domingo, 15 de dezembro de 2024

Adoro esse mês acho

 Amanhã é a última terapia do ano. Acho que posso sair do armário para minha psicóloga e para mim mesma: eu não pretendo tomar decisões racionais e normais, quero pensar, refletir, calcular, e em seguida abandonar qualquer lógica para seguir o que meu coração tá mandando.

Porque, queridos, sou tipo uma princesa Disney, só que falida. Eu tenho bichos burros, eu canto, eu acredito mesmo sem dever, e eu me jogo que nem uma maluca naquilo que eu decidi ser. 

Eu nunca quis uma vida normal, e nos últimos tempos me faltou coragem para assumir o que, na adolescência, eu já tinha como certeza. Quanto mais idade, mais pressão, mas eu nasci sabendo do que quero e eu não quero desistir. Pode me faltar sorte, oportunidade ou até, meu maior medo, talento. Mas não vai me faltar a coragem, porque nasci para arriscar e eu ainda estou aqui, e vocês?

Maluca e metidinha

 A mina saiu berrando de uma casa na rua, peguei a chave de fenda - primeira coisa que vi - enfiei no bolso e sai correndo atrás, que merda é essa, naquela rua aonde todo mundo se conhece, o que estava acontecendo? 

Meu pai, sábio, bondoso o suficiente para se meter e ciente o suficiente de que eu me meteria de qualquer forma, veio também. A moça passou correndo pela gente, ainda berrando. Perguntei "você precisa de ajuda???", ela disse que não e saiu berrando, o que parece um pouco contraditório, mas eu acho que entendi. Me passou a impressão de que ela não corria perigo, que era algo mais relacionado ao emocional, como flagrar uma traição, se decepcionar de alguma forma e sofrer muito por aquilo, mas, felizmente, nada que justificasse a ferramenta no meu bolso, que não seria usada, eu sei, mas que me sinto mais segura carregando, por ser uma metidinha de 1 metro e 50 que não pede permissão pro mundo para se intrometer. E se essa moça corresse perigo real, não correria sozinha. A verdade é que, certa ou errada, eu vou me meter, ao menos até ver que a mulher em questão chegará viva em casa. Para o desespero dos meus pais...

sábado, 14 de dezembro de 2024

Sonhos literais e sonhos metafóricos

 Uma coisa que aconteceu esse ano e que, desde a adolescência, eu não era agraciada: boto a cabecinha no travesseiro e, quando durmo, vivo várias aventuras, hahaha. É gostoso, porque posso vivenciar coisas que nunca farei, e tem sido interessante porque agora cada sonho se complementa, se aprendo algo em um, mantenho nos próximos. Em algum momento reaprendi a voar, o que fazia muito tempo que eu tentava sem conseguir (na adolescência conseguia, então sabia ser possível). Depois que reaprendi, aprendi outra técnica de voo (risos) e tô tentando ficar cada vez mais rápida. 

Aí resolvi ter poderes de fogo para sempre que aparecer algum bichão assustador eu parar de fugir e passar a enfrentar. Funcionou, mas recentemente também tenho poder de raio porque acho mais rápido e divertido. 

Basicamente virei uma personagem muito apelona de história em quadrinhos. Aceito e desejo continuar, tô me divertindo horrores. 

Ainda voltei a visitar os cenários fictícios fixos e, melhor ainda, conhecer uns novos que são no mínimo engraçados (ontem eu atravessei o São Francisco e cheguei na Rússia, mas uma Rússia bem mais quente, meio que quando eu era criança e botava reinos com nome de cidades nos meus livros e acabava falando das belas praias do reino de Curitiba). Enfim, passei os últimos dias doente de uma besteira que comi e ter sonhos divertidos quando durmo ajuda bastante. 

Sobre o outro sentido da palavra sonho.

Uma coisa que aconteceu esse ano e que, desde a adolescência, eu não era agraciada: voltei a sonhar, no sentido de criar metas e ambições muito maiores do que vejo hoje, mas acreditando que posso. De jeito ingênuo, talvez? Não importa muito, acho que voltar a acreditar é bom e um ótimo primeiro passo. Eu tenho grandes planos para 2025 em diante. Eu quero terminar o trabalho do livro e, a partir daí, meter um louco. Depois do casamento da Manu já quero voltar pelo Rio, ver meus tios e primos, ver Vitor, ver os amigos e passar calor naquele forno lindo. Quero viajar mais pelo Nordeste, conhecer uns lugares novos, ver gente. Também quero voltar a atuar. Fazer esportes. Escrever que nem uma maluca. Começar a desenvolver projetos. Eu quero MUITO viajar para o Japão e, além de tudo que quero fazer lá, meu objetivo principal é tirar uma foto com cada estátua de Mugiwara. Eu quero acreditar em mim que nem, sei lá, a Melody. Eu quero querer coisas e ir atrás delas.

Fico um pouco nervosa porque, da última vez que prometi para mim que viveria mais (saindo da fobia social na base do ódio), veio uma pandemia. Mas também quero ser menos neurótica. NÃO É UM DESAFIO, UNIVERSO! 


domingo, 8 de dezembro de 2024

Dezembros

 Sou uma pessoa de rituais, num nível saudável? Acho que sim, nada que me atrapalhe. Gosto de fazer minha retrospectiva aqui. Gosto de escolher uma música para o próximo ano. Gosto que dezembro traga em mim um sentimento que os outros meses não trazem (mesmo que isso seja meio ridículo, no fim das contas). Mas sou eu, e eu gosto de ser eu. Nem sempre, mas cada vez mais.

A culpa é não é minha quando dezembro traz um monte de eventos inesperado e divertido, além dos previsíveis natal e ano novo. A culpa é minha que bebo e fumo muito tabaco sempre e aumente nessas situações. São coisas que quero mudar e que, racionalmente sei, poderia mudar agora. Mas agora é dezembro e é tempo de colher e refletir, eu gosto dessa parte minha também.

No próximo ano quero ser mais saudável. Quero ter um hobbie com rotina e fora de casa. Quero viajar, ousar em sonhar conhecer o Japão na prática, não só em ideia. Talvez eu aprenda a surfar ou volte para o teatro (esse último é mais provável). Talvez eu escreva mais, porque eu gostaria muito disso. 

Não sei o que vai acontecer em relação ao meu tratamento ou medicações, mas são doze meses para achar um psiquiatre que sintonize. Eu achei uma psicóloga que eu consiga me abrir, afinal. E é mérito dela, como uma especialista em ostras que soube abrir a concha e manter a ostra viva (eu gosto de metáforas, boas ou ruins, superem).

Essa ainda não é minha retrospectiva. Minha irmã caçula vai voltar, minha irmã mais velha vai chegar logo depois com meus sobrinhos, eu pretendo ligar para minha irmã mais velha algumas vezes esse mês. Eu não sei muito bem o que significa família, até hoje. Sempre foi uma grande busca. Mas eu tô aprendendo a gostar da minha como ela é, e me descobrir nisso também, exatamente como eu sou. Meu núcleo próximo geograficamente tem me conhecido e aceitado, é só o que posso pedir.

E em tudo isso ainda tem o livro, não o meu, o da minha querida chefinha, haha. Foi uma das coisas mais positivas que recebi esse ano, embora sinta certa culpa por não ter avançado no tempo que eu gostaria e estimulei. Mas o ano não acabou, eu estou conseguindo manter certa rotina, e é um projeto que eu me sinto tão grata, quero tanto fazer da melhor forma. Me sinto grata pela confiança e pela oportunidade de poder receber para fazer aquilo que mais gosto, que é escrever histórias ficcionais, minhas ou não, mas algo que as pessoas leiam e simplesmente gostem. Eu amo escrever. 

Acho que amo atuar também embora esteja por fora. Próximo ano vou pensar mais nisso, embora minha admirável psicóloga tenha passado o ano inteiro me falando a mesma coisa, a bichinha hahah. Essa é outra que eu que financeiramente me foda, próximo ano vou dar um aumento, ela simplesmente merece muito (e nunca cobrou, o que não significa que eu não sei que ela mereça).

E, para finalizar, minha mãe. Minha mãe que, no dia 2 desse ano, nos informou um câncer. Em seguida descobriu mais um. No último mês descobriu o terceiro. E segue sendo irritantemente (com todo o respeito, mãe, te amo) forte quanto tudo isso. E o mais indignante é que eu conheço a coroa o suficiente para saber que é honesto, ela simplesmente vai aproveitar a vida dela da melhor forma, e, se depender dela, essa vida vai longe. Isso, lógico, não é uma reclamação. Sou feliz que minha mãe encontre a felicidade, é apenas surpreendente como ela sempre foi. E a bicha é teimosa, graças aos deuses. 

A ideia de morar próxima dos meus pais não é mais terrível, e minha mãe assume a participação do câncer nisso. Ela saberia explicar melhor do que eu, e por isso incentivo o livro que ela diz que fará, mas ela vivia no automático há anos e nenhum aviso funcionou. O câncer não é uma punição, jamais verei assim. Mas, como tudo nessa vida, ele pode ensinar algo. E minha mãe resolveu fazer o melhor que podia com isso. Quando chamo de irritante, brincando, é porque quase parece fácil. Todos sabemos que não é, e, como eu disse, ela não está fingindo. Ela simplesmente conseguiu, atingiu o tal aqui e agora, não sempre, mas na maioria das vezes. Eu fico orgulhosa e admirada, e espero que um dia ela possa simplesmente relaxar, sem nenhuma nuvem de câncer pairando tão perigosamente. O caso dela não tem cura, mas tem remissão, e remissão é bom o suficiente. Mas, o mais importante e o motivo de eu ter falado tanto nisso: minha mãe tá vivendo legal, e isso me traz tranquilidade. Tenho uma mãe com três cânceres e só tenho a agradecer o estado de saúde dela, que anda, faz pinturas no seu muro, viaja, vive tudo que tem vontade e consegue fazer. Ela é impressionante e se um dia eu for 1/4 disso ficarei feliz.

Minha relação com meu pai também se estreitou esse ano. Morar perto dele como uma adulta tem sido bom, e tenho visto várias tentativas dele em se aproximar, de forma que hoje ficou muito mais fácil. Sinto que estamos mais próximos e, hoje, podemos falar de assuntos que antes eram tabu, mas sempre quis saber, como a relação dele com a própria família, ou tudo que viveu. Eu não quero pais de mentira, de idealização, eu quero conhecer meus pais como são, e quanto mais conheço, mais eu gosto. Mesmo que eles me irritem às vezes, o que nunca neguei. Mas hoje eu me posiciono, sem briga, só falando o que sinto, eu aprendi também, e no geral dá certo. Sou feliz por ter eles.

Acho que vou terminar esse texto grande e despretensioso, hahah. Sempre tenho problema com a parte da conclusão, vide meu livro (o meu mesmo). Mas, olha, é a conclusão de um ano e eu me sinto pronta para isso. Podemos considerar evolução, certo?

No próximo ano vou para Curitiba no fim de janeiro. Não sei como vou me sentir lá. Vou gostar de presenciar o amor da Manu e do Otávio, ou rever a Ananda, que a cada vez eu gosto mais, resolver tudo que tenho por lá, sei lá, não é uma preocupação, é mais uma expectativa, uma ansiedade positiva. Eu moro aqui e tô feliz aqui, lá vai ser mais um lugar onde vou ver quem amo. 


Para finalizar, BORA FLU, passamos susto esse ano, mas se não for sofrido não é Fluminense e, chorem rivais, não foi dessa vez.

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Coisas que fiz, mas só uma vez v.1

 - Apliquei um piercing no nariz de um amigo no meio do terceiro andar do DCE (o andar das festas)

- Tatuei o kanji de ovo (tamago) no meu ex namorado e só agora tô aprendendo a fazer ele pelo Duolingo 

- furei um piercing em mim mesma (boca)

- saltei da ponte Aracaju - Barra (bungee jump)

- deitei na neve com um cão desconhecido enquanto assistia a lua cheia

- fui pro Beto carreiro com a escola

- posei para capa de uma revista (criança, simulando trabalho infantil oO)

- desmaiei e vomitei dentro de uma igreja 

- Andei de ambulância (Manu caindo de bicicleta, taí algo que posso viver sem passar de novo kkkkk)

- viajei para o Uruguai tendo apenas carona, três reais, malabares e muita tirinha impressa para vender

- só namorei uma vez sem morar com a pessoa (credo credo credo)(curiosamente foi meu relacionamento mais bosta)

- comi um livro que tinha páginas feitas de chiclete (era dos rugrats)

- comi papel em uma peça de teatro (Macabéa...)

- tive um Furby e até hoje sinto falta dele 

- fui doula de gata (duas vezes, mas a caligine pariu sete no meu COLO)

Continua (quando eu quiser)


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Bolhinhas

 Novembro é sempre tão cheio, né? Milhões de aniversários, muitas visitas, socialização... eu não estou reclamando, mas não estou conseguindo focar tanto no trabalho que mais gosto e isso me incomoda, não dá para levar uma vida de herdeira sem ser herdeira e tal. 

Mas, na parte da socialização, tem sido bom. Tô conseguindo me mostrar para as pessoas que antes eu tinha medo, me sinto recebendo carinho de muitos lados, eu não diria que perdi meu medo da humanidade, mas melhorei em relação aos humanos que eu gosto, hahah. E to reaprendendo a gostar dos outros (consequentemente, de mim). 

Sinto que tô me abrindo. Bem aos pouquinhos, que é meio que meu tipinho mesmo, mas tô. Só preciso sobreviver o ritmo de fim de ano, haha. E terminar meus compromissos profissionais, céus!!!

sábado, 16 de novembro de 2024

Movimento!!!

 Eu tô tão cansaaaada, mas acho que preciso registrar um tanto dos últimos tempos.

Não vou em ordem cronológica, mas o fim de outubro costuma apertar um botão vermelho que acelera o tempo e inicia os festejos.

E eu conheço muito aniversariante de fim de ano jshdjsh além de praticamente todo meu núcleo familiar de infância, as pessoas que tenho me reaproximado também festejam por agora. Eu não posso reclamar, são coisas boas, eventos legais, mas eu tô tão cansada, hahaha. Tudo bem, na próxima semana só tenho um evento presencial (aniversário do meu pai que, a cada dia, é mais querido). Também tem o aniversário de Lu, mas aí é virtualmente e, no momento, mais fácil de lidar.

Nessa semana recebi a Manu, minha comadre hahaha é sempre tão gostoso ver ela, tipo lembrar que existem laços que não se quebram com o tempo ou a distância. É legal ter mais exemplos disso, e ela sempre me mima muito, a Manu, eu nem mereço hahaha. Ela é uma amiga muito especial e fico feliz em ver ela com a minha família, porque sinto que ela faz parte disso. Foi muito legal mesmo. 

Eu sempre fui meio acostumada com a distância, mas, volta e meia, bate uma necessidade de ver as pessoas de frente, lembrar besteiras delas como toques nervosos, trejeitos, sei lá, qualquer besteira. É muito bom estar perto de quem a gente gosta. 

Pensando nisso, no próximo ano talvez eu ganhe uma chance de viajar mais, quero aproveitar para ver as pessoas que tenho saudades de ver de perto, ver a Quel, alguns familiares, amigos espalhados (quero convencer uns a colar aqui, com foco em Pedrinho, Amanda e Anandinha), enfim, viver as coisas no mundo real, não virtual. Eu sei que não é sempre que rola, mas acho que posso me planejar mais para isso no futuro. O ano tá acabando e eu não sei o que o futuro aguarda. Tem muita coisa que pode acontecer.

Mas algumas coisas estão certas. Eu vou para Curitiba no fim de janeiro, vou ser madrinha da minha amiga muito amada, vou rever gente, dar um confere nas minhas irmãs, matar a saudade e voltar para cá, para minha casinha que amo cada vez mais. Sou muito doida por esse estado, sei que eu estaria aqui com ou sem a família (porque fui a primeira a voltar), mas também é gostoso ter o pessoal por perto. Acho que a gente tá mais honesto.

Bom, mais um textinho desconexo para minha versão futura. Acho que, cansada ou não, a vida está boa e eu vejo possibilidades de melhorar. 

Músicas que 'aprendi' no teclado até agora:

Binks no sake

Tema de donkey Kong 1

Peixe vivo

Cai cai balão 

Música triste do Naruto 

Lavender town