quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Lembretes pra vida OU ego, esse danadinho

Nada como infladas de ego para nos tirar do caminho certo e levar pro errado. Certo e errado, por si só, já são expressões perigosas, mas sigo no texto para entender a ideia. Não é difícil (mas pode se tornar porque sou confusa).
Após a identificação do que se gosta ou desgosta, agimos, buscando aquilo que nos falta. No meu caso, escrevo, outros pintam, outros fotografam, outros gravam, outros cantam, enfim, mil possibilidades. Ao agir, não temos a experiência de saber o que agrada ou não o 'público', e é possivelmente nosso último momento de espontaneidade facilitada. Por não saber o que o público deseja, agradamos a nós mesmas, partimos apenas dos nossos próprios princípios.
Com a fama, os "muito bom!", os "continue assim", e os "esse é o caminho!", vamos nos fixando naquilo que agradou. Agradou quem? Agradou você ou agradou você pelo agrado alheio? Relutamos em sair da zona de conforto, por medo de perder seguidores/amores/aplausos. Passamos a trabalhar em prol daqueles que nos consomem. Passamos a esquecer até aquilo que gostamos, para adequar àquilo que nos traz fama. 
Aaah, a fama. Os doce 15 minutos que nos trazem alguma sensação de sermos amados, de estarmos no caminho certo (olhaí o "certo" de novo). Com o tempo, não precisamos nem mesmo refletir sobre o que produzimos e a influência do que produzimos, pois já temos os aplausos, e o que é melhor que os aplausos? 
O senso-comum não alimenta, mas dá um gostinho que engana.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

De A à Z

Entre encontros e desencontros, me recomponho, lidando comigo e com o mundo - esse sempre tão confuso -, buscando sobreviver. Nesse mês, novamente a sina, convencer os que caminham junto a continuar aqui, vivos, amados, não seria a primeira vez que me buscam para lembrar que a vida vale a pena, não será a última vez também. Faz parte do meu caminho, recordar o esquecido, intensidade em estar vivo, ouvir desabafos, ser o desabafo-humano. Não me orgulho, função é função, não preciso de medalha se dou contribuição. Eu só quero ajudar, nem sempre sei como, as vezes só abraço, as vezes olho-no-olho "você importa, eu me importo, não sou muito, mas só sou". Não é muito mas é o que posso dar, já me disseram uma vez "o que te salva é o tamanho do seu amor", e é mesmo, porque nada mais tenho pra oferecer.
O inverno se vai, aos poucos, e a noite fica mais curta. Ainda bem, venha sol.

roda que gira esmagando o próximo

meritocracia espiritual
porque o problema é seu por pensar demais
hierarquia frequencial
porque minha vibração não pode se contaminar

a roda gira, gira
esmagando quem não se adaptar
espiritualidade elitista
apenas pra quem pode pagar

me expresso, confesso
agressiva por saber meu lugar
de ter que gritar pra ser ouvida
e não ter tempo pra paz buscar

se me julga por isso, me invisibiliza
e ignora todo meu pesar
de não ver um mundo perfeito
independente do quanto mentalizar

perco o ar e o chão
mas não esqueço o fato
espiritualidade não é estudo
é vivência, e lado a lado






quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Mel

Vejo plantas, vejo contas, seguro as pontas, quem sabe se encanta. Todo dia uma nova reflexão, reinventar-se, subjulgar-se, a culpa é minha amiga, convivo com ela todo dia, querendo ou não. Geralmente quero. Deve ser algo dentro do meu ego, dizendo que trazê-la pode me abstêr das atitudes. Até ilude, mas já sei não ser assim. Faz parte.
Gosto das palavras confusas, das escritas difusas, é o turbilhão, tá sempre na cabeça, quando sái causa estrago, mas eu gosto. Gosto do estrago.Ele move, até comove, não sou moinho pra girar sempre no mesmo lugar.
A zona de conforto tem esse nome não é a toa, mas confortável não me sinto, nem aqui e nem lá, pois aonde eu for tenho uma sombra pra acompanhar, sombra do passado-presente-futuro, a sombra do "vai dar errado, tudo", sem esquecer da sombra do "pensar no mundo". Vale a pensa pensar tanto até ficar sem ação? Penso que não, mas as sombras não se vão, gostam de mim, são assim, e somos o que somos, sementes. Planta-se a ideia e cobre toda a mente, igual erva de passarinho, sufocando, existindo, buscando permanecer ali. 
Mas sigo aprendendo, nunca parada, afogando a vaidade de estar certa ou errada. Verdades absolutas me incomodam, mas cada uma com sua jornada.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Clack


Quando olhar ao passado a observar, com os olhos de quem já viu as consequências, o tamanho da influência de seus atos tão impensados, engolistes suas palavras sobre ego e quebra dele, engolistes a diferença entre eu e você; somente quando puderes ver, aí então perceberás, e verás todas as conexões, todos os chaveamentos, padrões mentais, socializações, verás tudo com olhos de meio, verás tudo à verdadeira você.
Ser. Vivo. Viva. Vida. Quebra barreira e desconstrói mentalização. Muda padrão, muda patrão. Mudanças vem de geração pra gestação, sobre isso, qual sua ligação?
Deslinchando palavras grotescas em um pedaço de tela -nunca o mesmo que o papel-, revirando metáforas antigas em uma cabeça conturbada, nunca descansada, pensando estarem todos os olhos arregalados virados para mim, com que fim e por quê? Se meu descanso vem à custa de muitas lágrimas e nunca, nunca, o sentimento de culpa me abandona. Com que fim e por quê? Como saber? Falo tanto do pecado original, grudado à mim, dentro de mim, mas com que fim? Se o fim não existe e é tudo apenas mudança interminável, se o físico é apenas a materialização das nossas percepções e crenças, se nada disso precisava ser assim mas assim é porque precisa ser.
O entendimento tá além de palavras e comunicações verbais em geral, porque o entedimento é um frio na espinha. É a sensação do não-ilógico que faz todo o sentido, e a percepção de sentir um quentinho bem na altura do chackra cardíaco, bomba, bomba! Se ao buscar na racionalidade só vai encontrar dor e castrações de ideais.
O que é mais real? A luz ou o reflexo? O lampejo ou a lampejoula?
Conhecer-te é ser. Lucidez, todo dia, dia-à-dia, guerra interminável. Manter a cabeça no lugar, que é em pé, erguida.



P.s.: Talvez eu já tenha postado, talvez até recentemente, não ligo muito

domingo, 27 de agosto de 2017

centelhas

gosto do gosto da descoberta
ao chegar em um novo lugar
aquela pausa pra observar
em silêncio se encontrar
refleti, sou daqui
e ainda tenho um lugar


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

cuspido

A vida vai bem. Eu estou aonde quero, mais próxima com fauna e flora, e consequentemente mais perto de mim. Desde sempre, sinto como se o céu daqui fosse mais perto da Terra, repare, agora tenho certeza. Dias vieram e dias se foram, fechou uma lua, bateu com o eclipse. É lógico. Tinha que ser, e foi, e vim, foi assim. Meio impensado, em partes improvisado, e eu ainda não entendi. Mas chegamos e, sabe-se lá quem pedia, com certeza há de sorrir. Tá sendo assim, de passito, como sempre, observando pra agir. Não sei quanto tempo resta, mas agora entrei na festa e não quero mais sair pois (refleti) tô tão viva, sou assim, e se da descoberta viro festa não caibo dentro de mim, nem preciso.
Resumindo: vou e vivo, e na beira do precipício faço de cordas asas e me lanço em outra jornada, de graça