quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
pra gramática, caguei
Quando olhar ao
passado a observar, com os olhos de quem já viu as consequências, o
tamanho da influência de seus atos tão impensados, engolistes suas
palavras sobre ego e quebra dele, engolistes a diferença entre eu e
você; somente quando puderes ver, aí então perceberás, e verás
todas as conexões, todos os chaveamentos, padrões mentais,
socializações, verás tudo com olhos de meio, verás tudo à
verdadeira você.
Ser. Vivo. Viva.
Vida. Quebra barreira e desconstrói mentalização. Muda padrão,
muda patrão. Mudanças vem de geração pra geração, sobre isso,
qual sua ligação?
Deslinchando
palavras grotescas em um pedaço de tela -nunca o mesmo que o papel-,
revirando metáforas antigas em uma cabeça conturbada, nunca
descansada, pensando estarem todos os olhos arregalados virados para
mim, com que fim e por quê? Se meu descanso vem à custa de muitas
lágrimas e nunca, nunca, o sentimento de culpa me abandona. Com que
fim e por quê? Como saber? Falo tanto do pecado original, grudado à
mim, dentro de mim, mas com que fim? Se o fim não existe e é tudo
apenas mudança interminável, se o físico é apenas a
materialização das nossas percepções e crenças, se nada disso
precisava ser assim mas assim é porque precisa ser.
O entendimento tá
além de palavras e comunicações verbais em geral, porque o
entedimento é um frio na espinha. É a sensação do não-ilógico
que faz todo o sentido, e a percepção de sentir um quentinho bem na
altura do chackra cardíaco, bomba, bomba! Buscar na racionalidade só
vai encontrar dor e castrações de ideais.
O que é mais real?
A luz ou o reflexo? O lampejo ou a lampejoula?
Conhecer-te é ser.
Lucidez, todo dia, dia-à-dia, guerra interminável. Manter a cabeça
no lugar, que é em pé, erguida.
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Ó pátria amada
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Olá, doismiledezesete!
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe uma
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe duas
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe três
Saia despreocupado
Você pode conquistar o mundo dessa vez
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe duas
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe três
Saia despreocupado
Você pode conquistar o mundo dessa vez
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe uma
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe duas
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe três
Saia despreocupado
Faça tudo que você queria e nunca fez
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe duas
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe três
Saia despreocupado
Faça tudo que você queria e nunca fez
Pé quente, cabeça fria, numa boa
Pé quente, cabeça fria, na maior
Pé quente, cabeça fria, na total
Saia despreocupado
Mas cuidado porque existe o bem e o mal
Pé quente, cabeça fria, na maior
Pé quente, cabeça fria, na total
Saia despreocupado
Mas cuidado porque existe o bem e o mal
Pé quente, cabeça fria, numa boa
Pé quente, cabeça fria, na maior
Pé quente, cabeça fria, na total
Saia despreocupado
Mas se alguém se fizer de engraçado, meta o pau.
Pé quente, cabeça fria, na maior
Pé quente, cabeça fria, na total
Saia despreocupado
Mas se alguém se fizer de engraçado, meta o pau.
sábado, 31 de dezembro de 2016
Retrospectiva 2016: a bruxa estava solta!
O ano do tapa na
cara , sem dúvidas. Diferente de 2015, onde as coisas pareciam não
andar, esse foi um ano de começar a agir e trazer a tona um pouco
das coisas que quero fazer da minha vida. Trabalhei muito meu
emocional, mental e forma de agir, e busquei mudar padrões de
pensamentos que vi que já não estava sendo úteis.
Declarei minha
independência emocional, definindo quem está ao meu lado ou não e,
mesmo que eu ainda não tenha tomado exatamente todas as decisões
que quero fazer sobre, já é fato observado e terá boas voltas (ou
afastamentos).
Consegui me
conhecer mais, aceitar algumas coisas que, bem ou mal, sou eu, e vou
ter que aprender a lidar sobre. Foi difícil, queda atrás de queda,
mas, no final de contas
eu
ainda estou aqui
e
vocês?
Verãozão, férias,
tava passada de ano, a vida tava boa. Estávamos morando em outra
casa, e o quintal tava bombando, fauna e flora. Recebíamos visitas
de tucanos, vaga-lumes, borboletas e muitos passarinhos, e mesmo que
a casa não fosse bem o ideal, não ficamos sem ter onde ficar na
temporada. Fim do mês eu e o Iaguinho pegamos a estrada, rumo Vale
da Utopia (e Naufragados).
Fevereiro de
estrada:
Não postei em
Fevereiro, tava viajando. O Vale da Utopia é lindo demais, eu já
conhecia, mas pude ficar mais tempo e, ahh, nossa barraquinha tinha
uma vista luxuosa pra paisagem daquele lugar maravilhoso (aproveitem
enquanto podem ir, as coisas vão mudar rapidamente lá). Naufragados
também foi demais, não conhecia e fiquei bem apaixonada. O rio
cruza com o mar, e quando você fica boiando na água do rio os
peixinhos vem comer sua pele morta (não dói, faz cosquinha). A
galera mora no meio da restinga, as casas escondidas pelas árvores,
e o pessoal cedeu o quintal pra acampar, de graça. Fizemos bons
amigos aí, desses mochileiros malucos que com certeza trombaremos
novamente nos lugares mais aleatórios possíveis.
Sempre que viajamos
o Ramela, meu cãopanheiro, fica doente. Não tem o que fazermos, a
imunidade dele baixa e ele pega qualquer coisa que tiver chance.
Quando voltamos das nossas férias, ainda um tanto antes das aulas
começarem, ele estava com a fatídica e perigosa doença do
carrapato. Descobrimos bem cedo, então ele nem chegou a correr
perigo real, mas foi difícil explicar isso pra minha mente paranoica
e eu temi muito por ele. Mas a recuperação dele foi super rápida,
e tudo deu certo.
Recebemos várias
visitas nesse mês, e não sei se foi algo kármico, mas nenhuma
dessas visitas foi fácil. No decorrer do mês, recebemos o Palmito
(nosso cachorro dissimulado), e as aulas voltaram.
Como sempre, Abril é
foda. Foi tempo de aceitar e entender (processo contínuo) o que foi
meu antigo relacionamento, onde sofri muito abuso e fui abusiva, e
foi um tempo complicado, porque meu cérebro bloqueou muitas memórias
daquela época, as quais eu caía no choro quando algo me remetia e
eu lembrava, porque não são coisas exatamente leves. O Iago me
ajudou bastante nessa época, e sou grata. Além disso, mais uma vez
recorri ao aprendizado da independência emocional, me desgarrando
dos paradigmas que eu, por conformismo, ainda agarrava dos meus pais,
porque era mais fácil do que bater o pé no chão e tomar as rédeas
da minha própria vida. E foi o que eu fiz, de certa forma, porque
era eu quem tinha mesmo que fazer algo.
Maio não teve muita
coisa. Fiz meu aniversário na casa do Rô, em Q. Barras, com os
brothers de Curitiba, e foi muito legal. Voltei pra Matinhos e, dias
depois do meu aniversário, ganhei uma festa surpresa dos amigos
daqui (foi a primeira vez que conseguiram me dar uma festa surpresa
onde eu nem ao menos desconfiei do que tava acontecendo. Inclusive,
eles me enganaram MUITO bem).
É claro que, se a
vida social estava indo bem, algo tinha que estar errado, e esse algo
era a faculdade. A arte acadêmica me irrita, e a esquiziofrenia
ideológica da faculdade deveria ser estudada, é só o que digo
sobre.
Nos mudamos de casa
pra onde moramos hoje, e foi bom assinar um contratinho que resista à
temporada (onde geral fica sem casa na cidade pra alugar pros
turistas por muito mais caro a diária), numa casinha gostosa. As
meninas que moravam aqui antes são pessoas que eu admiro muito, e eu
agradeço muito a ajuda que elas nos deram.
Esse mês aqui foi
uma bosta, bora pular pro próximo.
Quase não postei em
Agosto, mas eu lembro bem dele porque aqui na cidade nós acabamos
usando muito a expressão “esse agosto é o mês do cachorro louco”
nessa época. Isso devido à várias quedas de máscaras, onde muitos
daqueles que vinham fazendo maldades pesadíssimas por aí foram
descobertos. Gente que sabíamos, gente que nem desconfiávamos, a
bruxa estava solta. Se Agosto foi um mês de prestação de contas,
sobrevivi.
Esse mês foi bem
reflexivo. Em geral, não lembro de ter acontecido muita coisa fora
do comum, pelo menos não fora da minha cabeça. Mas a família Vallenadas cresceu bastante com dois gatinhos lindos (Cafuné e Fora-Da-Lei), e upei bastante
meu char, tá valendo?
Outubro do soco na
cara e chute na pinha:
O país tá virado
na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o
país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá
virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na
merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país
tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na
merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda
ERROR ERROR ERROR
ERROR ERROR deu pane na minha cabeça. O mundo explodindo pra todos
os lados, cobranças mil, faculdade ocupada, alunos em greve, e de
repente não rolava mais ser feliz, não. Abracei a minha tristeza,
olhei pra cima, olhei pra dentro, fácil não foi. Tive ajuda e
santos fortes, principalmente. Aconteceu? Aconteceu, e pode acontecer
até mais vezes, não tem problema. Não tenho medo de tristeza,
tenho mais medo é de cólica.
Esse mês foi longo.
Aconteceu muita coisa, desde ter que acompanhar uma amiga ao hospital
(local que nós duas adoraríamos nunca precisar pisar D:), até a
fatídica ~tandaããm~ temporada, onde vizinhos novos pipocam de
todos os lados, rojões são ouvidos o tempo todo, sirenes e carros
são ouvidos o dia inteiro e essa cidadezinha linda se disfarça de
Curitiba. Meus amigos enfim estão conseguindo aos poucos conhecer
minha casa, e esse mês recebi meus pais, minha irmã e meu cunhado,
Aldo, Rodolfo, Peixe e Kinhus, Diogo e Bello (os quatro últimos
ainda na cidade, passaremos essa virada juntos, como os old times)…
Movimiento!
Com a permissão de
Oxalá e Iemanjá, encerro. Que anozinho desgraçado, hahah, mas as
coisas finalmente começaram a caminhar, eu produzi MUITO esse ano,
meu livro está cada vez e cada vez mais perto (não coloco mais
prazos pra terminá-lo, mas alegro-me em dizer que ele não está
parado, longe disso!), quebrei a cuca com muita coisa, e é ótimo.
Não tô morta, e quero aprender, vim pra isso. A superficialidade
não me basta, eu sou intensa, eu sinto, eu tô vivona, eu tô aqui!
Eu existo, mundo, viva ou morta, e esse ano foi o ano de aprender a
bater o pé, porque no próximo ano o mundo vai ter que me engolir
novamente.
O Iaguinho é uma
presença boa na minha vida, e o tanto que aprendemos juntos não
cabe no papel (metaforicamente falando, já que tô numa tela). Aos
trancos e barrancos, ficamos mais fortes, porque somos uma construção
constante. É gostoso, e sou feliz com ele. Não ligo se estaremos
juntos por muito tempo ou não, no dia-a-dia nos ajudamos legal, e tá
bom enquanto for bom.
Corto relações
com o mundo quanto à julgamentos sobre mim, sendo que neste ano
passei por muitos (embora pouquíssimos tenham sido falados
diretamente para mim, as pessoas são muito confusas). Por tempos,
isso me incomodou. Hoje, feliz e satisfeita, aceito minha consciência
limpíssima sobre o que fiz e deixei de fazer, sem necessidade de
aprovação externa para provar nada. Aprendi a apontar os dedos mais
pra dentro do que pra fora, quem quiser freiar a própria evolução
que se boicote sozinho. Cada um com sua cruz.
Não vou reclamar de
2016 (até porque tenho a sincera impressão de que 2017 será um
2016 II). Não foi exatamente o ano mais feliz da minha vida? Não.
Mas eu já não sou o que eu era, de novo e de novo e de novo. E eu
não ligo pra nada de ruim que passei, qual a novidade em passar por
coisas ruins na vida? É tudo tão pequeno, perto dos abraços
sinceros e banhos de mar, ou dos amigos de anos que vem e ficam, ou
da sinceridade das coisas que vivi. Ou daquele menino de olhar
inteligente que nem ouso descrever o tamanho do que temos.
Vem, 2017, vai
rolar. Se terá tempestade, venceremos tempestade, se terá calmaria,
guiamos o caminho, com a ajuda dos guias.
Olho vivo e faro
fino!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Oi amiguineos
Sempre tive um laço muito forte com as minhas amizades.Não perdi meus amigos de Aracaju, era SUPER grudada com meus amigos e Curitiba, e quando cheguei em Matinhos refleti muito sobre como me aproximar das pessoas sem assustá-las com essa minha necessidade de amá-las loucamente HAH
Agora que tô finalizando meu segundo ano aqui, dá pra ter uma ideia das coisas que foram conquistadas, e eu tô feliz.
O tanto que a gente se ajuda é uma coisa bem bonita de se ver, na alegria ou na doença, hahah. Sou bem agradecida por essas pessoas, puts, sem palavras do quanto.
Aqui em casa rola uma dinâmica de sempre ter gente, quase como era em Curitiba (a diferença é que agora a casa é minha mesmo), e já perdi a conta de quantas vezes as pessoas chegaram precisando de ajuda (um abraço ou ombro) ou no momento em que eu precisava de ajuda (isso que eu tenho bloqueio com pedir ajuda).
Eu sinto falta dos meus amigos em Curitiba, é claro. Insistia sempre para que eles viessem me visitar, e tentei muito ir vê-los no ano passado. Aos poucos, vou aprendendo que eu não preciso estar ali, nós somos SIM substituiveis em certo ponto, mas isso não diminui meu carinho, só aprendi a ter independência emocional, e isso é bom, pra mim e pra eles, acredito. (muitas vírgulas. Não ligo)
Nessa época do ano rola uma debandada de Matinhos. As pessoas perdem suas casas para a temporada, e boa parte volta pra seu local de origem (os que os tem). Fico aqui, de saudadinha, pensando o quanto eu gostaria que essas pessoas participassem da minha vida pra sempre.
Os que forem pra ficar, ficarão. Ai que bom.
Agora que tô finalizando meu segundo ano aqui, dá pra ter uma ideia das coisas que foram conquistadas, e eu tô feliz.
O tanto que a gente se ajuda é uma coisa bem bonita de se ver, na alegria ou na doença, hahah. Sou bem agradecida por essas pessoas, puts, sem palavras do quanto.
Aqui em casa rola uma dinâmica de sempre ter gente, quase como era em Curitiba (a diferença é que agora a casa é minha mesmo), e já perdi a conta de quantas vezes as pessoas chegaram precisando de ajuda (um abraço ou ombro) ou no momento em que eu precisava de ajuda (isso que eu tenho bloqueio com pedir ajuda).
Eu sinto falta dos meus amigos em Curitiba, é claro. Insistia sempre para que eles viessem me visitar, e tentei muito ir vê-los no ano passado. Aos poucos, vou aprendendo que eu não preciso estar ali, nós somos SIM substituiveis em certo ponto, mas isso não diminui meu carinho, só aprendi a ter independência emocional, e isso é bom, pra mim e pra eles, acredito. (muitas vírgulas. Não ligo)
Nessa época do ano rola uma debandada de Matinhos. As pessoas perdem suas casas para a temporada, e boa parte volta pra seu local de origem (os que os tem). Fico aqui, de saudadinha, pensando o quanto eu gostaria que essas pessoas participassem da minha vida pra sempre.
Os que forem pra ficar, ficarão. Ai que bom.
sol em touro
Não consigo evitar pensar que quando essa merda toda explodir eu não quero estar aqui. Quero ir pra casa, quero ir pra casa, quero ir pra casa.
Seja lá o que eu tiver que enfrentar, quero fazê-lo lá.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
a culpa é dele!
Devo confessar a vocês
rápido e de uma vez
pelo dia que há de vir
vocês leem meus poemas
todos esses meus dilemas
não se deixem confundir
se pareço depressiva
rabugenta e pessimista
que não consegue nem dormir
a verdade eu já explico
mas antes já justifico
eu mesma nem sou assim
depois de pagar muito mico
triste mesmo - eu admito-
não sou eu, só meu eu-lírico
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