Já entendi que sou meio oito/oitenta, mas, pela primeira vez, acho que não quero lutar contra isso. Se sou intensa e, com a mesma força, tudo pode quebrar, não vou mais lutar pelo caminho do meio, onde espero os outros estarem bem para conseguirem me substituir. Veja bem, o que quebrou não foi de agora, mas parece ser ilusão pensar que dá pra consertar o que foi dito. Eu me fechei, achei que tinha encontrado um lugar seguro e não, pois não existem lugares seguros fora de mim (ou será que sim?). Se não se trata de heróis ou vilões, então tudo bem ter ouvido tudo que ouvi, desde que também esteja tudo bem caso eu realmente resolva partir, pode acontecer, é provável, perdi um lugar seguro e não entendo porque sigo aqui, esperando que entenda que carência não é amor, sabendo não estar sendo amada, não da forma que pensa, e continuando aí. Fui chamada de tanta coisa, carreguei tanto peso que acaba ficando difícil não falar mais de você do que de mim em minhas sessões, eu acho que é hora de ir, acho desde que disse a primeira vez, mas também queria acreditar que ainda existia algo aqui, emocional, não racional, algo além da dependência que percebo sumir quando outras pessoas aparecem, de novo ressalto, não me agrada a dependência, mas em sua carência ela volta e eu, como um step, novamente recebo esse papel de estar ali pra ti se outros não tiverem. Mas continuo aqui, conversando com meu blog, porque ele nunca jogou na minha cara as merdas que eu já fiz.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022
quinta-feira, 27 de janeiro de 2022
Lembretes
Ninguém é especial ou insubstituível, nem eu, e ok. Ninguém vai gostar apenas de mim, nem deve ser assim, e ok. Não existe hierarquia emocional, gostar de alguém não diminui o sentimento por outro alguém, se isso não acontece comigo não precisa acontecer com os outros. Talvez as pessoas me troquem, relações acabam, acontece e não precisa ter um culpado, nem a outra pessoa, nem eu ou minhas atitudes. Eu não gosto de mentira, mas existem coisas que eu não preciso saber, é a vida dos outros, e também não preciso contar tudo da minha vida. Eu sou quebrada, mas não preciso me sentir menos importante, aprendi a viver sozinha, mesmo que goste de pessoas. Me fecho, não nego, abro se conseguir, talvez nunca consiga, me arrisco, isso sou eu, mas gosto de saber onde piso. Ninguém faz favor ao ficar comigo, ao contrário, ficar só é mais fácil e minhas relações são eternas, eu fico sozinha apenas se quero (e as vezes quero). Eu sou difícil. Eu SOU difícil e, pior, nem ligo, ature quem puder. Eu vejo tudo, inclusive o que pensam que não, mas sou experd em me fazer de tonta, aproveitando que vocês caem. É conveniente pra mim, um teste pessoal que gosto de fazer, segurança também, o quanto posso contar com alguém, o quanto pensa que eu não sei, o quanto se aproveita disso. Desconfiada, sempre, forjada assim. Ciumenta, embora odeie cada segundo. Insegura, só as vezes, quando a depressão dá as caras, mas não tenho mais medo dela, já vi o fundo do poço aquele dia e, em algum momento, vou me perdoar por isso, por saber que não sou mais refém da minha maior fraqueza. Estou viva e bem comigo, não sou tapa buraco, de tapada só tenho a cara, eu tenho muito a dizer e nada, nada me cala. Fique ao meu lado quem quiser, me sinto pronta para deixá-los partir.
domingo, 23 de janeiro de 2022
Transmutação
Eu não sei o que aconteceu ou como aconteceu, sei que mudou, embora não entenda bem para onde, sei que precisava falar, porque o não-dito me sufoca e, embora agora mais familiarizada com as crises de ansiedade, não quero mais alimenta-las.
Vou dizer para vocês, não foi só bom, foi tão bom quanto poderia ser, do começo ao fim, talvez por isso doa tanto constatar que, novamente, nem sempre é possível consertar as coisas, não imediatamente, não das formas menos dolorosas.
Meus olhos seguem ardendo e eu nem ligo, temos tanta coisa para viver, todos nós, vou sentir cada segundo de falta, mas farei com a consciência de que o pra sempre, mesmo que mude, ainda existe. Eu só agradeço.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
Argh
O problema é que você precisa de uma heroína, até pior, merece uma, enquanto a carapuça de vilã sempre me coube muito bem, não é que eu aceite, que seria um caminho fácil também, mas eu observo e, com isso, vejo quanto mal eu causo. Esse não é um texto vitimista, me responsabilizo por todas as minhas ações, incluindo as irresponsáveis ou egoístas, mas, sendo mulher, também fui ensinada desde muito cedo a não me colocar em primeiro lugar, difícil tirar essa sensação de que eu não estaria me sentindo tão presa e questionada se eu fosse um homem. Mas sei lá, homem não sou e "e se" não existe, só existe eu, minhas ações e suas consequências.
Quanto tempo aguento fingindo que consigo administrar (ou consertar) tudo isso? Quão disposta eu tô a ceder em um momento que finalmente acordei para mim? E, principalmente, quê que eu faço da minha vida?
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
Para um mundo
Se em suas expectativas existe uma caixinha onde pensa que eu, tão pequena, caibo, sinto muito, não me limito nem em mim mesma, sou mutável, graças a mim, aqui estou, nua e crua, mas verdadeira, principalmente comigo e mesmo nas respostas que tenho medo de me dar. Ah, não vou pedir socorro, vou entrar de cabeça em mim, sem medo do que vou encontrar, cansada de me importar tanto. Quero não ter que me justificar mais do que o necessário, ou me divertir sem culpa, ao menos reaprender a me divertir já vai bem, não sei por quanto tempo esse momento vai durar, mas estarei aqui para aproveitar, eu sou isso também, dentre tantas coisas não é essa a parte que eu quero mudar em mim, não serão as caixinhas que me limitarão (eu espero).
sábado, 15 de janeiro de 2022
Argh
Eu só não tô bem, e quem tá bem, também? A gente tenta se ajudar na medida do possível mas estamos todos, todos sozinhos, não precisava ser um problema, mas se tornou, pelo menos é o que noto, porque estive sozinha por tanto tempo que, ah, cansa esperar quem entenda, e ninguém o fará, a não ser o reflexo do espelho e olha lá, olhe lá. Não tenho vergonha do choro, fraqueza apenas em um mundo de homens, eu não ligo para as regras dos homens, mas quão difícil é viver em um mundo feito para eles, ao menos quando não se é um?
Eu não tô sozinha, eu tenho gente, mas eu tô tão tão quebrada que é difícil me permitir arrastar mais gente para isso
quinta-feira, 13 de janeiro de 2022
Ter a pia (kkkkmmfff)
Ok, hoje voltei para a terapia, finalmente achei um psicólogo que bateu um match, no sentido de que consegue ler nas entrelinhas do que falo ou deixo de falar (ei deuses, se vcs existem, obrigada por mais essa). Consigo ver um final para os traumas do passado, o que não significa perfeição, no máximo dar espaço para traumas novos, hahaha! Tô vivona!
Se por um lado é meio duro reparar o quanto de caquinho ainda tenho que juntar, por outro não é nenhuma novidade e já tive tempo para superar que vou ter que fazer isso, e, na moral, tô resgatando aquela parte de mim que não foge da briga, se adormeci por sobrevivência é por ela que acordo novamente e, por mim, tudo bem, gosto da raiva, é a tristeza que me fecha.
Mas a depressão está controlada (obrigada deuses do escitaloprinho) e, sem ela, reaprendo a controlar a ansiedade também, dessa vez sozinha real, mesmo acompanhada, só que feliz por isso, eu tenho minhas próprias guerras, são minhas porque eu aguento, toma essa panacas! (Amo vcs leitores imaginários)