quinta-feira, 13 de abril de 2023

Fui e voltei

 A tão esperada viagem surpresa de aniversário para Minas aconteceu e foi incrível. Foi bom demais ver minha melhor amiga Maria Raquel, foi ótimo conhecer um pouco mais do dia a dia dela, foi divertido morar com ela e com Miguel, Arte, Frida, Madoka e Sonho por duas semanas. Além disso, Amanda transformou minha casa em uma CASA, no que eu tô imensamente grata!!!

A Srta Psicóloga estava certa quando falou que seria uma viagem interna e externa. Eu não sei a dimensão das coisas que estão mudando em mim, mas estão. Eu estou verdadeiramente aprendendo a lidar com a ansiedade, não tive crises, apenas princípios muuuuuito controláveis, e foi importante demais entender que eu não estou curada, mas tô mais forte. 

Em verdade, essa viagem ainda vai demorar para ser captada, foi quase como um dos sonhos diários e malucos que eu tive, mas dos bons, e eu vivi, estava com saudades de viver e percebi que me vejo mais capaz quando não tenho alguém do lado me puxando para baixo, isso pode ser momentâneo, não sei, mas eu estou reaprendendo a ser sozinha, dessa vez com a idade correta, hahah, vai dar tudo certo. E vai mesmo porque já tá dando.

Viver pode ser bom.

domingo, 26 de março de 2023

Relações dúbias

 A ansiedade tem se manifestado diferente, um sentimento mais próximo do percebido na infância, algo mais "estou viva e não sei o que vem depois!!!". Tem sido melhor, porque é a verdade. Acho que internamente tentei me convencer de que se eu observasse tudo e calculasse tudo e planejasse tudo, nenhuma surpresa desagradável surgiria. É ilusório. Planejar tem suas vantagens, estabelecer metas também, mas euzinha aqui não posso esquecer do que sou, e eu sou uma panaca que gosta muito de viver. 

Suicida, sim, mas amante da vida também, hahaha. 

Acho que estou melhorando. Bem aos poucos, mas acho que tô.

sábado, 25 de março de 2023

Sobrevivendo ao naufrágio

 Sigo, estou aqui.

Tô num meio termo, de dia feliz com minha realidade, de noite triste, meus sonhos não facilitam e exploram aquilo que tento enfiar para dentro. Mas não tô me escondendo, eu observo, num sou besta e sei que tudo que tenho sou eu, não é novidade, não é a primeira vez e, na verdade, a cada sessão com a psicóloga percebo que tive que aprender cada vez mais cedo do que pensava. Mas acho que agora consigo olhar isso sem mágoa, eu aprendi a lição, sei lá se é a certa, mas somos sozinhos. 

Mas a graça tá no, mesmo sozinho, criar laços. Acho que me entendo melhor assim, não é uma obrigação, mas um caminho que escolhi, criar laços é o caminho corajoso e eu escolhi ele. Se fechar é tentador, mais fácil, mas um dia eu vou me confrontar com minha morte e, quando isso chegar, vou ficar triste se me sentir uma pessoa sozinha. Sempre fui sozinha, mas é tão bom estar junto, mesmo que não geograficamente. Eu sou tão grata pelas pessoas que carrego comigo, por um tempo foi peso, hoje eu vejo como escolha, eu escolho amar, faço isso porque sou corajosa. Meu erro foi não começar por mim, mas acho que, pelo menos nessa fase da vida, reaprendi. 

Pelo menos por enquanto.

domingo, 19 de março de 2023

Ondas

 Vejo a vida como onda, ou surdo ou me afogo, mas não controlo. Às vezes esqueço e aí me frustro, devia saber como agir, já devia ter aprendido, enfim, mil pensamentos que de nada servem, aprendizado é um processo, é de pouquinho e para sempre.

Tenho me divertido, mesmo quando a terapia escracha os problemas atuais, mas sempre fui assim, de preferir ver do que ignorar, então entender a mim tem sido bom, entender o meu momento melhor ainda (porém mais difícil).

Assim vezes apronto, porque eu sou isso também. Não vejo graça na vida sem uma eventual dose de adrenalina ou risco, não necessariamente perigo físico, mas arriscar longe daquilo considerado norma. Eu sou feliz de fazer o que quero, mesmo que dentro dos meus baixíssimos limites. 

Tô vendo a vida como onda e, com isso, sigo o fluxo. Tento direcionar para o que quero, porque gosto de sentir que estou caminhando para algo, mas não sei nada do futuro e, sinceramente, sinto falta de ser surpreendida, mesmo que tudo tenha estado, para variar, bem louco. Mas até então são praticamente trinta anos disso, nada de novo, a única diferença é que eu soltei a mão de geral para segurar a minha. Começar do zero é uma delícia.

domingo, 1 de janeiro de 2023

Tudo tem seu tempo

 Eu entendo a noite como um oceano

Que banha de sombras o mundo de sol

Aurora que luta por um arrebol

Em cores vibrantes e ar soberano

Um olho que mira nunca o engano

Durante o instante que vou contemplar


Além, muito além onde quero chegar

Caindo a noite me lanço no mundo

Além do limite do vale profundo

Que sempre começa na beira do mar

É na beira do mar


Ói, por dentro das águas há quadros e sonhos

E coisas que sonham o mundo dos vivos

Há peixes milagrosos, insetos nocivos

Paisagens abertas, desertos medonhos

Léguas cansativas, caminhos tristonhos


Que fazem o homem se desenganar

Há peixes que lutam para se salvar

Daqueles que caçam em mar revoltoso

E outros que devoram com gênio assombroso

As vidas que caem na beira do mar

É na beira do mar


E até que a morte eu sinta chegando

Prossigo cantando, beijando o espaço

Além do cabelo que desembaraço

Invoco as águas a vir inundando

Pessoas e coisas que vão arrastando


Do meu pensamento já podem lavar

Ah! no peixe de asas eu quero voar

Sair do oceano de tez poluída

Cantar um galope fechando a ferida

Que só cicatriza na beira do mar

É na beira do mar





sábado, 31 de dezembro de 2022

Uma curta retrospectiva

 2022 foi um ano dissimulado.

Eu me apaixonei, me profissionalizei mais, quebrei minha cara de inúmeras formas, fui casada duas vezes em um ano só, voltei a me abrir com pessoas aleatórias, consegui novos chefes, estudei japonês e comecei a aprender, enfim, inglês, eu me mudei para um apartamento que é todo meu, fui no cinema e não tive crise de ansiedade, beijei na boca e nem estava esperando, tive covid, passei a refletir mais sobre quem quero manter de amizades e porquê, me fechei, me abri, me fechei, me abri, chorei muito, me senti insuficiente e descartável, me percebi como suficiente e, sim, descartável, me expus, quero continuar me expondo, quero continuar com coragem de viver e de sentir.

Ainda não decidi a música do próximo ano, não faço ideia do que esperar, tudo que esperei para esse foi pura dissimulação, do destino ou das pessoas ao meu redor, então não estou criando grandes expectativas nos eventos futuros, tô mais é curiosa para saber como serei daqui para a frente. Curiosa e animada porque, embora ansiosa, eu sou muito corajosa para viver aquilo que tenho que viver.

Tenho uma forte impressão totalmente injustificada de que 2023 vai mudar minha vida para sempre, que algo grande vai acontecer. É uma impressão frequente e sem base, mas persiste e eu fico curiosa, tô deixando registrada aqui porque, se eu estiver viva no final de 2023, estaremos aqui para conferir.

Minha música esse ano só foi bater lá no finalzinho, digo, refleti inúmeras vezes sobre o tema, mas escolhi dividir quando devia ter sido egoísta e isso também me ensinou algo, fez sentido, bateu. Uma das lições desse ano é que ser sozinha é melhor, pelo menos euzinha QUERO ficar comigo mesma, já é mais do que eu encontrava em 2021, onde eu não queria estar comigo, e em 2022, onde os outros não queriam estar comigo. Não quero mais dar esse espaço para ninguém, isso daí vai muita terapia para resolver ainda, hahaha! Mas 2023 tá aí e talvez ele mude com tudo (me trazendo a mega da virada? não sei, será?).


Leitores fantasmas, desejo pra vcs um 2023 de Lula: picanha, cervejinha e amor. Sobrevivemos mais uma vez. Feliz ano novo.

domingo, 25 de dezembro de 2022

Detalhes técnicos

 Esse blog tem mil anos, já deu para perceber que não reviso nenhum texto aqui, não é? Ok.