quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

mas quem consegue ficar bravo com você, Lua?

vários momentos da vida em que a gente simplesmente se atrai pelo que nos faz mal, principalmente na adolescência, esse tipo de coisa era comum em mim e nas pessoas ao meu redor, ir atrás daquilo que te desprezava por questões de estratégia. Relacionamentos (de todos os tipos), com padrões definidos, nada fluido, esquematizado.
"tem que ser assim, porque assim é a regra", aí nega, nega até a última, mas no final transforma o jogo baseado naquilo que sai apenas da própria mente, então mente, fala que a questão é presente, e o arranjado no passado só foi aceito pois foi enganado, te acusa daquilo que fez.
Estamos todos aprendendo, cada dia um pouco mais, e nada fica pra trás, a gente aprende, demora mais entende. Me arrependo de muito, mesmo sabendo que não teria como fazer diferente, era meu limite, é verdade, e eu sou conforme posso (o resto é vaidade), mas dói. Dói em mim e em quem marquei, todo mal que já causei na inocência de não pensar. Se meu luxo próprio é o egoismo do conforto, não o sinto.
Eu só queria entender, se todos pecadores conseguem deitar a cabecinha no travesseiro e ter um sono bom, por que eu não? Por que eu não? Ao mesmo tempo a voz conhecida me responde -> foi você quem escolheu <- argumentos="" car="" e="" eu="" meta="" meu="" minha="" nbsp="" os="" p="" perco="" ponho.="" quem="" sou="" ter="" tormento="">um dia me apaixonei por uma frase e ignorei todo o resto, inclusive à mim mas, por fim, prevaleci. Eu sempre tô aqui.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Passou (?)

Os olhos dela fitaram os meus, incrédula, meio tímida, tão ou mais do que eu mesma. Se apegar era difícil e doloroso, e não definir parecia a melhor opção, mas ah, definição, vontade de tomá-la nos braços e conquistar a segurança. Relacionamento é roleta-russa, melhor tomar distância. "Tome tento, menina", frase eventualmente ouvida na infância, criou medo, barreira, esfriou por rejeição a si.
Nunca mais nos vimos, embora ainda, de vez em nunca, sua presença aparece, nem que seja no meio virtual, para me lembrar daquilo que o medo não me permitiu viver.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Padrões

As vezes o mais difícil é o início, começar a ideia e perceber que existe tooodo um caminho pela frente, dividido em mais de mil fatores, entre estudos e métodos, práticas e reflexões, desconstrução, seguir em frente.
Então o meio chega, as cartas já estão na mesma, difícil calcular o quanto se foi e o quanto falta ainda, e cansa, a insegurança avança, resta achar forças para seguir em frente
                           ou a simples desistência
se o fim enfim chega, tarefa fácil também não é. O ponto final é calculado, é a cereja no bolo, vale ouro, resultado de todo trabalho, ou talvez queimar o bolo.

sábado, 18 de novembro de 2017

Roleta-russa

Relacionar-se é arriscar, pagar pra ver no que vai dar, e até existe defesa em se fechar, mas deve? O tempo dirá que tudo muda e tudo passa, e se o risco some de graça, por que tentar evitar?
Não existe controle sobre felicidade e sofrimento, paro um momento e reflito, é das graças de estar viva, sem saber o que virá. Talvez vá te trocar, talvez trair, talvez mentir, talvez nem vá, mas o risco sempre existe e teremos que aceitar, deixar de arriscar? Nunca. Se corre lava pelas veias e o coração ainda palpita, não me boto em redôma pra evitar ser ferida, pulo do trampolim, sempre o melhor ato, vôo longo e queda no asfalto, a dor ensina também, mais sobre você do que de outros. Ficar parada ensina nada. 
Existe o risco porque existe a troca, mas se conectar é sem palavras e o medo não vai embora, deixa-te nua, sem máscaras, assumindo a fala: amor é bom quando é próprio, se não for não adianta nada. Então me lembro que o abrir é um risco, isso é inegável, mas quando ama a si mesma mesmo o errado não dá errado.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Sou atentada

Me atento aos pensamentos, me atento ao momento, as vezes lamento, as vezes tormento, mas tento, sempre tento, porque a vida é como vento, quando sente passou.
Sincera comigo, sempre, destino perto, o que é certo é o certo, mas eu gosto é do caos -digo do caos interno-, aquele que impulsiona, bota pra frente, chute frontal. Tapa na cara também ensina, mas eu prefiro dançar, e aí danço, fazer o quê? Sou assim, vim pra aprender, nada de novo acontece se eu não pagar pra ver, falo e repito: não sou moinho, não giro no mesmo lugar.
Me atento ao movimento, respiro, me tento, as vezes lamento, as vezes tormento, mas eu tento, sempre tento, sou atentada, não paro por nada, aprendo mesmo sendo errada, nesse mundo eu tô grudada. E calha, eu gosto, me deixa humana (eu posso), sou de carne, osso e fogo, mesmo que de palha, e meu ego nem sofre por ser cheia de falhas. Me enxergo, aceito, transformo em verdade, porque eu sou conforme posso e o resto é vaidade.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

turbilhão para sempre

Sinto, remexo, me vejo, só me vejo, e no ensejo de entender me perco, descontruo, mil e um milhão, pedaços no chão. Ilusão é achar que basta só ter o pão, o chão, meu cão, mas não, complica, paga-se com tempo o tempo nessa vida, então me explica: quer que eu faça o quê? já não me iludo se descubro o que é cruel e... aplausos. No fim do Ato - bem ou mal - o ato final, sem surpresa, sem espaço pra beleza, apenas a justiça e uma carreirinha de pó em cima da mesa. Juntos os pedaços de pensamentos do chão, boto no texto, quem sabe assim eu (me) vejo, remexo, sinto.

escorpião, carai

 não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério  não leve tudo tão a sério