quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Continuação do Post Passado (ou Continuando o Passado em um post)

Vou escrever enquanto eu leio porque sinto que fica mais fácil fazer a análise. 
Aqui estou eu, em minha casa, tratores passando pela rua para enfim começar o processo de saneamento básico em algumas áreas da cidade, na realidade do tempo AGORA. Estou lendo sobre a minha vida pela perspectiva da "Lua-Postadora-de-Desabafos", buscando lembrar das coisas que minha memória me forçou apagar, e aprendendo um tanto TANTO sobre mim.
Vou escrever esse post como sempre escrevi os outros: para meus leitores imaginários, que hoje se mostram como a Lua-Do-Possível-Futuro, e deve ser lido assim: algo parcial, de alguém que analisa algo que já viveu, mas sem a cabeã de quem já viveu tudo que pode viver. Um ponto de vista, enfim, como sempre foi (mesmo quando eu achava dar a verdade absoluta). Não é para ofender ninguém, e pontos de vista não são imutáveis.
Quando parei de ler ontem, estive no término do meu primeiro namoro (o qual morei junto por um tempinho que me parecia muito mais), e foi algo muito barra-pesada pra mim, ainda mais entendendo hoje o quanto me deixei "virar" ele. Quando ele me deixou, fiquei sem chão, porque eu não sabia quem eu era, o que eu gostava, o que almejava para minha vida, além de odiar tudo que representava ser eu [mulher/ nordestina/ pessoa-que-tem-emoções/ não necessariamente heterossexual (essa é uma das análises mais fortes que virão esse ano, explico mais depois, em outro post, no futuro)/ milhões de coisas que hoje em dia amo em mim etc]. Estava difícil conviver comigo mesma, e eu fui forçada a aprender.
Só que, antes de aprender, eu decidi em algum lugar da minha cabecinha estranha que sair da zona de conforto não era a opção mais divertida, e preferi me enganar. Em vez de lidar comigo mesma, empurrei minha carência goela abaixo de outro, forçando um namoro que ambas as partes não queriam e ambas as partes tentaram se enganar de que poderia dar certo.
Não vou tratar aqui de heróis ou vilões. Sei que nessa época aprendi um pouco mais sobre o feminismo (embora fosse um "meu namorado me deixou ser feminista", ao menos no início), e aos poucos (bem aos poucos, e ainda tem sido, e será para sempre) aquilo foi fazendo algum sentido na minha cabeça. Anos depois, está sendo difícil encarar o quanto eu perdi por não ter conhecido o feminismo antes, mas ok, voltemos.
Hoje entendo que cometi um grande erro com meu segundo namoro, que foi exatamente esse de usá-lo como substituição para uma carência que mais tinha a ver com aprender a lidar comigo mesma do que com ter alguém do meu lado. Entendo que isso não foi certo, nem justo, e causou uma série de problemas para nós dois. Não que eu ache que sou a grande culpada do relacionamento e bláblá, até porque, como eu disse, não estamos atrás de heróis e vilões, mas eu acabei por enganar até a mim mesma. Eu queria amar, eu queria criar algo, e eu me dispus, em meio à minha baixa alto-estima, a fazer isso com qualquer um que estivesse minimamente disposto. Isso é tão errado com tudo que eu acredito, mas eu só acho isso porque precisei passar por tudo, e é isso aí. Vivendo e aprendendo.
Meu segundo relacionamento não durou muito, ou pelo menos de forma oficial, e quando terminamos pela primeira vez ele teve grande facilidade de lidar com o fato e seguir a vida, eu não tanto quanto gostaria. E ao mesmo tempo sim, porque, relendo, foi a época em que produzi textos até que bons, e gerei coisas que trago até hoje com muita força. E ter passado pelo primeiro término me ajudou com o segundo, eu já entendia que não era o fim do mundo e sim o início de milhões e milhões de possibilidades.
Só que eu desperdicei, e a zona de conforto parecia maior, então seguimos nos predendo em diversos termina-volta, que só geravam mais dor e insegurança.
Em meio à toda essa tristeza, foi nessa época (tarde, mas nunca tarde demais) que comecei a entender (e ainda tenho muito a aprender) que posicionamentos e falas nossas podem magoar outras pessoas por coisas que a gente nem registra porque muitas vezes nem vivemos. Passei a entender a política mais como micro e menos como macro e ver como eu e meu comportamento também éramos (somos) política. 
Ao ficar definitivamente solteira, a minha vida mudou. Em vez de ficar chorando porque eu não poderia mais "ser" meus relacionamentos anteriores, decidi descobrir o que eu poderia ser. O ano em que isso aconteceu foi muito complicado, porque estava morando com minha mãe, trabalhando formalmente pouco, depois de duas faculdades não-concluídas, e o peso disso era complicado de lidar, mas também foi aí que super-desenvolvi malabares, tirinhas, Os Reinos e todas as coisas que eu verdadeiramente quero fazer na minha vida. O medo de ir em direção ao novo foi complicado, mas vendo o que construi (ainda pouco) desde então, percebo que foi uma das melhores escolhas que carreguei até então.
E é CLARO que eu não poderia aprender de primeira. Até aí estava tudo bem, eu estava tendo uma vida social animada, eu estava produzindo, eu estava melhorando dos meus sentimentos freiadores. E aí eu entrei em um relacionamento aberto com aquele namorado cujas coisas não davam bem no fechado. É claro que isso também não durou muito, mas tem o valor de ser citado porque também gerou coisas que carrego até hoje (e tenho trabalhado, eu ouvi um amém?). 
No fim do ano de 2014, eu já sabia que viria para cá.
Não precisou me demorar muito sobre como minha vida mudou ao sair de Curitiba. Como sempre, eu sou outra Lua hoje, e os últimos dois anos parecem uns seis, ao menos. Ainda assim, vejo em mim diversas coisas mal resolvidas, várias oriundas de minha vida curitibana, várias que me perseguiram nesse ano que passou.
E me sinto bem pronta, na verdade. Considero confiança demais um perigo, mas não quero ser freiada pelo meu medo constante. Tenho guias fortes, se não confio em mim posso ao menos confiar neles, que isso já é confiar em mim também.
Não sei como concluir esse texto, porque estou cheia de informação da minha última década fervilhando na minha cabeça, mas posso dizer que, se minha ideia de vida é olhar para o passado e me sentir boba (porque isso significa que não estou parada, e sim avançando), eu fiz direitinho, e vou continuar fazendo.
 Acho que foi legal ler tudo isso pra ver que, por mais que eu goste de pensar que sou uma inútil que sempre erra e erra e erra, eu aprendi bastante. Minha vida tem estado em uma dimensão que me atrai: eu, produzindo e com a cabecinha no lugar, com uma casa cheia de bichos e um companheiro que não é perfeito, mas tem o que eu sempre pedi em alguém que fosse ficar ao meu lado: cumplicidade, disposição para evoluirmos mentalmente e, por fim, não grila com a minha liberdade individual. E mais do que isso, tô rodeada de amigos, entre os novos e os velhos (Rodolfo mesmo tá aqui em casa hah), e tô disposta a continuar passando por quantos perrengues e problemas e obstáculos forem necessários para que eu me torne uma pessoa cada vez mais e mais próxima da pessoa que eu quero ser.

É bonzaço estar viva, encarnada ou não, legal é existir.
eu ainda estou aqui
vocês também, gente



A gente cresce e nem vê (ou Espiral)

Hoje comecei uma trajetória que nunca tinha experimentado: li o meu blog desde sua criação até o final de 2012 (o resto ficou para amanhã).
É assustador ver o quanto a gente muda. O quanto a gente acha que sabe sobre o mundo, sobre a vida e sobre nós mesmos, e do nada mudamos, e então nem notamos.
Hoje li sobre o começo da minha formação de caráter, a saída da infância para a adolescência, e então a entrada para a fase novo-jovem. Ao ler uma parte do que pensava enquanto vivia a época, passei por grandes grandes reflexões, notei várias coisas sobre mim que nunca tinha percebido. Várias lições aprendidas e inúmeros obstáculos a serem superados ainda.
Das mudanças que fui acompanhando com mais facilidade, uma das mais fáceis de notar é que eu sentia muita necessidade de falar palavrão, xingar, usar palavras ofensivas, ser agressiva. Não sei se foram os hormônios, o social próximo ou uma raiva contida, mas eu adorava reclamar, e minhas críticas eram mais parecidas com uma porradaria de xingamentos do que com argumentos. 
Falando em reclamar, céus, como meus pais me aturaram. Eu ando tranquila em relação meus pais, mas ainda tenho muitas dúvidas e análides sobre minha criação e nossa relação, mas uma coisa não posso negar: haja paciência. Nos meus primeiros posts sobre a minha mãe, aqueles de quando eu era bem mais nova e extremamente mimada, não teve UM que não achei minha raiva e crítica infundada. Ela geralmente estava certíssima, o problema sempre era a comunicação, e era mais um problema meu também. Depois nossos problemas de relação foram evoluindo e ficando mais complexos, não trazendo "culpadas" e "vítimas", mas deixaram de ser "minha mãe ficou brava porque não lavei a louça ODEIO ELES VOU FUGIR DE CASA ARRRRRGH!". Ah, e todo semestre o boletim rendia um castigo!
Dentre as coisas que percebi, a que mais me assustou foi minha relação com mulheres. Na primeira parte da minha vida, eu praticamente odiava tudo que tivesse relação (uma relação criada) com o feminino: saltos, maquiagem, batom, amigas mulheres, 'parecer mulher'. Era uma necessidade de ser "a amiga-moleque", "quase um homem" e todos esses blá blá blás. É assustador, porque eu sei que não refletia sobre isso, só aceitava o que o social me arremessava, e engolia direitinho. E isso me causou mas tanto TAAAANTO problema que, céus, tem coisa que perdura até hoje. Ainda. E, falando em social, eram pouquííííííssimas as reflexões que eu tinha sobre, e eu falava tanta bosta.
Percebo também a existência de algumas "Luas" (isso analisando apenas até 2012), alguns momentos que mudaram a minha vida, com seus altos e baixos, e que se não tivessem acontecido tudo seria tão diferente que nem imagino.
Namorar só não foi uma experiência melhor do que ser largada (falo sério, porque por mais personalidade que eu tenha e blábláblá, eu virei meu primeiro namorado. Precisei que ele me largasse para descobrir quem eu era mesmo e do que gostava); sair de casa foi algo que mudou a minha vida, passei a entender muito mais minha mãe, o mundo, passei perrengue demais, nunca que meu blog mostraria o tanto de coisa que aconteceu, mas foi muito importante pra mim.
Minha vontade é escrever por dias, porque minha cabeça está fervilhando com o tanto de coisas que descobri de mim, isso porque fui lembrando de várias coisas na época, coisas que eu nem postava (e nem lembrava exatamente), e UAU. Vou me contêr, amanhã lerei o resto e volto com o que mais me der vontade de escrever.


É bom estar viva, 
é bom ter 23 (quase 24),
e saber que talvez, só talvez
venham vários anos por aí
e aí eu vou ler sobre a época de agora
e pensar
"MEUS DEUSES
como eu era tola."


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

pra gramática, caguei


Quando olhar ao passado a observar, com os olhos de quem já viu as consequências, o tamanho da influência de seus atos tão impensados, engolistes suas palavras sobre ego e quebra dele, engolistes a diferença entre eu e você; somente quando puderes ver, aí então perceberás, e verás todas as conexões, todos os chaveamentos, padrões mentais, socializações, verás tudo com olhos de meio, verás tudo à verdadeira você.
Ser. Vivo. Viva. Vida. Quebra barreira e desconstrói mentalização. Muda padrão, muda patrão. Mudanças vem de geração pra geração, sobre isso, qual sua ligação?
Deslinchando palavras grotescas em um pedaço de tela -nunca o mesmo que o papel-, revirando metáforas antigas em uma cabeça conturbada, nunca descansada, pensando estarem todos os olhos arregalados virados para mim, com que fim e por quê? Se meu descanso vem à custa de muitas lágrimas e nunca, nunca, o sentimento de culpa me abandona. Com que fim e por quê? Como saber? Falo tanto do pecado original, grudado à mim, dentro de mim, mas com que fim? Se o fim não existe e é tudo apenas mudança interminável, se o físico é apenas a materialização das nossas percepções e crenças, se nada disso precisava ser assim mas assim é porque precisa ser.
O entendimento tá além de palavras e comunicações verbais em geral, porque o entedimento é um frio na espinha. É a sensação do não-ilógico que faz todo o sentido, e a percepção de sentir um quentinho bem na altura do chackra cardíaco, bomba, bomba! Buscar na racionalidade só vai encontrar dor e castrações de ideais.
O que é mais real? A luz ou o reflexo? O lampejo ou a lampejoula?
Conhecer-te é ser. Lucidez, todo dia, dia-à-dia, guerra interminável. Manter a cabeça no lugar, que é em pé, erguida.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Olá, doismiledezesete!

Pé quente, cabeça fria, dou-lhe uma
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe duas
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe três
Saia despreocupado
Você pode conquistar o mundo dessa vez
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe uma
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe duas
Pé quente, cabeça fria, dou-lhe três
Saia despreocupado
Faça tudo que você queria e nunca fez
Pé quente, cabeça fria, numa boa
Pé quente, cabeça fria, na maior
Pé quente, cabeça fria, na total
Saia despreocupado
Mas cuidado porque existe o bem e o mal
Pé quente, cabeça fria, numa boa
Pé quente, cabeça fria, na maior
Pé quente, cabeça fria, na total
Saia despreocupado
Mas se alguém se fizer de engraçado, meta o pau.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: a bruxa estava solta!


O ano do tapa na cara , sem dúvidas. Diferente de 2015, onde as coisas pareciam não andar, esse foi um ano de começar a agir e trazer a tona um pouco das coisas que quero fazer da minha vida. Trabalhei muito meu emocional, mental e forma de agir, e busquei mudar padrões de pensamentos que vi que já não estava sendo úteis.
Declarei minha independência emocional, definindo quem está ao meu lado ou não e, mesmo que eu ainda não tenha tomado exatamente todas as decisões que quero fazer sobre, já é fato observado e terá boas voltas (ou afastamentos).
Consegui me conhecer mais, aceitar algumas coisas que, bem ou mal, sou eu, e vou ter que aprender a lidar sobre. Foi difícil, queda atrás de queda, mas, no final de contas
eu ainda estou aqui
e vocês?

Verãozão, férias, tava passada de ano, a vida tava boa. Estávamos morando em outra casa, e o quintal tava bombando, fauna e flora. Recebíamos visitas de tucanos, vaga-lumes, borboletas e muitos passarinhos, e mesmo que a casa não fosse bem o ideal, não ficamos sem ter onde ficar na temporada. Fim do mês eu e o Iaguinho pegamos a estrada, rumo Vale da Utopia (e Naufragados).

Fevereiro de estrada:
Não postei em Fevereiro, tava viajando. O Vale da Utopia é lindo demais, eu já conhecia, mas pude ficar mais tempo e, ahh, nossa barraquinha tinha uma vista luxuosa pra paisagem daquele lugar maravilhoso (aproveitem enquanto podem ir, as coisas vão mudar rapidamente lá). Naufragados também foi demais, não conhecia e fiquei bem apaixonada. O rio cruza com o mar, e quando você fica boiando na água do rio os peixinhos vem comer sua pele morta (não dói, faz cosquinha). A galera mora no meio da restinga, as casas escondidas pelas árvores, e o pessoal cedeu o quintal pra acampar, de graça. Fizemos bons amigos aí, desses mochileiros malucos que com certeza trombaremos novamente nos lugares mais aleatórios possíveis.

Sempre que viajamos o Ramela, meu cãopanheiro, fica doente. Não tem o que fazermos, a imunidade dele baixa e ele pega qualquer coisa que tiver chance. Quando voltamos das nossas férias, ainda um tanto antes das aulas começarem, ele estava com a fatídica e perigosa doença do carrapato. Descobrimos bem cedo, então ele nem chegou a correr perigo real, mas foi difícil explicar isso pra minha mente paranoica e eu temi muito por ele. Mas a recuperação dele foi super rápida, e tudo deu certo.
Recebemos várias visitas nesse mês, e não sei se foi algo kármico, mas nenhuma dessas visitas foi fácil. No decorrer do mês, recebemos o Palmito (nosso cachorro dissimulado), e as aulas voltaram.

Como sempre, Abril é foda. Foi tempo de aceitar e entender (processo contínuo) o que foi meu antigo relacionamento, onde sofri muito abuso e fui abusiva, e foi um tempo complicado, porque meu cérebro bloqueou muitas memórias daquela época, as quais eu caía no choro quando algo me remetia e eu lembrava, porque não são coisas exatamente leves. O Iago me ajudou bastante nessa época, e sou grata. Além disso, mais uma vez recorri ao aprendizado da independência emocional, me desgarrando dos paradigmas que eu, por conformismo, ainda agarrava dos meus pais, porque era mais fácil do que bater o pé no chão e tomar as rédeas da minha própria vida. E foi o que eu fiz, de certa forma, porque era eu quem tinha mesmo que fazer algo.

Maio não teve muita coisa. Fiz meu aniversário na casa do Rô, em Q. Barras, com os brothers de Curitiba, e foi muito legal. Voltei pra Matinhos e, dias depois do meu aniversário, ganhei uma festa surpresa dos amigos daqui (foi a primeira vez que conseguiram me dar uma festa surpresa onde eu nem ao menos desconfiei do que tava acontecendo. Inclusive, eles me enganaram MUITO bem).
É claro que, se a vida social estava indo bem, algo tinha que estar errado, e esse algo era a faculdade. A arte acadêmica me irrita, e a esquiziofrenia ideológica da faculdade deveria ser estudada, é só o que digo sobre.

Nos mudamos de casa pra onde moramos hoje, e foi bom assinar um contratinho que resista à temporada (onde geral fica sem casa na cidade pra alugar pros turistas por muito mais caro a diária), numa casinha gostosa. As meninas que moravam aqui antes são pessoas que eu admiro muito, e eu agradeço muito a ajuda que elas nos deram.

Esse mês aqui foi uma bosta, bora pular pro próximo.

Quase não postei em Agosto, mas eu lembro bem dele porque aqui na cidade nós acabamos usando muito a expressão “esse agosto é o mês do cachorro louco” nessa época. Isso devido à várias quedas de máscaras, onde muitos daqueles que vinham fazendo maldades pesadíssimas por aí foram descobertos. Gente que sabíamos, gente que nem desconfiávamos, a bruxa estava solta. Se Agosto foi um mês de prestação de contas, sobrevivi.

Esse mês foi bem reflexivo. Em geral, não lembro de ter acontecido muita coisa fora do comum, pelo menos não fora da minha cabeça. Mas a família Vallenadas cresceu bastante com dois gatinhos lindos (Cafuné e Fora-Da-Lei), e upei bastante meu char, tá valendo?

Outubro do soco na cara e chute na pinha:
O país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda o país tá virado na merda

ERROR ERROR ERROR ERROR ERROR deu pane na minha cabeça. O mundo explodindo pra todos os lados, cobranças mil, faculdade ocupada, alunos em greve, e de repente não rolava mais ser feliz, não. Abracei a minha tristeza, olhei pra cima, olhei pra dentro, fácil não foi. Tive ajuda e santos fortes, principalmente. Aconteceu? Aconteceu, e pode acontecer até mais vezes, não tem problema. Não tenho medo de tristeza, tenho mais medo é de cólica.

Esse mês foi longo. Aconteceu muita coisa, desde ter que acompanhar uma amiga ao hospital (local que nós duas adoraríamos nunca precisar pisar D:), até a fatídica ~tandaããm~ temporada, onde vizinhos novos pipocam de todos os lados, rojões são ouvidos o tempo todo, sirenes e carros são ouvidos o dia inteiro e essa cidadezinha linda se disfarça de Curitiba. Meus amigos enfim estão conseguindo aos poucos conhecer minha casa, e esse mês recebi meus pais, minha irmã e meu cunhado, Aldo, Rodolfo, Peixe e Kinhus, Diogo e Bello (os quatro últimos ainda na cidade, passaremos essa virada juntos, como os old times)… Movimiento!



Com a permissão de Oxalá e Iemanjá, encerro. Que anozinho desgraçado, hahah, mas as coisas finalmente começaram a caminhar, eu produzi MUITO esse ano, meu livro está cada vez e cada vez mais perto (não coloco mais prazos pra terminá-lo, mas alegro-me em dizer que ele não está parado, longe disso!), quebrei a cuca com muita coisa, e é ótimo. Não tô morta, e quero aprender, vim pra isso. A superficialidade não me basta, eu sou intensa, eu sinto, eu tô vivona, eu tô aqui! Eu existo, mundo, viva ou morta, e esse ano foi o ano de aprender a bater o pé, porque no próximo ano o mundo vai ter que me engolir novamente.

O Iaguinho é uma presença boa na minha vida, e o tanto que aprendemos juntos não cabe no papel (metaforicamente falando, já que tô numa tela). Aos trancos e barrancos, ficamos mais fortes, porque somos uma construção constante. É gostoso, e sou feliz com ele. Não ligo se estaremos juntos por muito tempo ou não, no dia-a-dia nos ajudamos legal, e tá bom enquanto for bom.

Corto relações com o mundo quanto à julgamentos sobre mim, sendo que neste ano passei por muitos (embora pouquíssimos tenham sido falados diretamente para mim, as pessoas são muito confusas). Por tempos, isso me incomodou. Hoje, feliz e satisfeita, aceito minha consciência limpíssima sobre o que fiz e deixei de fazer, sem necessidade de aprovação externa para provar nada. Aprendi a apontar os dedos mais pra dentro do que pra fora, quem quiser freiar a própria evolução que se boicote sozinho. Cada um com sua cruz.

Não vou reclamar de 2016 (até porque tenho a sincera impressão de que 2017 será um 2016 II). Não foi exatamente o ano mais feliz da minha vida? Não. Mas eu já não sou o que eu era, de novo e de novo e de novo. E eu não ligo pra nada de ruim que passei, qual a novidade em passar por coisas ruins na vida? É tudo tão pequeno, perto dos abraços sinceros e banhos de mar, ou dos amigos de anos que vem e ficam, ou da sinceridade das coisas que vivi. Ou daquele menino de olhar inteligente que nem ouso descrever o tamanho do que temos.

Vem, 2017, vai rolar. Se terá tempestade, venceremos tempestade, se terá calmaria, guiamos o caminho, com a ajuda dos guias.

Olho vivo e faro fino!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Oi amiguineos

Sempre tive um laço muito forte com as minhas amizades.Não perdi meus amigos de Aracaju, era SUPER grudada com meus amigos e Curitiba, e quando cheguei em Matinhos refleti muito sobre como me aproximar das pessoas sem assustá-las com essa minha necessidade de amá-las loucamente HAH
Agora que tô finalizando meu segundo ano aqui, dá pra ter uma ideia das coisas que foram conquistadas, e eu tô feliz.
O tanto que a gente se ajuda é uma coisa bem bonita de se ver, na alegria ou na doença, hahah. Sou bem agradecida por essas pessoas, puts, sem palavras do quanto.
Aqui em casa rola uma dinâmica de sempre ter gente, quase como era em Curitiba (a diferença é que agora a casa é minha mesmo), e já perdi a conta de quantas vezes as pessoas chegaram precisando de ajuda (um abraço ou ombro) ou no momento em que eu precisava de ajuda (isso que eu tenho bloqueio com pedir ajuda).

Eu sinto falta dos meus amigos em Curitiba, é claro. Insistia sempre para que eles viessem me visitar, e tentei muito ir vê-los no ano passado. Aos poucos, vou aprendendo que eu não preciso estar ali, nós somos SIM substituiveis em certo ponto, mas isso não diminui meu carinho, só aprendi a ter independência emocional, e isso é bom, pra mim e pra eles, acredito. (muitas vírgulas. Não ligo)

Nessa época do ano rola uma debandada de Matinhos. As pessoas perdem suas casas para a temporada, e boa parte volta pra seu local de origem (os que os tem). Fico aqui, de saudadinha, pensando o quanto eu gostaria que essas pessoas participassem da minha vida pra sempre.
Os que forem pra ficar, ficarão. Ai que bom.