Eu não posso ter vergonha de quem eu sou, eu sou tudo que tenho! Se eu queria mudar 90% das minhas atitudes e da minha cabeça? Lógico, só que sou eu. E eu não posso ter vergonha de quem eu sou.
Não sou alguém ruim, não machuco conscientemente, calculadamente, tem gente que faz isso ow, pensa nas maldades e manipulações que vai causar, eu não sou assim. Não costumo planejar as coisas, vou vivendo, conhecendo, e observo muito. Meu silêncio as vezes faz com que os outros me tomem por trouxa, mas costumo captar o que tá acontecendo mesmo quando fecho os olhos para não ver, é um peso também, saber, e as vezes fingir que não porque a verdade nem sempre é mais gostosa que a ilusão, só que é a verdade, ainda prefiro ela.
Não curto ser julgada, onde estiver julgamento provavelmente estarei longe, ou tentando me afastar, vocês não me conhecem, por quê diabos gostam tanto de falar? Tratam como verdade o que imaginam, com que direito? Tenho mais do que mostro e não mostro exatamente por não precisar provar nada, nada, minha verdade é imutável, tenho mil questões mas eu sei quem eu sou, e eu me amo, com meu jeito panaca e tudo. Por aí também tem gente que me ama exatamente pelo que eu sou, ainda bem, amo vocês também, e por serem diferentes de mim.
Tenho muito o que aprender, por mim mesma. Vocês não?
terça-feira, 4 de setembro de 2018
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Mês atrás
Entre passos e laços
Aos poucos me desfaço
Permitindo a desconstrução para conhecer minha base
E nessa jornada extensa
De parabenizações ou sentenças
Deixo de mim cada vez mais um pouco
Sou bicho, sou bicho solto
E não há amarras que possam me prender
Sou assim, fazer o quê?
Entre passos e laços
O soluço do não-dito
A idéia de infinito
E a louça por lavar
Aos poucos me desfaço
Permitindo a desconstrução para conhecer minha base
E nessa jornada extensa
De parabenizações ou sentenças
Deixo de mim cada vez mais um pouco
Sou bicho, sou bicho solto
E não há amarras que possam me prender
Sou assim, fazer o quê?
Entre passos e laços
O soluço do não-dito
A idéia de infinito
E a louça por lavar
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
letras
me acalmem com sua capacidade de permitir aquilo que a garganta não fala, o medo de sei lá o quê, vocês costumam vencer essa batalha - um golinho de água no deserto aos poucos se transforma em oásis - espero que as coisas estejam mudando, mundo melhorando, sintomas, parecem dois lados em cima de uma gangorra, eu queria ser cinza em um tempo de contrastes máximos, trabalho no denso ou sutil, eu já vi um potencial, quantas coisas não passei?
posso ser fraca mas o santo é forte, quando não confio em mim jogo pra eles, se estiver pelo certo sempre me ajudam, eu não sou do mundo, eu tô longe, mesmo que me atrapalhe é um fato, daqueles que não se foge, nunca tive escolha. Ainda assim, acho que escolhi.
somos potencialidades, não acho que cabemos no nosso corpo, as vezes nem me sinto em meu corpo, e isso também já me trouxe problemas por não ser certo, demonstra falta de equilíbrio.
o equilíbrio é a resposta que recebo faz tempo, mas a prática é mais complexa.
somos eternos, é nisso que acredito, embora ainda não saiba dizer se isso traz alivio ou cansaço, mas pra mim é um fato, mas um desses a aceitar.
quanto ao amor, preciso, de mim por mim, tô nessa busca, me livrar da culpa, tudo na vida é aprendizado e o melhor perdão é nunca mais repetir o erro, tento ser o melhor de mim, mas as expectativas são alheias e isso sempre me assustou, pois se nem eu lido bem com como sou, como pedir a outro universo de subjetividades?
gosto de textos não revisados, gosto da aleatoriedade, gosto de falar de mim e assim sinto não encher os ouvidos alheios, lê quem quer, não é? assim o sentimento de que sou puro ego fica mais leve, como se não fosse verdade, que besteira, aiai.
posso ser fraca mas o santo é forte, quando não confio em mim jogo pra eles, se estiver pelo certo sempre me ajudam, eu não sou do mundo, eu tô longe, mesmo que me atrapalhe é um fato, daqueles que não se foge, nunca tive escolha. Ainda assim, acho que escolhi.
somos potencialidades, não acho que cabemos no nosso corpo, as vezes nem me sinto em meu corpo, e isso também já me trouxe problemas por não ser certo, demonstra falta de equilíbrio.
o equilíbrio é a resposta que recebo faz tempo, mas a prática é mais complexa.
somos eternos, é nisso que acredito, embora ainda não saiba dizer se isso traz alivio ou cansaço, mas pra mim é um fato, mas um desses a aceitar.
quanto ao amor, preciso, de mim por mim, tô nessa busca, me livrar da culpa, tudo na vida é aprendizado e o melhor perdão é nunca mais repetir o erro, tento ser o melhor de mim, mas as expectativas são alheias e isso sempre me assustou, pois se nem eu lido bem com como sou, como pedir a outro universo de subjetividades?
gosto de textos não revisados, gosto da aleatoriedade, gosto de falar de mim e assim sinto não encher os ouvidos alheios, lê quem quer, não é? assim o sentimento de que sou puro ego fica mais leve, como se não fosse verdade, que besteira, aiai.
Rodei
A gente muda mesmo, né. Sou meio fixa em algumas concepções, e as vezes é estranho quando comparo a mim mesma com minha versão mais jovem, sem idade específica. Cresci prometendo para mim que algumas coisas não mudariam, algumas formas de ver o mundo, e ainda assim sigo me fechando na concha do caramujo, cada vez mais distantes das coisas que considerava ser "eu". Ou pelo menos dos aspectos positivos, porque os negativos continuam aqui, luta diária.
Não tô reclamando. Pode parecer que tô, mas tô só notando mesmo, e não consigo nem me culpar, sei meus obstáculos mentais e sei a causa de boa parte deles, tô trabalhando nisso e acho que da vida gosto mesmo é do processo.
Não sei se funciona pra vocês do lado de lá, mas funciona pra mim. Fazer o quê?
terça-feira, 17 de julho de 2018
momentos de títulos dramáticos: qual o problema comigo?
Entre a falta de dinheiro pra pagar psicólogo e a barreira que eu mesma pus de conseguir ir em um, sigo lidando sozinha com toda essa confusão mental que significa estar viva.
As vezes parece que eu sou uma criança aprendendo a viver, e é meio vergonhoso uma pessoa de 25 anos se sentir assim, mas vergonha é meu segundo nome mesmo. Vou mentir pra criar um personagem menos frustrante?
Eu não sei lidar com pessoas da mesma forma que eu não sei lidar comigo mesma. Sigo com a mesma sensação de que minha entrada na vida dos outros significará invariavelmente problema para os outros, e acabo concretizando por não saber fazer diferente. Acho que eu só me odeio tanto que não me desejaria para ninguém, e as auto-reflexões sobre o porquê desse ódio continuam aleatórias.
É como se eu fosse um monstro tentando deixar de ser um monstro. É como se, para ser aquilo que eu quero ser (ou para não ser aquilo que não quero ser) eu tivesse que controlar cada palavra, cada pensamento, como se em qualquer momento eu fosse deixar escapar a pessoa horrível que minha mente gosta de dizer que eu sou. É tipo ser uma farsa de mim.
É uma paranoia estranha porque, ok, eu não sou perfeita com pensamentos sempre perfeitinhos e blábláblá mas, carajo, não sou um monstro. Acho que não, pelo menos. Mas, ainda assim, nada faz ir embora a impressão de que em algum momento eu vou revelar aquilo que eu tanto tento esconder e nem sei o que é.
As vezes penso que isso foi criado em mim, consigo identificar algumas situações em que pessoas entraram na minha vida e saíram me culpando por tudo que deu errado, e eu realmente acreditei nisso por anos porque, sei lá, críticas devem ser refletidas, né? Eu tento ser uma pessoa legal, dentro do meu padrão do que é legal, e aí quando falam algo negativo ao meu respeito eu realmente quebro a cabeça tentando enxergar onde eu pisei na bola, só que isso já virou um "socorro, as pessoas não podem pensar mal de mim", e tá longe de ser o que eu tava buscando em todo esse processo. Eu não quero que as pessoas não possam pensar mal de mim, eu quero que EU não me considere um lixo.
A culpa, minhas amigas e amigos imaginários, ela é uma merda. Ela não serve pra nada. Os erros e o arrependimento ensinam, mas a culpa só atrapalha, trava. Sentir culpa por todas as besteiras que já fizemos na vida pode ser algo bem pesado, e considero diferente de simplesmente se responsabilizar. Eu tenho muitos arrependimentos, alguns já consegui inclusive me desculpar com as pessoas (que não tem obrigação de me desculpar), mas meus arrependimentos são diferentes da culpa que eu sinto, que tá mais relacionada com o que eu vou fazer de merda do que com o que eu já fiz de merda. Não faz nem sentido, pelos deuses, como viver é difícil.
Eu queria acordar um dia sem nada disso na cabeça, uma pessoa comum, e eu nem sei se pessoas comuns existem porque sou uma criança e tô descobrindo tudo agora, pelo visto.
Não quero me aturar, quero gostar de mim, caramba, não pode ser tão difícil.
sexta-feira, 13 de julho de 2018
Mas me afasto
Então chega o lado frio, aquele monstrinho que fala "tu leva confusão pra vida dos outros", "nada é simples com você", mas como ser? nenhuma vida é simples, isso não me torna especial. Nem pro bem, nem pro mal. Mas o medo persiste, me forçando fobias, como se eu fosse a pior pessoa do mundo e nem conseguisse identificar o porquê. Que inferno, fazer o quê? Algo me fez assim, na construção do meu ser, e então eu volto, volto, descontruo sonhos, reflito e recomponho, tento entender, mas só névoa, nada pelo caminho.
Posso ser uma farsa de mim, mas não conheço outro caminho e não estou pronta para respostas fáceis.
Gosto
Medo de gostar, mas gosto, fazer o quê? sou livre e posso, e é com força que os batimentos bombeiam o sangue, meu "tic-tac" particular.
Gosto com medo de gostar, por bobeiras do passado que feriram como navalhas, por paranoias criadas por uma ansiedade aguçada, por auto-boicote também, tenho muito o que aprender.
Mas é tão bonito e traz um quentinho tão gostoso, conhecer esses universos, mesmo que de passito. A gente se ajuda só por saber que existe, a gente existe.
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