quinta-feira, 3 de abril de 2025

Inspirações

 Eu poderia falar sobre como a vida tá mostrando vários caminhos e eu tô tentando aproveitar todos, mas, na verdade, hoje quero escrever como, cursando pela terceira (🙄) vez jornalismo, tenho uma inspiração de trabalho, na prática, que gostaria de fazer. Não sei o quanto a vida vai me permitir escolher, se escolhesse escolheria você. Você, seu careca sagaz que aprendeu a ganhar a vida se divertindo mesmo quando tá de saco cheio: Chico Barney. 

Na primeira tentativa eu queria ser jornalista investigativa e, na minha cabeça, isso era uma junção detetive+policial+mídia. Sou bem mais realista hoje em dia, vai.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Vaiq

 Mas vai ser tudo legal. Nem todo mundo tem estômago, tem bunda mole que gosta de fingir, eu tenho muito pra viver. E longe daqui, porque quero me arriscar, não estudo de besta. Eu sou meio da estrada, essa sou eu, bom ou mau.

Em Curitiba tenho pouco a resolver. Na verdade, meus amigos estão, no geral, muito bem, obrigada.

Só que eu não tô. E vejo meus amigos mais próximos também na merda, nem falo pelo profissional, emocional mesmo, no fim, para quem é corajoso o suficiente para sentir, é o que importa.

Meu ex tava certo quanto falou que sou mãe. Sou mesmo, não posso negar. Não posso fingir não perceber as coisas que percebo. Na verdade posso, mas por que eu faria isso? 

Não vou botar aqui o que penso hoje. Vamos lá, dia a dia, cada vez tentando ser melhor e mais forte.

Essa é uma fase ruim. Sou depressiva, sou suicida, mas não vivo só por mim, sou cínica e, com isso, sobrevivo. O mundo me tira pra merda, eu acredito. Mas eu vou ser melhor do que merda porque sou brava, teimosa e, como sempre digo, suicida. Não vou tratar como fraqueza, vamos na base do cinismo, só para provocar.

Muita coisa vai acontecer esse ano. Tô braba, tô triste, mas tô me movimentando, sou tosca mas mexo sempre, tô fazendo minha vida até naquilo que não tenho controle.

Sirene tocando. Eu aguento o tempo que for aqui, sou capaz de ser feliz em Curitiba. Com todo respeito aos meus amigos, por que eu faria isso? Eu posso não aproveitar tudo de Aracaju ainda, mas é a chance de, talvez, ser aceita por ser eu?

Nunca me senti aceita em Curitiba. Não sou exatamente aceita em Aracaju.

Tenho medo de morrer sozinha, mas tenho um compromisso comigo: quero morrer sendo eu. Sem ser apagada por homem meia boca, sem morrer de medo de mulheres, se precisar morrer só, aqui estou, mais importante é morrer sendo eu.

Vou morrer sozinha por isso. Não cravo, porque o futuro é incerto e me sinto mais aberta, mas, sendo realista, acho que prefiro morrer sozinha do que passar a vida me adaptando. É um mundo masculino, escroto e, se a gente deixar, a gente se acostuma.

100% alcoolizada, amanhã é outro dia.

Lua, não desiste, não. Amanhã é outro dia.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Argh

 Acordei 100% deprimida. Cansada de mim, dos meus vícios, da minha voz de fumante, dessa solidão interminável e, principalmente, desse drama todo.

Minha vontade era pegar a estrada e andar até chegar na minha casa, com meus bichinhos, onde posso me esconder até esquecerem da minha existência. Não quero mais ver ninguém, falar com ninguém, queria sumir em uma nuvem de lembranças.

É ressaca, mas também é essa autoestima destroçada, essa sensação de que tem um problema muito sério comigo, daqueles sem cura. Essa certeza de que eu vou ter que aprender a me amar, porque, daqui até o fim, é todo o amor que vou conhecer. Eu nem quero me amar, queria só sumir, nunca mais ter contato com um ser vivo, quero o caminho fácil, mas que inferno.

Só tenho terapia na segunda e também nem queria falar para ela que tô cansada de tentar. 

Insigth

 Eu busco algum conforto em quem me acompanhou por termos porque a verdade é que acho que ninguém nunca vai ser capaz de entender o que eu vivi até aqui.

Nenhuma vida é normal. E eu nunca achei quem entendesse MINIMAMENTE o que eu vivi entre mundos tão diferentes.

Aaah mas fodac tbm pq ngm teve vida fácil 

Melhor assim

 Eu não sei o que quero, então, pro externo, não quero nada. Mas é uma grande mentira, porque quero muitas coisas. 

Às vezes quero uma família, às vezes quero putaria. Outra mentira, pq só quero putaria enquanto não tenho uma família.

Me pergunto se, um dia, alguém vai gostar de mim. Vejam, eu gosto, hoje não quero mudar, mas parece que sou a única. Desde sempre, parece que só eu luto por mim. Que merda. 

Não vou desistir de mim. 

Hoje tomei uma cervejinha no Chafaz. Andei a João Gualberto do bom jesus pra lá, como fiz tantas e tantas vezes. Foi gostoso, vim ouvindo minhas músicas. Parei la sozinha, como sempre foi, me diverti só até chegar alguém mais, como sempre foi. Caralho, amigos, eu sempre fui muito só???

E a verdade é essa, eu sempre estive com os meus e sempre fui só, cada vez que venho percebo mais. Não é que não sobrou nada para mim aqui, nunca teve. Eu era nova demais para ver que, independente do quando tentasse, nunca seria o suficiente.

As vezes sinto que tô condenada a ser a velha sabia com voz de fumante e zero sex appeal hahaha. 

Tudo que espero é que alguém em Aracaju veja aquilo que ninguém em Curitiba (otários!!!) foi capaz de ver. Eu sou bacana. Não a mais bonita, não a mais legal, mas bacana o suficiente. Sinceramente, na autoestima de merda que tenho, sou capaz de afirmar: pena de quem não vê. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Hoje não morri de calor

 Sempre tem o momento que venho para cá e penso em ficar. É lógico, um ritmo mais de férias e meus amigos se fazendo presente de uma forma que não fariam se eu fosse uma constante aqui. É fácil se enganar, então sei que é ilusão, mas é uma ilusão gostosinha e dá vontade de viver todo dia assim. Mais uma ilusão, lógico, hahah.

Mas eu sei que a realidade é que, salvo algo inesperado, já já eu estou em casa e aqui mais uma vez será um mar de lembranças legais. Não quero que Curitiba seja um mundo de "e se?", quero que minhas possibilidades estejam lá, onde eu moro, onde as pessoas parecem mais comigo (mesmo que elas discordem, meu parâmetro faz sentido e eu sei), onde o clima não tenta me matar (ainda, porque aparentemente o mundo está acabando, porque é mais fácil pensar no fim do mundo do que no fim do capitalismo.

Enfim. Quero registrar coisas engraçadas que, daqui a anos, quero ler e rir:

- dez minutos antes de pegar o Uber para o casamento da Manu, pouco depois de dizer "estou pronta e com tempo", acendi um cigarro e descobri, em minha inexperiência nos mistérios da fabricação da feminilidade, que unha postiça pega fogo. Deu tudo certo no fim, consertei a tempo e já peguei a manhã de acender meus cigarros (já tive unhas reais desse tamanho uiuiui).

- eu e Rodolfo fomos os primeiros a chegar e demos a volta no quarteirão muito chiques só para não fumar um cigarro na igreja.

- ontem vi cinco vespas na luminária da sacada. Hoje tem um vespeiro. Por que me perseguem????

- uma coisa que gosto de viver aqui no contexto de férias são as tempestades de raio. Dão medo, mas são meio deslumbrantes. Mas só em contexto de férias.

- tenho conseguido escrever partes do livro que estava com dificuldade. Cenas românticas não são meu forte, isso é um fato, mas o clima de casamento e juras de amor eterno definitivamente ajudou.

Eu sei que tenho feito muito POST em lista aqui. Tô trabalhando com escrita, aqui faço o que é confortável, tanto que nem reviso (pare de julgar, Lua de 2031 que achou um erro de concordância).

Esse ano quero voltar para faculdade, colocar aparelho (e resolver o bruxismo) e abrir de novo meu coraçãozinho, não preciso me apaixonar, só estar aberta. Fodac os traumas futuros, eu pago terapia e também não sou covarde. E outra, tô entrando pela terceira vez no mesmo curso, eu amo insistir nos erros, heh (mas dessa vez vai, estou com a cabeça no lugar: dinheiro).

Tchauuuu

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Muito romântica

 O casamento da Manu e do Otavio foi lindo. Não só pela cerimônia e festa, mas pela sinceridade de tudo isso, do quererem estar juntos, da esperança no eterno, não por obrigação, por vontade. Aff, acho tudo isso muito fofo. Eu amo o amor, hahaha.

E estou perdendo o medo de me apaixonar. Sei daonde ele veio e estou me fortalecendo, acho que posso me admitir como romântica de novo, afinal. Não quero juntar trapos mais, mas quero sim sentir isso por alguém, e que alguém sinta por mim. É só não ficar metendo os pés pelas mãos, haha.

Eu sei que, finalmente me abrindo, vai acontecer. Me permitir criar laços ajuda. Acho que não estou mais com medo, mesmo que tenha demorado.

Esse ano já beijei umas pessoas legais, haha. Beijo, sexo, nada disso quer dizer muito, na verdade, mas é uma evidência de que estou me permitindo de novo, declaro-me culpada, hahah. 

Estar perto dos amigos me ajuda. Sinto que eles me conhecem a tanto tempo que é fácil, confortável. Não é algo que eu ainda tenha em Aracaju, mas, de novo, me permitindo, o tempo faz o resto.

A vida vai voltar a acontecer esse ano, eu tô animada.


Parabéns, Manu e Otavio. Viva o amor de vocês, que reacende até o meu.