quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Doismilevinteeseis

Só nos últimos cinco meses

Eu já morri umas quatro vezes

Ainda me restam três vidas pra gastar

Só nos últimos cinco meses

Eu já morri umas quatro vezes

Ainda me restam três vidas pra gastar

Era um mar vermelho

Me arrastando do quarto pro banheiro

Pupila congelada

Já não sabia mais de nada

É besta assim, esse quase morrer

Desconsertante perceber

Que as coisas são

E tudo floresce a despeito de nós

Pálido, doente

Rendido e decadente

Viver parece mesmo

Coisa de insistente

A postura combativa

Ainda tô aqui viva

Um pouco mais triste

Mas muito mais forte

Agora que eu voltei

Quero ver me aguentar

Só nos últimos cinco meses

Eu já morri umas quatro vezes

Ainda me restam três vidas pra gastar

Só nos últimos cinco meses

Eu já morri umas quatro vezes

Ainda me restam três vidas pra gastar

A caixa de sombra se abriu

Foi um maremoto atrás do outro

Ferro na jugular

Tirando tudo do lugar

Se coisa ruim faz a gente crescer

E todo esse clichê

Já nem caibo mais na casa

Não caibo mais aqui

Pálido, doente

Rendido e decadente

Viver parece mesmo

Coisa de insistente

A postura combativa

Ainda tô aqui viva

Um pouco mais triste

Mas muito mais forte

Agora que eu voltei

Quero ver me aguentar

Só nos últimos cinco meses

Eu já morri umas quatro vezes

Ainda me restam três vidas pra gastar

Só nos últimos cinco meses

Eu já morri umas quatro vezes

Ainda me restam três vidas pra gastar

Pra gastar

Pra gastar

Só três vidas pra gastar

Pra gastar

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