quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

sem nexo

Choro porque estou viva e enxergo
sinto porque não importa quantas vezes o mundo mostre sua maldade, não quero deixar de me surpreender
não entendo, só não entendo
podia estar tudo tão bem
aonde tá o meu lugar nisso tudo? Se nunca posso fazer o que quero por ter que pagar pela minha vida, direito meu, pagar pra quem?
Meus problemas são pequenos perto dos problemas do mundo, mas são meus, eu choro, eu sinto, tô viva, sou humana
e se já fui poeira estelar e agora estou aqui, pagar pra quem?

O que tanto falta?

Mundo farto, tem pra todos, divisão, empatia, mundo farto, natureza, quanta beleza, simpatia, mundo farto, é demais, tanto alimento, terra, dava pra ter paz, por que não? Vida gera vida, só observar, se no troco traz o ódio é melhor nem começar, quero me libertar, quero arrancar de mim o rancor, mundo farto, tem pra todos, bem ou mal, ódio ou amor, máscaras, mascarados, personagens, todos, eu e você, que tipo de personagem você QUER ser? Devaneio, como sempre, auto-crítica, reflexão, não sei pra onde caminho mas sei que não é em vão, a vida é mais fácil com olhos de futuro, ô mundo farto, por que tanta batalha pra aceitar que poderíamos ter paz?

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A gente fica mordido, não fica?

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

às pessoas que passaram e passarão, passaremos!

Tô no mundo pra conhecer os universos habitaveis, tenho um corpo pra lembrar onde começa o seu e onde termina o meu, e as vezes se mistura e quando é bom é bom demais.
Eu amo. Fazer o quê? Carência, pode até ser, mas não acho que é o caso, não mais, é mais um fato, sou feita de amor e transborda, fora disso tá errado (e as vezes até que tá), mas passa, o equilíbrio se encontra e eu chego nas mesmas respostas que sempre me recuso a ver. Eu sou cabeça dura, é coisa de bicho ruim, no bom sentido. Quanto aos sentidos, por eles me guio, o racional só pensa nisso, no que sinto e no porquê, minha auto-análise pra conhecer, sou um universo habitável também, um universo lindão. Se ama, ser-vivo.

Eu acho que tô bem

Todo dia mudo um pouco, sempre me perco, e entre trombos e reencontros de mim cato mais um pouco. A vida, se vai bem, não sei. Eu vou, é importante frizar para que nem mesmo eu esqueça. Estou pronta, mesmo sem saber o que isso significa. 
Tô com menos medo de ser eu, tô com menos medo do sentimento de ser sozinha independente de quantas pessoas eu tenha ao lado, eu tô sozinha mesmo, estamos todos, não tem realmente um problema nisso. Tá tudo bem, como eu constantemente tenho que me lembrar.
É um entendimento estranho pra alguém que tá sempre esperando a próxima bomba explodir na vida, eu sinto medo, mas tô na fase de lidar com os medos então, bom, pular do trampolim, vôo longo, queda bruta, tem coisas que não mudam, mas se a dor passa quem sou eu pra perder o vôo?

sábado, 20 de janeiro de 2018

Tô vivona (ou dia do alívio)

Aos poucos entendo, e dessa vez a culpa nem tanto acomete, tô aqui pra ser feliz, não a felicidade de quem fecha os olhos para todo o resto, mas a felicidade de quem sabe conviver bem consigo mesma. Lógico, ainda estou longe, mas me vejo num caminho, finalmente, depois de tempos de neblina, um lampejo. O futuro. Ver o mundo com olhos de futuro é bem mais fácil, mesmo quando não parece, porque o entendimento não tá no presente, no presente a gente sente o golpe, no futuro entende o por quê.
Tô aqui pra valer. A ansiedade, depois de incontáveis anos, começa a ser trabalhada, sem remédio, sem nada, apenas no me amar, com ela ou sem, aprender a lidar. Ainda durmo mal (quando consigo dormir), ainda sinto dor na lombar (mas alongamentos tão adiantando, não 100% mas tão), ainda tenho energia acumulada nos olhos (sei lá como vou lidar com essa bosta), ou seja, meus problemas físicos continuam aqui desde a mudança, meus problemas de cabecinha também, mas aqui eu me importo, aqui eu não desisti.
Eu ainda não sei definir o que mudou tanto, porque tô com olhos de presente, mas sei que foi bom como eu inacreditavelmente sabia que seria, e tô desacostumada em acertar assim, ainda mais sem argumentos. Mas foi bom, tem sido bom, mesmo com muito mais perrengue. Parece que eu tô mais fixada em mim, lembro mais o que sou e pra quê eu vim, me importo menos com que geral tá pensando.
Quando cheguei nessa casa, o fundo do quintal era só areia e um coqueiro. Na primeira semana brotou uma plantinha que eu não reconheci. Cresceu entre o concreto e a areia, bem louca, até que as formigas vieram e arrancaram todas as folhas dela, deixando só o caule. Ela sobreviveu, ficou um tempo meio debilitada mas sobreviveu. E foi crescendo, foi crescendo, brotou semana passada e era dente de leão, minha flor preferida (e o buquê mais difícil de dar pra alguém). A mensagem tá aí, a resposta que já pedi e recebi mil vezes e sempre volto a esquecer, sei lá o porquê.

É a mensagem!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

De última hora, uma mensagem, o ano começou!

Por Quem Os Sinos Dobram
Raul Seixas


Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida e que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais.