sábado, 7 de novembro de 2015

há de dar tudo certo

Cíclica é a vida, a anos que já reparei. As estações do ano influenciam diretamente minhas fases e seus graus de dificuldade. É isso aí, é a vida, e ela é movimento.

Sei que não escrevo aqui faz tempo. As coisas tem acontecido rápido, meu acesso a internet é raro e só terei casa fixa até o começo de Dezembro, então estou na correria. Mas eu não esqueci.

eu continuo aqui

vocês?

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

círculo confuso e turbulento

o que estiver ao lado
deve verdadeiramente querer
se a cabeça estiver longe
prefiro também assim me mantêr

sou nuvem, sempre fui
e tenho a época de ir embora
dou a sombra enquanto precisa
e vou em busca de outra aurora

largo pra não ser largada
já virou vício, padrão
o medo me trava as pernas
mas eu vôo para a imensidão

padrão
padrão
cíclico
levemente enjoativo
mas com um toque de melado


"Aleatório" ainda é a minha palavra preferida

Como sempre, justificável, muita coisa aconteceu desde o meu último contato.
Foram muitos estudos e muitas preparações, coisas que eu já sabia e estavam adormecidas na minha mente, e coisas que fui aprendendo no decorrer da minha história atual (pois já foram muitas).
Se antes havia o medo de enlouquecer, agora vem a certeza de que a insanidade se encontra em aceitar esse mundo visivelmente cheio de injustiças como o natural, ignorando que o estado em que a vida se encontra hoje está longe de ser o natural, tendo por 'natural' padrões encontrados na nossa base mais confiável: a natureza.
Como eu já desconfiava, tudo que tenho é o que sinto, e sinto o que escolho sentir. Não é tão simples, pois estamos co-existindo com seres diferentes de nós mesmos, e em situações assim não existe neutralidade, mas a empatia - também sempre soube disso - é a chave de tudo.
Ainda sinto medo da decepção, daquele meu carma maldito de que as pessoas passam por mim e vão embora sem que eu tenha passado por elas. Ainda me sinto facilmente trocável, e isso ainda me incomoda, mesmo que muito menos do que um dia foi. Outra coisa que aprendi a tempos foi ficar sozinha, o difícil mesmo é aprender a estar completa quando acompanhada. Meu ego ainda sente necessidade de lembrar a todos à minha volta que consigo ficar muito bem sozinha, obrigada, e é exatamente esse tipo de atitude minha que costuma estragar as coisas: insegurança, ainda existe muita insegurança. 
Sei que estou em um processo e que as coisas vão melhorar, como verdadeiramente tem melhorado, mas amar o mundo sempre será mais fácil do que amar à mim. Amar quem me odeia é simples, é FÁCIL de verdade, mas o amor-próprio ainda vem de colherada. Tudo bem.
A questão é que, ao menos, me sinto mais tranquila. O silêncio astral que acometeu meus últimos três, quatro anos foi embora, e me sinto novamente protegida e guiada, obrigada deuses!

Á todos seres imaginários que leem meu blog: muita paz, muito amor, muita luz. Eu posso nem conhecê-los (possivelmente), mas saibam que amo suas existências, seja lá em qual estágio elas se encontrem. NÃO DESISTAM, somos amor.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Lua e Sol em um mesmo céu

É tanta coisa acontecendo, é tanta coisa pra contar. São céus estrelados com infinitas cores e uma lua grande de dar falta de ar; são as ondas do mar que estouram de um jeito muito engraçado, se movimentando sem sair do lugar;
Meu cabelo está crescendo. Aos poucos, bem cheio. Já me acostumei (mais ou menos) com a minha cara, meu rosto, eu, eu. Foi uma luta difícil, mas curta como todas as outras que já vieram -não posso falar pelas que virão- e tão, tão reveladora.
É bom estar viva. É bom ser amiga de um cachorro, é bom poder lembrar do meu gatinho sem sentir tanta dor, é bom todo meu aprendizado, tudo que tenho vivido, o abraço de manhã, as risadas pós-almoço, aaaaaah, é tudo tão bom, é tudo tão bom.

O sol tocou meu rosto pela primeira vez, por quanto tempo eu dormi?

sexta-feira, 29 de maio de 2015

próximos

Sagacidade
rodando rodando rodando
pausa estratégica
observação
reflexão
próximo passo
decisões
decisões perigosas
um pouco de medo
adrenalina
guerra
GUERRA

vitória?

catapláu

Ciclos abertos, desconexos
e tudo que pedi enfim chegou
mas ainda tem muita guerra pra lutar
e isso eu pedi também
porque essa 'paz' é o caminho mais fácil
e minha ética é diferente da de vocês
e isso eu pedi também
ainda bem

no final, consegui
mesmo que estejamos longe do fim
o medo foi embora, quem diria?
eu nunca acreditaria se tivessem me contado
que um dia eu poderia olhar para a lua lá no alto
e poder sentir algo a mais do que vergonha

sou flor, ainda tenho espinhos
sou bicho ruim, sempre serei
mas não mais medo
nunca mais medo
e me sinto tremer diante da possibilidade
e nunca precisar mais procurar a fuga
de nunca mais precisar dos textos confusos
mas essa é uma outra história
e não pra agora

quinta-feira, 21 de maio de 2015

As bolhas sempre vem

A gente tenta, tenta se fechar
a gente tenta, tenta se proteger
mas felizmente a vida nos ensina que não somos nós quem mandamos, e mesmo quando queremos estar longe de tudo, escondidos do mundo:
as músicas voltam a ser compostas
e as tardes se enchem de risada
e o sol aparece
e dá pra entrar no mar
e o sorriso fica gravado
e aquela sensação volta
QUEM DIRIA, MARIANA LUA
você está viva de novo
mesmo tendo escolhido se fechar e apenas conseguir ficar aqui
o mundo girou de novo e a nuvem de abril foi embora
nem cabe em mim
nem caberia em ninguém
eu estou feliz como nunca estive, ainda sozinha, porém nunca sem ninguém