Parece que, além de ter que pensar antes de falar algo, o que eu achava cansativo, porém esperado, agora também tenho que pensar antes de pensar. Pensamento intrusivo é uma droga, pior ainda a bola de neve que forma na cabeça depois de seguir uma linha de raciocínio perigosa. Eu não quero voltar para as crises, e tenho tentado me controlar, tenho até conseguido, mas sou o suficiente? Consigo para sempre, sozinha?
sábado, 2 de julho de 2022
sexta-feira, 27 de maio de 2022
Reflexões aleatórias da vida
Tem sido cansativo, mas muito legal, ver todos os tipos de aprendizado que tenho tido ultimamente. Tenho trabalhado, menos do que eu gostaria, mas o máximo que tem surgido, sem tempo para pensar se sou ou não capaz e, aliás, esse tem sido um dos segredos da minha ansiedade, me obrigar a pensar menos e agir mais, sem dar tempo para a imaginação surgir e ferrar com tudo. Ainda tenho crises, ainda tô trabalhando, mas tô aprendendo os mecanismos e começo a ver uma luz no fim do túnel, sendo que lembro do tempo onde isso parecia impossível e todo dia eu pesquisava na internet se eu teria que lidar com isso a vida inteira, a resposta no fim é sim, mas não é tão impossível como me parecia antes. Agora reconheço a crise, tenho conseguido evitá-la e nem me pressiono para quando não conseguir, porque, novamente, conheço o preço de manter a sanidade dentro do meu padrão.
Mas, como eu ia dizendo, a vida vai bem, a cabeça até que também, e posso voltar até a ser mais autocrítica sem me detonar, haha! Esses tempos tava com uma espécie de "ranço" de algumas pessoas que gosto e sou amiga, hoje já tô numa vibe mais "as pessoas são elas e se a vida delas que não te atinge tá te incomodando a besta tá sendo você", mas de boas, sabe, o assunto passou e esse sentimento meio amargo também. Anoto para não esquecer.
Tem a questão do livro, tem as transcrições surgindo com mais frequência, tem a vida amorosa, tem os cursos que tô fazendo e gostando. Tem problemas também, maioria, como sempre, criados por mim, mas tô sendo mais analítica e menos emocionada (mas tentando equilibrar para não perder aquilo que sou nessa brincadeira). Equilíbrio é difícil, mas tenho estado mais feliz comigo mesma e, nesse momento, isso é absolutamente o que eu tava precisando. A opinião dos outros que guardem, ou falem, tanto faz, vou levar aquilo que eu quiser e quando eu quiser (e, para variar, não me culpar por isso).
Obrigada, deuses, pela chance de fazer terapia.
sexta-feira, 29 de abril de 2022
trocada por mim
A terapia tem ajudado, porque sem ela, olha...
Sobre a sessão de ontem, essencial, a necessidade de parar de colocar as vontades dos outros em detrimento das minhas, a certeza de que as nossas escolhas eventualmente magoarão os outros e que é isso, a vida é assim, e não é? Se por anos estive na posição de aceitar as decisões alheias? E escolhi, mas não escolho mais.
Troquei todos, troquei por mim, não me arrependo, estava na hora e é o certo, e noto com grandes reflexões quem se incomoda e quem me incentiva. Porque tomar minhas próprias decisões incomodaria alguém? Só quem estava convenientemente na posição de sempre ser ouvido, e não era eu.
Eu aceitei o papel de vilã durante a vida, quase como um cachorro adestrado, mas não fiz isso sozinha, percebo que escolhas alheias jorram culpa em mim, como se fosse eu a responsável pelos problemas do mundo, e sou, pelos meus, por aquilo que aceito ou deixo de aceitar, eu me responsabilizo, e isso envolve não aceitar determinados pesos.
A vida dos outros é responsabilidade dos outros, mesmo que eles próprios não aceitem tal responsa, é mais fácil jogar a culpa em terceiros, eu, particularmente, não quero mais isso. Sou adulta, pago meus preços. E só os meus.
Me afastarei de todo aquele que quiser jogar em mim o peso das próprias escolhas, e vou fazer isso sem culpa, isso é uma promessa comigo. A culpa me foi lançada, diversas e diversas vezes, mas cabe a mim não aceitar e eu cansei. Se sou vilã, ok, seremos, esse conceito é ridículo desde o início mesmo.
Me magoa. Muita coisa. Mas vou lutar pela minha felicidade, sem arrastar ninguém nas costas.
terça-feira, 22 de março de 2022
A vida né
Tenho me sentido muito ansiosa, mas, diferente de outros momentos, a vida está justificando isso, o que tem seu lado bom e ruim. São muitas mudanças, e tudo bem, mas nisso me confronto com questões que, se antes tive tempo para resolver comigo, o tempo acabou, e agora, José? Sou realista comigo, sei alguns limites e sei que errei em considerar eles menores do que realmente são, eu não sou um esquilo, eu aguento, mas lembro de onde a vulnerabilidade surgiu e já não tenho a ilusão adolescente de ser uma super-heroína inquebrável. Sei que aguento mais do que pensei depois da queda, mas não sei quanto, pois um dia caí. E aí vem a grande questão, eu sei que não preciso ter todas as respostas, que fraquejar é normal e humano, que as vezes não conseguimos o que queremos, mas (e depois do mas que importa) eu não quero mais que minhas falhas sobrem para os outros, que outros paguem os preços dos meus erros, não quero depender de ninguém, nem que meus monstros firam ninguém, eu não quero ser sozinha mas quero, sozinha, aguentar as consequências de todas minhas escolhas, boas e ruins, mas não é isso que acontece. Parece que desde sempre eu arrasto os outros para meus problemas, os criados ou não, os inevitáveis ou evitáveis, como não ser mais assim? Pessoas costumam pensar tanto?
domingo, 20 de março de 2022
Escrevendo para compensar a falta de terapia
Não tô surtando, e isso me deixa surtada. Ou tô surtando e observando, ou prevejo o surto no horizonte, tanto faz, noto que são mil mudanças e que tô levando tudo de uma forma estranhamente leve, talvez pela esperança no que é novo, talvez por estar tão em choque que nenhuma ficha caiu, mas, na verdade, não acho ser o caso. Só que também não entendo qual é.
Não estou arrependida das minhas atitudes no decorrer desse ano, embora saiba, hoje, que existiam formas melhores de fazer as coisas, mas será? Porque, dentro de mim, tenho a consciência que tentei, só não foi o bastante, mas isso também não importa mais, mesmo que a culpa, sempre ela, acumule.
Não sei o que vai ser do futuro e isso me assusta mais do que perspectivas ilusórias. Não sei como vou morar, trabalhar, expandir, não sei como vou dar conta da minha cabeça, sempre tão autossabotadora, não sei como vou superar tantos medos e inseguranças, eu não sei de nada, mas eu sou durona, eu aguento o que vier, seja lá o que for. Não sou moinho pra rodar no mesmo lugar, tô viva, com ou sem os problemas e obstáculos, vinagre e vinho, eu vou viver o que for e, quando meu último suspiro vier e eu virar adubo ou pó, vou ter existido.
Fé no escitalopram e vamos que vamos. E se tiver surto ao menos eu sei que nunca mais vou chegar no ponto que cheguei e isso nunca mais será usado contra mim. Tenho conseguido controlar os pensamentos e olha que são milhares, consigo com fé (em mim), não sei por quanto tempo isso se mantêm, mas não estou mais me sentindo um esquilo, eu tô uma porra dum monstro, mas consciente.
sexta-feira, 4 de março de 2022
Sobre hoje
Cê acha que eu não vinha?
Eu me virava, você esquecia
E como eu me sentia mal
Quando aos poucos eu te perdia
Cê ficou achando que eu não percebo?
Que eu nasci ontem, que eu tenho medo?
Eu não vou ficar mais me escondendo
Eu já venci coisa bem maior
Ainda diz que eu faço drama
Até tenho fama, vem que cê já não me ganha
Vem que cê já não vai me encontrar
Você não vai me encontrar
Isso não é amor
Quero te dizer que nunca mais vou olhar na tua cara
Sem lembrar das coisas que você disse ontem
Com a cabeça quente
A gente precisa de um tempo pra pensar
Isso não é amor
Quero te dizer que eu nunca mais vou olhar na tua
Cara sem lembrar das coisas que cê disse ontem com a cabeça quente
A gente precisa de um tempo pra pensar
Isso não é amor
Quero te dizer que nunca mais eu vou olhar na tua cara
Sem lembrar das coisas que cê disse ontem com a cabeça quente
A gente precisa de um tempo pra pensar
E eu não tô pedindo muito
Eu só tô pedindo pessoa errada
Mesmo que nada
Pode, pode, pode ir pra longe
Onde, onde você se esconde
Acho que eu tô te esperando, mas já esqueci seu telefone
Baby, cê não me convence
Não fala do que sente
Me faz sentir tão mal intencionalmente pra mim
Mente pra mim, nem vou te ouvir
Ainda diz que eu faço drama
Até tenho fama, vem que cê já não me ganha
Vem que cê já não vai me encontrar
Você não vai me encontrar
Isso não é amor
Quero te dizer que eu nunca mais vou olhar na tua cara
Sem lembrar das coisas que cê disse ontem com a cabeça quente
A gente precisa de um tempo pra pensar
Isso não é amor
Quero te dizer que eu nunca mais vou olhar na tua cara
Sem lembrar das coisas que cê disse ontem com a cabeça quente
A gente precisa de um tempo pra pensar
Tanto tempo pra perceber
A força que foi eu e você
Isso não é amor
Quero te dizer que eu nunca mais vou olhar na tua cara
Sem lembrar das coisas que você disse ontem com a cabeça quente
A gente precisa de um tempo pra pensar
Isso não é amor
Quero te dizer que nunca mais vou olhar na tua cara
Sem lembrar das coisas que eu você disse ontem com a cabeça quente
A gente precisa de um tempo pra pensar
Isso não é amor
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022
Tentando entender a sessão de hoje
Já entendi que sou meio oito/oitenta, mas, pela primeira vez, acho que não quero lutar contra isso. Se sou intensa e, com a mesma força, tudo pode quebrar, não vou mais lutar pelo caminho do meio, onde espero os outros estarem bem para conseguirem me substituir. Veja bem, o que quebrou não foi de agora, mas parece ser ilusão pensar que dá pra consertar o que foi dito. Eu me fechei, achei que tinha encontrado um lugar seguro e não, pois não existem lugares seguros fora de mim (ou será que sim?). Se não se trata de heróis ou vilões, então tudo bem ter ouvido tudo que ouvi, desde que também esteja tudo bem caso eu realmente resolva partir, pode acontecer, é provável, perdi um lugar seguro e não entendo porque sigo aqui, esperando que entenda que carência não é amor, sabendo não estar sendo amada, não da forma que pensa, e continuando aí. Fui chamada de tanta coisa, carreguei tanto peso que acaba ficando difícil não falar mais de você do que de mim em minhas sessões, eu acho que é hora de ir, acho desde que disse a primeira vez, mas também queria acreditar que ainda existia algo aqui, emocional, não racional, algo além da dependência que percebo sumir quando outras pessoas aparecem, de novo ressalto, não me agrada a dependência, mas em sua carência ela volta e eu, como um step, novamente recebo esse papel de estar ali pra ti se outros não tiverem. Mas continuo aqui, conversando com meu blog, porque ele nunca jogou na minha cara as merdas que eu já fiz.