseguia lembrar, maior cansaço mental, NOSSA! Junte a isso o planejamento de uma viagem para o outro lado do país e temos aí nossa causa e consequência. 

Agosto : A calmaria pós-tempestade veio de passito. Nós conseguimos, em quatro pessoas, dois cachorros e dois gatos (+ mudança) cruzar o país dentro de um Clio. Isso é uma façanha inacreditável que eu provavelmente não vou repetir novamente, mas me orgulharei dela pelo resto da vida. Sério, foram dias muito difíceis, e nós fomos simplesmente incríveis de conseguirmos (parabéns novamente aos envolvidos). Chegar novamente no lugar que nasci, me criei e tanto quis voltar foi algo histórico para mim. Foram 12 anos pedindo, tentando, batalhando, mas o Paraná me segurou forte e só me soltou quando não tinha mais nada para me oferecer. Foi bom e vou lembrar com carinho, mas eu as vezes quase que não acredito que agora estou aqui. 

Setembro : Não sei muito o que dizer aqui. Digamos que eu tava me adequando à nova rotina, ao novo mundo, refazendo minhas metas (já que por muito tempor voltar era minha meta). Ainda estava meio presa ao local que eu morava (meus sonhos ainda se ambientavam lá), e isso me trouxe certas frustrações. Tenho problema com coisas mal-resolvidas, e deixei várias pendências em Matinhos, algumas que até hoje eu não entendo, então essa foi uma época de definir o que seria mantido e o que seria esquecido. 

Outubro : Basicamente o mês da minha maior reflexão do ano. Situação cíclica na minha vida é deixar pessoas para trás e mudar o local em que estou, e sempre rola aquela análise de quem vai ficar comigo para sempre e quem não, normal.

Novembro : Passei uma situação de ter medo de me relacionar com as pessoas que eu admirava porque, bom, minha autoestima não tava lá essas coisas e eu ficava nervosa de que as pessoas criassem espectativas em cima de mim e eu as decepcionasse por conta de ideologias políticas, sexualidade, poligamia, visões de vida, etc etc. Com o tempo esse medo foi sumindo e a autoestima subindo. E entre lembranças antigas e novas, sobrevivi (e ainda consegui escrever um tantão do meu livro!).

Dezembro: Voou (essa palavra é bem melhor com acento)! Muito trabalho, muita correria, pisquei o olho e hoje era dia 30, noussa seniora! Tive um Natal muito bom (e uma véspera muito ruim passando mal credo) e um dezembro bem reflexivo, como tem sido o ano todo no geral. Fecha bem, o que eu mais busco para mim é a reinvenção constante, desconstrução e um tanto de realização e felicidade pra balancear a vida. 



Foi positivo o saldo desse ano, mas custou bem caro em vários sentidos. Tive que me mexer muito, fazer acontecer e, é isso, se existe algo bom no suor é saber que ele teve volta. Consegui coisas que buscava há anos, mesmo que eu ainda não acredite, e estou aprendendo cada vez mais a lidar comigo, com minha ansiedade, com minhas preferências, medos, amores, confusões, enfins. Também sigo entendendo que não tenho tudo nas minhas mãos, que existem situações fora do meu alcance e que tá tudo bem com isso, que as pessoas não são iguais ainda bem e que essa vida é muito muito louca.
Agradeço aos que estão comigo, aqueles que sempre sempre estiveram, e os que virão. Agradeço pela chance de escrever isso daqui e registrar mais sobre minha vidinha que tanto me ensina. Boas entradas para todos, e que venha esse 2018 (de eleição e copa mas vamos falar de coisa boa tipo eu terminando meu livro anh anh?)






quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

mas quem consegue ficar bravo com você, Lua?

vários momentos da vida em que a gente simplesmente se atrai pelo que nos faz mal, principalmente na adolescência, esse tipo de coisa era comum em mim e nas pessoas ao meu redor, ir atrás daquilo que te desprezava por questões de estratégia. Relacionamentos (de todos os tipos), com padrões definidos, nada fluido, esquematizado.
"tem que ser assim, porque assim é a regra", aí nega, nega até a última, mas no final transforma o jogo baseado naquilo que sai apenas da própria mente, então mente, fala que a questão é presente, e o arranjado no passado só foi aceito pois foi enganado, te acusa daquilo que fez.
Estamos todos aprendendo, cada dia um pouco mais, e nada fica pra trás, a gente aprende, demora mais entende. Me arrependo de muito, mesmo sabendo que não teria como fazer diferente, era meu limite, é verdade, e eu sou conforme posso (o resto é vaidade), mas dói. Dói em mim e em quem marquei, todo mal que já causei na inocência de não pensar. Se meu luxo próprio é o egoismo do conforto, não o sinto.
Eu só queria entender, se todos pecadores conseguem deitar a cabecinha no travesseiro e ter um sono bom, por que eu não? Por que eu não? Ao mesmo tempo a voz conhecida me responde "foi você quem escolheu", <- argumentos="" car="" e="" eu="" meta="" meu="" minha="" nbsp="" os="" p="" perco="" ponho.="" quem="" sou="" ter="" tormento="">um dia me apaixonei por uma frase e ignorei todo o resto, inclusive à mim mas, por fim, prevaleci. Eu sempre tô aqui.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Passou (?)

Os olhos dela fitaram os meus, incrédula, meio tímida, tão ou mais do que eu mesma. Se apegar era difícil e doloroso, e não definir parecia a melhor opção, mas ah, definição, vontade de tomá-la nos braços e conquistar a segurança. Relacionamento é roleta-russa, melhor tomar distância. "Tome tento, menina", frase eventualmente ouvida na infância, criou medo, barreira, esfriou por rejeição a si.
Nunca mais nos vimos, embora ainda, de vez em nunca, sua presença aparece, nem que seja no meio virtual, para me lembrar daquilo que o medo não me permitiu viver.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Padrões

As vezes o mais difícil é o início, começar a ideia e perceber que existe tooodo um caminho pela frente, dividido em mais de mil fatores, entre estudos e métodos, práticas e reflexões, desconstrução, seguir em frente.
Então o meio chega, as cartas já estão na mesma, difícil calcular o quanto se foi e o quanto falta ainda, e cansa, a insegurança avança, resta achar forças para seguir em frente
                           ou a simples desistência
se o fim enfim chega, tarefa fácil também não é. O ponto final é calculado, é a cereja no bolo, vale ouro, resultado de todo trabalho, ou talvez queimar o bolo.

sábado, 18 de novembro de 2017

Roleta-russa

Relacionar-se é arriscar, pagar pra ver no que vai dar, e até existe defesa em se fechar, mas deve? O tempo dirá que tudo muda e tudo passa, e se o risco some de graça, por que tentar evitar?
Não existe controle sobre felicidade e sofrimento, paro um momento e reflito, é das graças de estar viva, sem saber o que virá. Talvez vá te trocar, talvez trair, talvez mentir, talvez nem vá, mas o risco sempre existe e teremos que aceitar, deixar de arriscar? Nunca. Se corre lava pelas veias e o coração ainda palpita, não me boto em redôma pra evitar ser ferida, pulo do trampolim, sempre o melhor ato, vôo longo e queda no asfalto, a dor ensina também, mais sobre você do que de outros. Ficar parada ensina nada. 
Existe o risco porque existe a troca, mas se conectar é sem palavras e o medo não vai embora, deixa-te nua, sem máscaras, assumindo a fala: amor é bom quando é próprio, se não for não adianta nada. Então me lembro que o abrir é um risco, isso é inegável, mas quando ama a si mesma mesmo o errado não dá errado.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Sou atentada

Me atento aos pensamentos, me atento ao momento, as vezes lamento, as vezes tormento, mas tento, sempre tento, porque a vida é como vento, quando sente passou.
Sincera comigo, sempre, destino perto, o que é certo é o certo, mas eu gosto é do caos -digo do caos interno-, aquele que impulsiona, bota pra frente, chute frontal. Tapa na cara também ensina, mas eu prefiro dançar, e aí danço, fazer o quê? Sou assim, vim pra aprender, nada de novo acontece se eu não pagar pra ver, falo e repito: não sou moinho, não giro no mesmo lugar.
Me atento ao movimento, respiro, me tento, as vezes lamento, as vezes tormento, mas eu tento, sempre tento, sou atentada, não paro por nada, aprendo mesmo sendo errada, nesse mundo eu tô grudada. E calha, eu gosto, me deixa humana (eu posso), sou de carne, osso e fogo, mesmo que de palha, e meu ego nem sofre por ser cheia de falhas. Me enxergo, aceito, transformo em verdade, porque eu sou conforme posso e o resto é vaidade.