Acordei me perguntando se você está comigo porque quer estar comigo ou estar com alguém. Gosto de teorizar a resposta, mas entre minha teoria e sua mente há um espaço desconhecido para mim.
Não seria a primeira vez que passo por isso, alguém vivendo a ilusão de que sou tudo aquilo que queria até acordar e ver a mim, uma pessoa quase que comum, com mais problemas do que gostaria e que tenta vencer a vida no não desistir.
Sei lá. Eu aprendi a ser sozinha, estar com alguém é escolha, não necessidade. Antes eu aceitava qualquer um que, por ventura, demonstrasse o mínimo de interesse em estar comigo, quase que agradecendo por migalhas de amor, como se eu nem merecesse. Hoje eu me amo um pouco mais, não preciso mais de migalhas (também não me vejo vivendo isso), quero alguém que esteja comigo por querer estar. Mais uma vez, quero acreditar nisso. Mais uma vez, a dúvida bate, soma, multiplica, recebe silêncio em vez de respostas.
Não estou brava com nada, nem acho que ninguém esteja em débito comigo. Só que me sinto em débito comigo, como se não estivesse querendo ver aquilo que está simplesmente ao alcance dos meus olhos. Sou amada ou aturada? Sou desejada ou apenas disponível? Fico nessa, sem as respostas que gostaria, vendo nos olhos o que a boca cala.
Em tempo do texto deprê, a democracia brasileira ontem mostrou que não deita para ninguém, de Trump à Big Techs. Viva Lula, viva a esquerda, viva o povo!!!