quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

sol em touro

Não consigo evitar pensar que quando essa merda toda explodir eu não quero estar aqui. Quero ir pra casa, quero ir pra casa, quero ir pra casa.

Seja lá o que eu tiver que enfrentar, quero fazê-lo lá.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

a culpa é dele!

Devo confessar a vocês
rápido e de uma vez
pelo dia que há de vir

vocês leem meus poemas
todos esses meus dilemas
não se deixem confundir

se pareço depressiva
rabugenta e pessimista
que não consegue nem dormir

a verdade eu já explico
mas antes já justifico
eu mesma nem sou assim

depois de pagar muito mico
triste mesmo - eu admito-
não sou eu, só meu eu-lírico

domingo, 11 de dezembro de 2016

desistência

parece que tudo foi assim
sempre
como um quadro interminado
feito de ideias quase concluidas
que ninguém entende

parece que foi sempre assim
perto de chegar ao fim
mas antes do aplauso geral

como o urso que hiberna
a vontade deixa a terra

e o poema fica inacab

fora da caixinha

toma tento, sentimento!
já não é bem vindo aqui
desenrosca,  já vai tarde
ou por bem ou na maldade
que a outro vá ferir!

algo como a bola presa
a garganta acostumada
desce e digere a falha
mas toma tento, sentimento!
já não é bem vindo aqui.

sei que por tempos te quis bem
e no passado eu te mantive
mas o vento vem e leva, ora!
e você não venha agora
tentar se prender a mim

escrevo aqui nesse momento
registrando o forte evento
em que vou me libertar

coração que acelera
o grito que se empondera

sentimento que se vá!









frágil

me abstenho da sanidade
cansada de tanto buscá-la
já não sei nem se é de verdade
ou o que é realidade
se não apenas cilada


 
 



Ainda não é a retrospectiva

Andei pensando em excluir o blog. Eu adoro isso daqui, mas refleti se gostaria que eles (eles quem?) soubessem o que tô pensando.
No final, manterei. Eles (eles quem?) provavelmente já conhecem cada pensamento meu, é tarde demais. Ou só não importa.
Esse ano continua indecifrável, mas eu pedi as respostas, mesmo que viessem por meio de tapas na cara. Tudo bem, o já famoso pular do trampolim, eu gosto disso. Na hora odeio, mas depois gosto.

Não busco objetivos escrevendo, não sei o propósito desse texto. Acho que só gostaria de dizer que, em meio ao caos doismiledezesseísticos, eu tô feliz.

Tenho tomado decisões difíceis, tenho aceitado erros grotescos, tenho dias bem difíceis. Tô feliz pra porra. Tô vivaça. Eu existo!

Aos poucos, vou buscando me perdoar. Acho que é a parte mais difícil, afinal, também fui criada na sociedade cristã do pecado original. É muito ruim viver se culpando por algo que você nem sabe exatamente o que é, é muito chato olhar pra dentro e não gostar de si mesmo fazendo o máximo possível para ser a pessoa que você deseja ser.
Não conseguindo achar as respostas sozinha [não me julguem, me paguem psicólogo (não, nem percam tempo e dinheiro)], busquei nos guias, e foi muito bom. No final, a única coisa que me bloqueia sou eu mesma, como sempre, e eu sozinha me resolvo, como sempre. E olha que dessa vez nem tão sozinha eu estou, ainda bem.

Quero que esse ano acabe porque estou curiosa pelo próximo, e vou virar o ano com a cabeça tranquila, porque o próximo ano vai ser treta, mas por muitos anos tudo que eu pedi é que essa falsa calmaria acabasse. A gente pede, a gente recebe, vou entrar nessa com tudo.

Boa noite, amigos imaginários, foi bom externalizar com vocês.

(não faço mais revisão dos meus textos porque sou preguiçosa, qualquer erro reclamem com minha gerente no 0800)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

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Sabe quando você tem que lidar desde pequena com um sentimento muitas vezes ilógico de que você tá atrapalhando e não devia estar ali?
E aí quando você tá tendo um mês super em crise com esse sentimento uma das pessoas que você mais tem em consideração na sua vida, e que você não tem contado sua vida porque sabe que está passando por problemas, diz que você está infernizando a vida dela, mesmo que vocês estejam se falando pouco.
Vou me afastar, que é o que sempre faço, e o que me cabe.
Mas dói pra porra. Tô tão cansada disso. Dá vontade de ir embora, e pra onde?