quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Ainda tento

 Hoje, só hoje, queria o eu pré-remédio, ansioso, apático, severo, porém com espaço para criar. Queria jorrar intensidade, me esbaldar na minha mente, na insanidade afundar, mas sentir 100%, tal qual como era criança, sem nada banalizar, sem a vida repetir ou a rotina enjoar. Eu só queria lembrar, mas com isso vem o ônus e de crises estou cheia, então vou seguir torcendo e esperando desmamar, eu chego lá, diz a lenda que chego lá. 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Eu não disputo com ninguém

 Pensei em escrever que está tudo bem, porque de fato está. Pensei em registrar que, embora eu saiba que amanhã pode ser diferente, agora eu estou bem. Vários fatores influenciam, mas eu gosto do momento de agora e, para variar um pouco, não estou aguardando nenhuma bomba acontecer. Pode vir, deve vir, porque a vida é assim, mas eu não tô esperando porque isso, no fim, nunca me levou a nada.

Às vezes me pego paranoica, mas consigo ao menos identificar e isso me blinda, quer dizer, é simplesmente menos provável que as farpas alheias se direcionem para mim, não tenho essa importância e, se tiver, sou tapada demais para participar de joguinhos, eu não os entendo e prefiro continuar assim, gosto do dito, mesmo que por demais e desde que assumido. 

Também sinto menos culpa, sinto até menos culpa em sentir menos culpa (risos desesperados). Não quero pisar em ninguém, não quero que pisem em mim, acho que a única conexão entre os dois fatores é a comunicação e o autoconhecimento (não necessariamente nessa ordem), é o que busco, por mim. Não estou em nenhum tipo de disputa externa porque minhas disputas internas estão simplesmente me dando um cacete, e é melhor que seja assim.

Hoje, agora, nesse momentinho, tô me sentindo meio em paz. Ihu!

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Suspiro

 Entender meu papel na minha própria vv vida, entender o que está ao meu alcance ou não, focar naquilo que eu realmente posso fazer e continuar

terça-feira, 19 de julho de 2022

blábláblá aleatório

Fui dar um pulo na praia, levar o cachorro passear, pensei algo e vou escrever, certo ou errado, deixo para a análise de mim mesma no futuro, vambora. Pensei não ser tão forte quanto penso, algo que puxa minha ansiedade em um dos maiores gatilhos, o da falha e, pior, da falha quando não se pode falhar. 

Só que, refletindo, como uma pessoa que lembra muito da própria infância, essa fragilidade sempre acompanhou, esse medo. Minha mãe diz que, quando eu era pequena, ela em alguma situação soltou um "não sou perfeita" e eu suspirei fundo de imediato, e de alivio, "que bom, então também não preciso ser". Mas tentei, e tentei arduamente, não exatamente por um padrão social que eu precisasse seguir, mas por uma meta própria e particular de valores que eu queria manter. Não com essas palavras, pensava nisso desde criança, "nunca vou fazer isso, não acho certo", "sempre vou agir assim, é o que acredito", tudo bem engessado, mas dentro das minhas próprias normas. 

E aí falhei, é lógico, como qualquer um falha, não porque eu sou fraca, mas porque aquilo que eu considerava força, ou seja, ignorar o mundo e agir com minhas próprias convicções, nunca quebrar, ser 100% auto-suficiente, etc, na verdade era uma frágil máscara que me revelou o que de forma alguma eu queria ver: somos fracos, se sozinhos. Se considerar forte por aguentar tudo só era apenas mais uma das máscaras para admitir que o que eu odiava era exatamente estar sozinha. Mesmo acompanhada. Eu não estava me tornando mais forte, eu estava aumentando o peso da máscara. Mas que merda.

Meu objetivo, com isso, não é pôr o peso de tudo em outra pessoa. Mas, talvez, dividir com várias pessoas não seja má ideia, afinal. Mesmo com tanta pressão, não escondo de ninguém que, surpresa, tenho vulnerabilidades. Não tenho como esconder, esconder cansa e eu não quero mais me sentir assim, eu quero ser como eu sou, gostem os outros ou não, e não quero ser tão rígida comigo sobre falhar com minhas morais, isso porque eu quero lutar contra minhas falhas, não se trata de fingir que elas não existem, pelo contrário, mas quero fazer isso por mim, não para ser aceita ou ter uma ideia de "ser amada".

Eu gosto de mim e acho que todo mundo devia gostar de si. A maioria de nós não é tão ruim quanto pensa, me agrada  pensar que grande parte tá fazendo o melhor que pode. Vou fazer o meu, que é o que posso também.



sábado, 2 de julho de 2022

Dúvidas existenciais de um dia difícil

 Parece que, além de ter que pensar antes de falar algo, o que eu achava cansativo, porém esperado, agora também tenho que pensar antes de pensar. Pensamento intrusivo é uma droga, pior ainda a bola de neve que forma na cabeça depois de seguir uma linha de raciocínio perigosa. Eu não quero voltar para as crises, e tenho tentado me controlar, tenho até conseguido, mas sou o suficiente? Consigo para sempre, sozinha? 

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Reflexões aleatórias da vida

 Tem sido cansativo, mas muito legal, ver todos os tipos de aprendizado que tenho tido ultimamente. Tenho trabalhado, menos do que eu gostaria, mas o máximo que tem surgido, sem tempo para pensar se sou ou não capaz e, aliás, esse tem sido um dos segredos da minha ansiedade, me obrigar a pensar menos e agir mais, sem dar tempo para a imaginação surgir e ferrar com tudo. Ainda tenho crises, ainda tô trabalhando, mas tô aprendendo os mecanismos e começo a ver uma luz no fim do túnel, sendo que lembro do tempo onde isso parecia impossível e todo dia eu pesquisava na internet se eu teria que lidar com isso a vida inteira, a resposta no fim é sim, mas não é tão impossível como me parecia antes. Agora reconheço a crise, tenho conseguido evitá-la e nem me pressiono para quando não conseguir, porque, novamente, conheço o preço de manter a sanidade dentro do meu padrão. 

Mas, como eu ia dizendo, a vida vai bem, a cabeça até que também, e posso voltar até a ser mais autocrítica sem me detonar, haha! Esses tempos tava com uma espécie de "ranço" de algumas pessoas que gosto e sou amiga, hoje já tô numa vibe mais "as pessoas são elas e se a vida delas que não te atinge tá te incomodando a besta tá sendo você", mas de boas, sabe, o assunto passou e esse sentimento meio amargo também. Anoto para não esquecer.

Tem a questão do livro, tem as transcrições surgindo com mais frequência, tem a vida amorosa, tem os cursos que tô fazendo e gostando. Tem problemas também, maioria, como sempre, criados por mim, mas tô sendo mais analítica e menos emocionada (mas tentando equilibrar para não perder aquilo que sou nessa brincadeira). Equilíbrio é difícil, mas tenho estado mais feliz comigo mesma e, nesse momento, isso é absolutamente o que eu tava precisando. A opinião dos outros que guardem, ou falem, tanto faz, vou levar aquilo que eu quiser e quando eu quiser (e, para variar, não me culpar por isso).

Obrigada, deuses, pela chance de fazer terapia.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

trocada por mim

 A terapia tem ajudado, porque sem ela, olha... 

Sobre a sessão de ontem, essencial, a necessidade de parar de colocar as vontades dos outros em detrimento das minhas, a certeza de que as nossas escolhas eventualmente magoarão os outros e que é isso, a vida é assim, e não é? Se por anos estive na posição de aceitar as decisões alheias? E escolhi, mas não escolho mais.

Troquei todos, troquei por mim, não me arrependo, estava na hora e é o certo, e noto com grandes reflexões quem se incomoda e quem me incentiva. Porque tomar minhas próprias decisões incomodaria alguém? Só quem estava convenientemente na posição de sempre ser ouvido, e não era eu.

Eu aceitei o papel de vilã durante a vida, quase como um cachorro adestrado, mas não fiz isso sozinha, percebo que escolhas alheias jorram culpa em mim, como se fosse eu a responsável pelos problemas do mundo, e sou, pelos meus, por aquilo que aceito ou deixo de aceitar, eu me responsabilizo, e isso envolve não aceitar determinados pesos.

A vida dos outros é responsabilidade dos outros, mesmo que eles próprios não aceitem tal responsa, é mais fácil jogar a culpa em terceiros, eu, particularmente, não quero mais isso. Sou adulta, pago meus preços. E só os meus.

Me afastarei de todo aquele que quiser jogar em mim o peso das próprias escolhas, e vou fazer isso sem culpa, isso é uma promessa comigo. A culpa me foi lançada, diversas e diversas vezes, mas cabe a mim não aceitar e eu cansei. Se sou vilã, ok, seremos, esse conceito é ridículo desde o início mesmo.

Me magoa. Muita coisa. Mas vou lutar pela minha felicidade, sem arrastar ninguém nas costas.