quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Mais valetes né

 Vou me honrar porque tô decidida. Não me implorar, pois não preciso e tô cansada. Um pouco brava também, para variar comigo, mas sei que isso vai passar logo porque é coisa do momento, do ego abalado, e eu não preciso disso, não agora. Cansaço é a palavra-chave.

Um dia talvez eu encontre o que tô procurando, um dia não. Só não vou me modificar mais para caber no lugar de ninguém, quero ser vista de verdade, amada de verdade, o raso não me atrai, pode até consolar por um momento, mas não é o suficiente para mim. Até queria que fosse. 

O ponto é, vou me honrar e tô decidida.

Duvidou de nós

 Tô sozinha de novo. Sem mágoa ou raiva, só agradecimento e um pouco de medo pelo futuro, mas um medo até que bem resolvido, pelo menos por agora. Eu ainda estou aqui. Percebo com mais clareza o que busco, ser vista não devia ser tão difícil, mas é, talvez não para todos mas para todos que encontrei. Tudo bem, que não é culpa de ninguém, mas o que faço com essa informação? Me basto, cansada como sempre, ou alimento a esperança de que um dia chegará alguém que não vá me ver como um peso a carregar? Com medo ou sem medo, por enquanto eu tô bem, ciente do que já sobrevivi, sei que a vida não pode esperar. Até amanhã. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

A criança e o monstro

 Os dois vêm quando eu me vou, quando me perco na flutuação, sou sozinha, eles irmãos, mas tão sozinhos quanto eu. A criança chora, bom, chorar é uma palavra leve, está lançada ao chão, batendo pernas e mãos, berrando sem parar. O monstro olha com desprezo, sem se deixar abalar, nada te toca ou aflige, ele é forte, não se preocupa com mais ninguém. E tem eu, flutuando em algum lugar por ali, sem controle de nada, ou pensando assim por ser mais fácil, talvez um dia eu fosse entender. Mas não hoje. O monstro aponta para mim, para minha posição vexatória e sem controle, as pernas abertas e os braços tortos, e ri. Aponta e ri. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Ainda tento

 Hoje, só hoje, queria o eu pré-remédio, ansioso, apático, severo, porém com espaço para criar. Queria jorrar intensidade, me esbaldar na minha mente, na insanidade afundar, mas sentir 100%, tal qual como era criança, sem nada banalizar, sem a vida repetir ou a rotina enjoar. Eu só queria lembrar, mas com isso vem o ônus e de crises estou cheia, então vou seguir torcendo e esperando desmamar, eu chego lá, diz a lenda que chego lá. 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Eu não disputo com ninguém

 Pensei em escrever que está tudo bem, porque de fato está. Pensei em registrar que, embora eu saiba que amanhã pode ser diferente, agora eu estou bem. Vários fatores influenciam, mas eu gosto do momento de agora e, para variar um pouco, não estou aguardando nenhuma bomba acontecer. Pode vir, deve vir, porque a vida é assim, mas eu não tô esperando porque isso, no fim, nunca me levou a nada.

Às vezes me pego paranoica, mas consigo ao menos identificar e isso me blinda, quer dizer, é simplesmente menos provável que as farpas alheias se direcionem para mim, não tenho essa importância e, se tiver, sou tapada demais para participar de joguinhos, eu não os entendo e prefiro continuar assim, gosto do dito, mesmo que por demais e desde que assumido. 

Também sinto menos culpa, sinto até menos culpa em sentir menos culpa (risos desesperados). Não quero pisar em ninguém, não quero que pisem em mim, acho que a única conexão entre os dois fatores é a comunicação e o autoconhecimento (não necessariamente nessa ordem), é o que busco, por mim. Não estou em nenhum tipo de disputa externa porque minhas disputas internas estão simplesmente me dando um cacete, e é melhor que seja assim.

Hoje, agora, nesse momentinho, tô me sentindo meio em paz. Ihu!

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Suspiro

 Entender meu papel na minha própria vv vida, entender o que está ao meu alcance ou não, focar naquilo que eu realmente posso fazer e continuar

terça-feira, 19 de julho de 2022

blábláblá aleatório

Fui dar um pulo na praia, levar o cachorro passear, pensei algo e vou escrever, certo ou errado, deixo para a análise de mim mesma no futuro, vambora. Pensei não ser tão forte quanto penso, algo que puxa minha ansiedade em um dos maiores gatilhos, o da falha e, pior, da falha quando não se pode falhar. 

Só que, refletindo, como uma pessoa que lembra muito da própria infância, essa fragilidade sempre acompanhou, esse medo. Minha mãe diz que, quando eu era pequena, ela em alguma situação soltou um "não sou perfeita" e eu suspirei fundo de imediato, e de alivio, "que bom, então também não preciso ser". Mas tentei, e tentei arduamente, não exatamente por um padrão social que eu precisasse seguir, mas por uma meta própria e particular de valores que eu queria manter. Não com essas palavras, pensava nisso desde criança, "nunca vou fazer isso, não acho certo", "sempre vou agir assim, é o que acredito", tudo bem engessado, mas dentro das minhas próprias normas. 

E aí falhei, é lógico, como qualquer um falha, não porque eu sou fraca, mas porque aquilo que eu considerava força, ou seja, ignorar o mundo e agir com minhas próprias convicções, nunca quebrar, ser 100% auto-suficiente, etc, na verdade era uma frágil máscara que me revelou o que de forma alguma eu queria ver: somos fracos, se sozinhos. Se considerar forte por aguentar tudo só era apenas mais uma das máscaras para admitir que o que eu odiava era exatamente estar sozinha. Mesmo acompanhada. Eu não estava me tornando mais forte, eu estava aumentando o peso da máscara. Mas que merda.

Meu objetivo, com isso, não é pôr o peso de tudo em outra pessoa. Mas, talvez, dividir com várias pessoas não seja má ideia, afinal. Mesmo com tanta pressão, não escondo de ninguém que, surpresa, tenho vulnerabilidades. Não tenho como esconder, esconder cansa e eu não quero mais me sentir assim, eu quero ser como eu sou, gostem os outros ou não, e não quero ser tão rígida comigo sobre falhar com minhas morais, isso porque eu quero lutar contra minhas falhas, não se trata de fingir que elas não existem, pelo contrário, mas quero fazer isso por mim, não para ser aceita ou ter uma ideia de "ser amada".

Eu gosto de mim e acho que todo mundo devia gostar de si. A maioria de nós não é tão ruim quanto pensa, me agrada  pensar que grande parte tá fazendo o melhor que pode. Vou fazer o meu, que é o que posso também.