sexta-feira, 20 de março de 2026

reaprender

 Parece que estou jogando Vida 2.0, porque é como reaprender tudo, uma das consequências de tentar desfixar as coisas que aprendi na vida, boas e ruins, uteis e inuteis, enfim, aquele papo de sempre, tentar me conhecer e reconhecer a todo momento.

Aprendi que tudo é movimento, o que é o mesmo que pensar que tudo vai dar errado, depois tudo certo, depois errado, e assim vai por toda uma vida. Acho uma vição inclusive realista, pelo menos por enquanto, então sigo nela.

E é por isso que não sei se estou compensando o inferno do ano anterior ou esperando a próxima tempestade. Veja, pessoa, minha vida está bem. Pode ficar ótima, claro, mas estou estudando, trabalhando, namorando e, principalmente, me amando. Na medida do possível.

Me parece certo, para alguém que desde criança é neurótica, imaginar no que vai mudar primeiro. Não vou dar conta do emprego? Vou reprovar na faculdade? Meu namorado decididamente vai enjoar de mim mesmo que me conheça há quase tanto tempo quanto esse blog. Meu pai não fica cada ano mais novo. São muitas coisas que podem dar errada e eu, como a boa ansiosa que sou, perco tempo pensando em cada uma delas.

Quero ser mais positiva, tenho tentado e gasto um dinheirinho semanal em terapia para tentar me tornar algo mais próximo daqui que eu, e somente eu, quero ser. Aprender a gostar, mas também adaptar, mudar, melhorar, sei lá.

O instinto ou só as coisas como são, uma hora tudo vai mudar, não sei por que lado. Como estou num ápice, isso me assusta, mas é mais uma questão de parâmetro, de nem me considerar merecedora de mais do que tenho recebido, já recebo tanto.

Claro, perdi 3452 pessoas que amo em 2025, estava na hora de ter um pouco de chamego do universo, mas quanto de prazo bom tenho nesse equilíbrio divino?

Que papo de maluca, amigos. Na terça elaboro melhor (comigo mesma).