quarta-feira, 27 de setembro de 2023

A vida vai gostosinha

 As coisas acontecem tão rápido aqui que costumam surpreender até a minha psicóloga. 

Muita coisa se movimenta em muitos campos. Meus pais voltaram para Curitiba hoje, ontem conheci a nova casa deles, a uns vinte minutos daqui de casa, e achei a cara deles, é uma casa bonita, arejada, meio maluca e perfeita para umas festas. Estou feliz por eles e com bem menos medo da proximidade se tornar um problema já que, felizmente, as coisas têm se movimentado na minha vida aqui também. 

Tenho pensado em me mudar, mas não como fuga, só calculando qual a melhor vida que posso dar para meu cachorro em sua velhice. Também percebi que quero voltar para Aracaju, aqui tem seu valor, mas me sinto meio isolada por não ter um carro.

Consegui um trampo mais fixo nessa semana e, ao que a mensagem que recebi há dez minutos indica, tenho uma entrevista para amanhã, algo que poderei conciliar com tudo que faço atualmente (que, a psicóloga tem lembrado, não tem sido pouco).

Dei rolês fora de casa esse mês, me diverti com amigos, joguei meus joguinhos, segurei minhas barras, tô de boas. Não fosse minha franja cortada de forma tosca, tava tudo muito que bem, hahah.

Que mês dinâmico. 

sábado, 16 de setembro de 2023

Detalhes dos meus bichos que eu amo demais

Quando o Naruto bebe água da pia e fica com a cara toda molhada e babada. Fofo.

Quando Fora da Lei anda pela casa claramente procurando o próximo lugar para deitar por horas.

Quando o Fora da Lei fica com a língua para fora.

Quando Ramelão fica MUITO feliz por fazer um cocô (?).

Quando Cafuné dá uma cabeçada na minha mãe para se auto acarinhar.

Quando Cafuné resolve que ama o Naruto e dá cabeçadas de amor nele.

Quando Ramela me acompanha para todo lugar que eu vou, mesmo que por vezes seja meio irritante.

Quando Naruto vê que vou dormir e já chega na fúria pra horinha da soneca.

Quando Fora da Lei e Naruto ficam se lambendo na cara.

Essa lista vai longe, gostei de fazer ela, embora falte muita coisa.


sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Logo em seguida

 Vamos enumerar as vitórias, já que tô na busca de traumatizar quem me traumatiza.


- falei que ouço esse papo de "entrada de imóvel há anos" e achei que o apto era isso. Inclusive porque, agora, é um apartamento habitável, mesmo que eu tire meus móveis, os fixos compensam. Tava aprendendo a cuidar do que achava ser meu, para variar. Não era. Para variar.

- fui cobrada por, simplesmente, não retirar o lixo da casa dos meus pais com um sorriso no rosto. Eu poderia parar aqui um tempo explicando como isso influencia na minha rotina e como tratarem isso como uma obrigação minha, que nem mora com eles, como um golpe na minha auto-estima, mas eu vou deixar a frase "se ofenderam por eu não achar legal SEMPRE levar o lixo deles" falar por si só. Francamente. 

- acho que o principal. Comecei a falar e minha mãe lançou a primeira carta habitual, a "precisamos conversar disso agora? Estou cansada", em um assunto que ela que puxou e sem considerar o quão cansativo foi meu dia. Não seria um problema, se isso não acontecesse desde 2005. Falar o que quer e, na vez de me ouvir, ter trabalho ou ter trabalhado muito ou qualquer outra coisa. Sei que minha mãe é, de fato, uma mulher sobrecarregada. Sei que não é justo desde os doze eu me calar esperando o momento que ela não será.


Odeio desabafar da minha família nesse blog. Li um POST de, sei lá, 2008? Que me deu vergonha, eu era tão nova, tão boba. Mas minhas reinvindicações não eram injustas e eu até hoje sigo não respeitada? Eu me mudei, eu me banquei, eu passei todas as merdas sozinhas, o que mais falta? Tirar o lixo?


Amo meus pais. Lutem por vocês e lutarei por mim, claramente não estamos na mesma e não vou mais lutar para estarmos, não sozinha, não por dinheiro e não agora. Se não aos dezoito, não agora, burros os que se iludem. Posso viver de migalhas, mas cheguei até aqui com mais do que isso. Só não preciso provar. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Odeio ter os mesmos problemas da adolescência

 Eu tava até que lidando bem com a vida depois de um dia muito, muito intenso de trabalho, um fora (ainda que bem justificado) e a falta do meu remédio natural. Enfim, lidei, lidei da forma mais madura que poderia, cumpri todas minhas obrigações, não descarreguei frustrações em ninguém, recebi minha amiga e acho que consegui não ser totalmente desagradável, enfim, fiz o que pude.

E aí tive a péssima ideia de, minha amiga indo embora, passar no apartamento dos meus pais. Foi uma decisão minha, podia ter sido evitado, é o que me deixa mais brava, mas eu não sei, também, o quanto quero evitar mais. Evito esse conflito desde os doze, esperando sempre os melhores momentos (deles) para me expressar, contestar, questionar se eu devia ter passado tudo que passei, mas a burra fui eu, aos trinta buscando aprovação dos pais que, desde que tive MÍNIMA independência, me deixaram por aí. Não só por aí, sem ter para onde voltar, porque não só eu não podia falar o que passava na rua como não podia cobrar um pouco mais de, sei lá, qualquer coisa, mínima atenção, cuidado? Desde os doze eu sou vila e estou cansada, saí de casa assim que pude por isso, foi burrice pensar que o tempo e minha fase adulta haviam resolvido o problema. Hoje, com prazer anuncio, posso afirmar que o problema não está só em mim, desde a pentelha de doze anos até a adulto fudida de trinta. Eu não quero mais esse papel. Se eu precisar sair da casa que pensei ser minha para isso, ok, faço, não seria a primeira vez, né? 

Quando a dor vem pro bem

 Engraçado isso, achei que não sentiria nada porque não estava mais pronta para sentir nada, mas até que sinto. Tô até meio brava comigo mesma, como assim sinto, se não devo? Acho que, na minha idealização de trauma, pensei poder controlar os próximos, mas é pouco o controle que tenho da vida, isso é certo.


Enfim, estou meio triste, mas feliz por estar sentindo isso. Achei que estava apática e, confiro, nem tanto. Pelo visto ainda tem um coração por aqui, escondido em algum lugar, pronto para ser burro e feito de trouxa novamente.


Tô cansada de ser sozinha desde que nasci, mas a verdade é que esse é meu mundo agora, pelo menos enquanto eu precisar e escolher. Talvez um dia isso mude, ou eu permita mudar, já fico satisfeita de, doloridinho ou não, ainda enxergar coração por aqui.



terça-feira, 29 de agosto de 2023

Digerindo

 Toda segunda de terapia é aquela coisa, então quero escrever um pouco hoje sobre um negócio que Dra Cabeça falou ontem e tô digerindo. 

Eu sempre estou com as trouxinhas prontas para ir embora, estado constante de fuga, se necessário, nem sei do que fujo tanto mas acho que tem mais a ver com o estado de não-apropriação do local onde estou, provavelmente porque Curitiba foi aquela vivência de sempre lutar para me fazer presente por não ser bem-vinda. Aí hoje, aqui, também não pertenço mais ao local, então sinto que sempre busco esse ambiente imaginário que vou chamar de lar, com clima perfeito, que me caiba bem e que, principalmente, eu encontre a roda de apoio (família) que sempre busquei. 

Isso tudo de certa forma inconsciente, porque essa ideia de família que eu tenho já não é algo que busco, por exemplo. Quero encontrar a autossuficiência, sabendo que todo ser humano é coletivo e que sozinhos somos menos do que uma barata esmagada, quero estar o mais forte que eu consiga sozinha, e aí me apropriar.

Mas não é bem assim que a banda toca, diz a psicóloga, e eu acredito nela. Querer ter o controle da vida parece ser de graça, mas tem seu custo. Tenho controle de nada não, nem do que eu penso, no máximo de como eu penso sobre o que penso (desculpa a confusão, leitores imaginários). 

Tô escrevendo aqui para reconhecer que sim, estou em constante estado de fuga, pronta para ir embora e recomeçar do zero em algum lugar depois que tudo der errado no lugar que eu estou. Sempre foi assim, mas não precisa ser para sempre, vamos ver quê que eu faço com essa informação aí.

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Porrada na cara chute na costela foi dia de terapia

 Eu tava usando um app de diário para substituir o twitter na função "escrever para digerir", mas percebi que acabava nunca lendo lá novamente, ou seja, não mais refletindo sobre o que escrevo lá, então vou abandonar ele e seguir no que sempre deu certo: meu bloguin.


Então esperem épocas de textos curtos como tweets mas fora só site escroto do Elon musk. Ou talvez os textos não sejam tão curtos,vpprque aqui me sinto a vontade hahah. Enfim, falo esperem me justificando para a Lua do futuro, estou mei bêbada e costumo me justificar mesmo. Mas eu tô feliz. Tudo ainda meio que dói, mas eu tô feliz.