Posicionamento
Mais do que palavra, atitude
Já que de nada vale o texto
se o cotidiano se mostra contraditório
de nada vale a lição
se ela se mantem no campo imaginário
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
terça-feira, 26 de julho de 2016
Elocubrando
Se a morte é o inevitável fim de ciclo, e dela nada levaremos do físico, e sendo a existência uma experiência consciencial eterna, qual é o sentido dessa vida para o nosso aprendizado?
Penso muito sobre isso desde sempre, na tentativa de sugar o máximo possível desse processo insano que é a vida material. Tomando como partida o fato já consolidado de que nada físico sobrevive à morte, já posso ignorar todos os fatores exclusivamente materiais do meu plano de evolução.
Refletindo por anos, chego à conclusão que, ao eliminar o banal, o que sobra são nossas inter-relações.
É claro que não é preciso passar uma vida inteira (a velha de 23 anos falando) pensando sobre isso pra chegar nessa conclusão, mas a importância dessa resposta tem se feito cada vez mais observável com o passar do tempo. Tudo que temos somos nós mesmos, e os outros a nossa volta. Tudo que resta é a saudade, a lembrança, e o processo.
Que coisa mais maluca.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
desco-nexo
Estive por muitos invernos esperando a primavera
hoje aprendi a ver beleza na época morta
quando não temos mais nada, o que resta é quem somos
vale a pensa se conhecer
porque no final estamos sozinhos
como
sempre
eu ainda estou aqui, e você?
de tantas tardes coloridas onde o choro se fez valer
eu sobrevivi àquele pôr-do-sol
eu sobrevivi ás traições
eu sobrevivi até à culpa
aquela culpa decadente que transformava o meu eu em um animal acuado
cuidado
lutando contra nós mesmos com aquelas escolhas
quantas escolhas te angustiam até hoje?
e na auto-expressão manifesta-se as palavras bobas
nada que saia da boca
apenas aquilo que há
eu não consigo evitar lembrar
tantos tropeções a ermo
tantas tentativas egóicas de ser alguém admirado
cuidado
nada somos além de nós
e o resto é vaidade
escrevo para mim mesma
buscando a auto-piedade
sem métrica, sem rima, sem palavras bonitas
todas as máscaras cairam, ainda bem
mesmo não sendo ninguém sou alguém
Eu gostaria, T.A.
Primeiramente, eu gostaria de ser sua amiga
de podermos conversar olhando o céu
e nos tratar como um só
porque o que você sente
reflete em mim
e o que eu penso
reflete em você
quero nossa felicidade
e a de todas que a buscam
quero nossa evolução
quebrar o ritmo, contramão
não nos quero rivais
não nos quero competidoras
se quando aliadas formos
teremos o mundo em nossas mãos
Primeiramente, deixe-me ser sua amiga
e juntas choraremos pelo mundo inteiro
escolhendo entre os lados um caminho
de meio
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Vírgula
Eu tô feliz
Assim, não exatamente a felicidade de quem tem todos os seus problemas resolvidos e nenhuma preocupação na cabeça, pelo contrário
mas aquela felicidadezinha sutil de estar viva e mais tranquila do que fui um dia. Tá todo mundo tão cheio de mágoas, tristezas e medo que é difícil olhar pra cima e ainda encontrar motivos para estar aqui.
Mas não hoje.
Hoje eu tô bem.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
liberdade poética
de tombo em tombo
trampolim quebrado
as asas falharam
a gente consente
coração quem sente
já todo rachado
De tombo em tombo
tudo aprendizado
remexendo o passado
que é onde dói mais
o que mais se faz
é buscar voar
o que menos acalma
rancor preso na alma
borboletas mortas
veneno lento
o processo dói
De tombo em tombo
tempestades criadas
navegando pela experiência
de saber se virar no escuro
quero matar meu ego
Marcadores:
Bolhinhas de sabão,
Cartas,
Wicca
segunda-feira, 6 de junho de 2016
eu to apaixonada
tenho que ficar postando aqui pra não encher meu facebook com impulsos de carinho e cores do arco-íris.
tô apaixonadinha
que boba
a gente fica jogando uno bolando uma ideia
rindo que nem uns trouxas
nós somos trouxas
estamos nos mudando
de novo
pra variar
outra casinha
um monte de cachorro
nosso cantinho
cantinho um do outro
aaaaaaai que gostoso ahahah
aí se eu abro o blogue
pelo menos posso ficar aqui
elucubrando
te olhando de olho de canto
no lab da faculdade
aaaaaaaaaai que boba, ai que boba
Marcadores:
Burn,
Cartas,
Minha Casa Minha Vida
Assinar:
Postagens (Atom)