quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Ter a pia (kkkkmmfff)

 Ok, hoje voltei para a terapia, finalmente achei um psicólogo que bateu um match, no sentido de que consegue ler nas entrelinhas do que falo ou deixo de falar (ei deuses, se vcs existem, obrigada por mais essa). Consigo ver um final para os traumas do passado, o que não significa perfeição, no máximo dar espaço para traumas novos, hahaha! Tô vivona!

Se por um lado é meio duro reparar o quanto de caquinho ainda tenho que juntar, por outro não é nenhuma novidade e já tive tempo para superar que vou ter que fazer isso, e, na moral, tô resgatando aquela parte de mim que não foge da briga, se adormeci por sobrevivência é por ela que acordo novamente e, por mim, tudo bem, gosto da raiva, é a tristeza que me fecha.

Mas a depressão está controlada (obrigada deuses do escitaloprinho) e, sem ela, reaprendo a controlar a ansiedade também, dessa vez sozinha real, mesmo acompanhada, só que feliz por isso, eu tenho minhas próprias guerras, são minhas porque eu aguento, toma essa panacas! (Amo vcs leitores imaginários)

domingo, 9 de janeiro de 2022

Uma promessa quebrada e uma vodka barata

 Primeira desilusão comigo mesma, já manda a tradição, quando o passado toma conta e traz todas aquelas lembrança, eu não quero viver no passado, veja bem, foram anos e anos entendendo que as marcas são lembretes, não pesos, mas até meus combinados comigo ficaram meio de lado, e já foi um tempo, e a culpa é minha, eu gosto de assumir para mim aquilo que não quero manter. Foram muitas histórias, vívidas e vividas, mais do que qualquer um poderia imaginar, porque eu falo muito, eu falo demais, mas aquilo que não falo que verdadeiramente importa, e quem aguentaria, se nem ao menos eu aguento? E por isso aguento tanta coisa, inclusive o peso de ser eu mesma, com medo mas sem amarras, pronta para os julgamentos, cansada, muito cansada.

Eu sou brava, eu sou ruim, mas sou honesta comigo mesma e, hoje, isso tem valido mais do que qualquer armadilha mental, eu me permito em um mundo de reprimidos, mas guardo em segredo absoluto o preço que isso traz, e faz parte, não estou arrependida. Mas ainda é meio solitário e que assim seja, também. Sou sozinha há tanto tempo.

sábado, 8 de janeiro de 2022

A vida em seus métodos

 Curioso que eu, que sempre acompanhada me sentia sozinha, hoje sinta tanta falta de mim. Não é que o pior já não tenha passado, eu gosto de acreditar que sim, mas agora estou precisando dar conta de tanta tanta coisa que falta tempo para mim, para desacelerar e fazer as perguntas doloridas, aquelas que quero evitar responder. Um lado meu gosta do conflito, da dúvida, da certeza de estar viva, mas o outro quer ter muito bem firme a ideia de que eu gosto de mim mesma, que tô bem com quem eu sou, e eu tenho dúvidas, porque ainda é muito difícil não me sentir uma bomba invadindo a vida das pessoas e implodindo o que elas tinham como fixo, e nem sempre da forma boa, eu dou trabalho, nem queria, mas dou. O medo fala mais alto, logo agora que aprendi que viver sem ele é não arriscar, eu gosto disso, quantas vidas nós temos? Só temo ser o problema, a teia, todos esses papéis que aceitei ter um dia, mas não quero mais carregar essas cicatrizes, esse papel de vilã, vou superar isso também, tô começando a ficar expediente (eu acho)(ou espero).

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Ah, as tradições, roda!!

Se você acha que tem pouca sorte
Se lhe preocupa a doença ou a morte
Se você sente receio do inferno
Do fogo eterno, de deus, do mal

Eu sou estrela no abismo do espaço
O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço
Onde eu tô não há bicho-papão
Eu vou sempre avante no nada infinito
Flamejando meu rock, o meu grito
Minha espada é a guitarra na mão

Se o que você quer em sua vida é só paz
Muitas doçuras, seu nome em cartaz
E fica arretado se o açúcar demora
E você chora, cê reza, cê pede, implora

Enquanto eu provo sempre o vinagre e o vinho
Eu quero é ter tentação no caminho
Pois o homem é o exercício que faz
Eu sei... sei que o mais puro gosto do mel
É apenas defeito do fel
E que a guerra é produto da paz

O que eu como a prato pleno
Bem pode ser o seu veneno
Mas como vai você saber sem tentar?

Se você acha o que eu digo fascista
Mista, simplista ou antissocialista
Eu admito, você tá na pista
Eu sou ista, eu sou ego
Eu sou ista, eu sou ego
Eu sou egoísta, eu sou
Eu sou egoísta, eu sou
Por que não?

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Aprendendo sl

 E nesse balanço louco, por cima, por baixo, entre passos e esbarros percebo que perdi, perdi o controle e a ilusão de ter, perdi a regra e a base e o fio de linha que define como uma vida deve ser, cada ato costurado, ensaiado, fixado, baseado em preços que pagamos no passado, todos nós. Eu acho que isso é estar viva, mas é fácil pensar assim também, tendência antiga, jogar tudo para o alto e recomeçar, te encontrar ou me perder, fazer o quê se eu gosto do estrago? Mas o dia seguinte tá lá e eu tenho meus cacos também, e sou o conjunto inteiro, é mais fácil ser sozinho mas bem mais divertido estar junto, só que bem, mas quem tá bem neste mundo?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

2015

 E se por anos me senti amedrontada pelo puro vislumbre de ser quem eu sou, e se por anos escolhi a auto-opressão pensando, iludida, evitar as críticas alheias, e se me omiti no sim ou no não na tentativa de me sentir mais amada 

Então preparem meu cenário, abram as cortinas, acendam as luzes, eu estou pronta, não perfeita ou invulnerável, mas viva, como de tempos em tempos eu consigo me sentir, sozinha, por mim, por quanto tempo eu dormi? As vezes acontece, me perdôo por isso e além, mas do vinagre ao vinho o paladar será meu, portanto as escolhas também 

Ah, tirei a máscara e o sol tocou meu rosto, não pela primeira vez, mas pela primeira vez em muito tempo, e, como sempre, eu gostei, porque sou filha da dança, do sol e da lua, da sombra e da luz, eu tenho um grande karma compartilhado por todo um planeta, mas vou conseguir, vou aprender a amar quem eu sou, porque sou isso e eu sei, vou fazer o quê? Aceito tudo.









terça-feira, 19 de outubro de 2021

Mesmo acompanhada, sempre sozinha (mas agora isso é bom)

 Não tente me consertar, porra, perceba a arrogância nisso. Se o estar junto justifica, não importa, porque também pago o preço de lidar com sua parte quebrada, até gosto, somos humanos e isso é bom.

Sei que tenho problemas e sei que quer me ajudar, mas não te cabe, os obstáculos vieram da minha jornada e, se é o preço a pagar, pago, acho que começo a ter orgulho do que vivi. Veja bem, errei demais, foram anos de erros, porque vivi tanto que me permiti arriscar e, no risco, as vezes a gente quebra. Mas eu preferi, porque é tão bonito, sei lá, estar vivo é tão intenso e, se melhor for viver na racionalidade e perder esse sentimentos que palavras não explicam, bom, fico aqui, no tal degrau abaixo que tantas vezes me colocaram, "menos evoluída", dizem, e eu completo "humana pra caralho", tenho ansiedade e com ela muitos medos. Sou corajosa demais.

Ando com orgulho de mim, acho que percebi que, mesmo hipócrita ou questionável, é a única possibilidade. Isso não tem a ver com abdicar da autocrítica, só não deixar que qualquer dedo apontado tenha influência, pessoas adoram apontar dedos sentadas, imóveis, na plateia. 

Por um tempo tive vergonha de escrever aqui. Exposição demais, mostrar vulnerabilidade, enfim, mil motivos. Mas eu gosto, e por isso continuo, escrever me faz bem e seria falso (me conhecendo) escrever sem mostrar, mesmo para ninguém, nada aqui está em uma gaveta, eu não estou em uma gaveta.

Eu estou sempre, sempre aqui.


E vocês?